domingo, 3 de novembro de 2013

UM CONTO DE FUTILIDADE... ( UM LAMPEJO DE REALIDADE )

       Como de costume... nem sempre sou muito "diplomático" quando o segredo é colocar o dedo na ferida.
     Até porque... o "dedo na ferida", pode ser mais eficaz do que café forte, do que banho frio, ou mais eficiente do que aquele despertador do seu avô que acordava a casa toda.

     Mas... porquê um conto de futilidade?

     Só mais um exemplo daquilo que nos cerca, e da realidade que algumas pessoas insistem em viver.

         E...

          ...ela olhou-se no espelho, admirou os olhos, seus contornos... sabe que tem um sorriso encantador, borrifa o caro perfume importado em seu colo...(ainda sendo pago nas faturas do seu cartão de crédito ), buscou em seu guarda roupas, uma roupa que fosse capaz de valorizar seus atributos físicos, que valorizasse as formas que luta para manter.
     Lembrou das últimas abordagens que ocorreram quando produziu-se assim da última vez, um sorriso nada tímido escapou entre seus lábios.
           Ela sabe que é atraente... e sabe trabalhar isso, mas não compreende que esta arma de sedução tem prazo de validade.
           E ela em suas aspirações de grandeza, e no sonho aguardando o príncipe encantado, cuida bem da embalagem, mas esquece do... conteudo.

            Atributos na cozinha? Qualidades que a tornem uma dona de casa? Uma mãe? Uma... esposa? Todas efêmeras... todas dispensáveis, afinal, ela busca alguém que lhe forneça tudo isso, sem o esforço que ela acredita ser desnecessário, pois ela... ergue-se em seu pedestal de assédio,e este, é para poucos e bem selecionados.

             Será?

            Um dia ela vai entender que, ser uma boa dona de casa, uma boa mãe, uma boa esposa... não significa submissão,e que hoje em dia um casal de verdade divide estas tarefas, que na verdade são a base de qualquer relação madura, de qualquer relação realista,e não uma afronta ao seu sonho de "conto de fadas".
            Até porque... a mulher de verdade, trabalha, colabora, não busca ser "sustentada" pois em seu orgulho a amor próprio ( coisas de mulher de verdade mesmo), ela quer e busca seu espaço profissional, pois ela merece.
             E uma ressalva... " um homem vai apaixonar-se por esta mulher, a que compreende isso,e não pela submissa."

            Sonhar... não é errado, mas não deve ser confundido com a realidade.

            Quando confunde sonho com realidade... surge a pessoa que acredita que o "camaro amarelo" realmente deixa alguém... doce.
            Quando chega neste ponto... ao invés de carregar o "rótulo" de pessoa de valor, acaba carregando a sina de "produto", ou seja é uma pessoa com um preço.
             É um bem de consumo... que sempre poderá ser trocado por outro mais novo, mais adaptado, mais... interessante.

            Mas... ela não sabe disso, afinal, não é uma realidade aceitável para alguém com as suas aspirações.
                Ela pode fazer terapia, buscar "ajuda" profissional para compreender suas escolhas, mas no fundo ela só quer ouvir de alguém... "o importante é que você seja feliz e sinta-se realizada".
                  Pois basta uma, apenas uma palavra que seja favorável, e sua consciência será aplacada, sim ela tem consciência, todos nós temos, mas alguns a relegam a segundo plano, quando o primeiro geralmente é... "equivocado".

                  Mas será que esta pessoa sofre por não viver seu conto de fadas, ou por ser obrigada a viver a realidade, a vida real?

                    Afinal, o que pode demovê-la de seu sonho, de seu conto de fadas?

                  Apenas o mais implacável dos juízes, dos juízos... o tempo.

                    Com o tempo, esta pessoa vai notar que abriu mão de oportunidades reais de ser feliz, que abriu mão de pessoas e situações que a marcariam de maneira positiva,e que agora, aquele belo olhar sedutor, aquele sorriso encantador, e até mesmo o perfume... não combinam mais com o momento,e que ela acabou tornando-se a pessoa  que deveria ser desde o princípio... a pessoa certa, honesta consigo mesma.

                       No fundo... ela sempre soube, mas preferiu sonhar com o beijo do príncipe encantado,e abriu mão de todos os outros verdadeiros, mas que exigiam uma dose de realidade que ela não sabia suportar.

                       Fútil? Apenas quando deixa o sonho do conto de fadas tomar conta, e quando faz do que vê e admira no espelho, um meio de garantir admiração, favores... e isso some de vez em quando, num lampejo de realidade.

                       Quem sabe?

              

           

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PERDER O ENCANTO... ( O QUE SIGNIFICA NA RELAÇÃO )

     Encanto... sabia que é uma condição? Um sentimento que se acaba?
           Mas como ele se acaba?
           É possível reconquistar, retomar o... encanto?

           Todos tem suas teorias, e eu claro, tenho a minha, de como ele se vai e de como é complicado recuperá-lo.

           Chamo a minha teoria de;

           Teoria dos 10%.

           Imagine que existem dez coisas, que são capazes de dilapidar, de aos poucos sabotar uma relação.
           Vamos imaginar, que à cada um destes pontos que se perde, retiramos 10% de encanto.

          Mas quais seriam estes dez pontos capazes de minar o encanto?
           Quem costuma acompanhar minhas postagens, sabe, e sabe também que existem certos pontos que sempre pesam em qualquer relação, então, talvez fora da ordem que você imagina, vou elencá-los. Sempre de acordo com o que costuma surgir em uma ordem cronológica, dentro da relação.

       - Agir de maneira diferente perante os amigos,e perante a pessoa.

        - Controlar demais, cercar, querer seguir os passos da pessoa.

         - Ciúme desmedido, e infundado.

         - Falta de diálogo.

         - Falta de respeito.

        - Explosões de mau humor, "descontar" em cima da pessoa suas mágoas, frustrações e problemas.

          - Faltar com a verdade

          - Não ser leal

          - Egoísmo

           - Trair...       .

           À cada ítem, vamos retirando 10 % do encantamento, do encanto com a pessoa... até que acaba.

          E quando existe realmente aquele amor, quando existe o companheirismo, quando as coisas aconteceram naturalmente, as chances do encanto ser mais... "elástico" são muito maiores.

         E quando digo "mais elástico" não quero dizer submisso, complacente, mas sim... verdadeiro em sua essência.

         Quando a convivência começa e ocorre aos poucos, quando é gradual, quando as descobertas são graduais, quando se vai aprendendo e compreendendo o jeito de ser do outro, quando tudo isso vem atrelado ao respeito, ao diálogo, ao jogo limpo, ao sentar e conversar sobre o que incomoda, o que deixa aconvivência pesada... quando existe isso, as chances são muito boas.

         Mas claro temos a contrapartida... sempre.

        Quando as etapas são queimadas, quando a convivência torna-se "maciça", desde o início, sempre com base no famoso... "amor à primeira vista", ou aquela máxima de que... "se existe química porque não?", bem neste caso... não vejo muitas chances de elasticidade na hora de pesar e salvar o encanto.

        Tudo tem sua hora... encantou-se com alguém? Está encantado(a) por alguém? Ótimo isso é muito bom, e se está sendo correspondido, melhor ainda, mas lembre-se... adultos, sabem que o tempo é precioso, não aceleram, não colocam a carroça diante dos bois, e claro... se o tempo juntos é escasso, ou complicado, dão mais valor ainda aos momentos que podem compartilhar.

       Mas como sempre, o que vai determinar isso, é aquela coisinha chamada... "maturidade". ( e maturidade independe da idade, mas sim da atitude sincera)

       Vários outros fatores podem contribuir para acabar com o encanto, diferenças profissionais, de atitude, realidades econômicas diferentes, e querendo ou não todos nós já "pisamos na bola", já deixamos à desejar em algum momento, já falhamos com alguém que amamos.
       Por essas e outras é que junto com a maturidade chegam aqueles pensamentos do tipo... "se eu tivesse agido diferente", "se eu tivesse a maturidade que tenho agora"... vários... "se".
      Ainda bem que é vivendo que se aprende.

       Recuperar o encanto, é complicado, está atrelado a reconquistar a pessoa, e aí, pesam todos os tópicos que citei lá no começo ( dentre muitos outros que não citei),o importante é jogar limpo sempre.

       O importante é lembrar daquela coisinha , muito importante em qualquer relação.

       O AMOR PRÓPRIO.

       

HOMEM CHORA...?

          Que pergunta não? 

       Apesar da resposta ser óbvia, devemos lembrar de nossa educação machista, e socialmente reprovável, ainda mais no século XXI.
       Nós homens somos educados, condicionados, "adestrados" desde pequenos à acreditar que "homem não chora".

       Claro que chora...               

...e chora sem medo, sem vergonha, ao menos os de verdade, aqueles que não tem problema algum em admitir isso.

       Mas o que faz um homem chorar?

       O que faz você que está lendo isso... chorar?

       Então, fica uma visão muito particular, algo que eu acredito, e que não vejo problema em compartilhar.

       Homem chora sim, chora por amor, chora de emoção, chora quando é cobrado para ser forte o tempo todo, principalmente quando mesmo sendo forte, é vencido pelo cansaço, pela exaustão, pelas condições, e quando decepciona as pessoas que ama e que dependem dele.

        Homem chora quando ama e não é correspondido, quando é traído, quando erra e perde a pessoa que ama... e quando se dá conta disso, mais ainda.
        
        Como não chorar quando assistimos cenas emocionantes? (claro é preciso compreender a profundidade da cena... mas este é outro assunto) Como não chorar... quando pessoas queridas, entes queridos sofrem? Ou... nos deixam?

        Não sejamos hipócritas... as vezes uma lágrima evita que a máquina pare, todos nós somos como navios passando por esta vida, as lágrimas são como as pequenas infiltrações nos porões, aquelas que vertem pequenas gotas salgadas... as que servem para nos lembrar que, todos nós precisamos de ajuda, de uma "manutenção" interna de vez em quando, de uma limpeza.

       Faz parte da vida, de viver... e viver é...

       sorrir...
       chorar...
       falar...
       gritar...
       sofrer...
       ser feliz...
       ser...   estar...   ter...  viver mesmo.

       Se eu choro? Claro que choro... sou humano, sou normal, vivo, estou vivo, tenho sentimentos, tenho alegrias e frustrações como qualquer um.

       Claro existem pessoas que dizem... "homem não chora", existem aqueles que respiram fundo, olham com indiferença, seguram, mantém a velha máxima "homem não chora", como algo à ser seguido, algo em que acreditam piamente.
       Mas chorar por dentro... ou segurar mágoas, frustrações, tristezas... deixam um certo "amargor" na superfície,e isso se reflete naquilo que recebe de volta das pessoas, do mundo à sua volta. 

        Então... , quando meu filho mais novo me perguntou... "papai homem chora?" Eu respondí... "Claro que chora, e isso não é vergonha, é normal, quem não chora fica mais triste ainda, chorar serve para deixar mais espaço dentro da gente, tira aquela agua salgada da lágrima... e com mais espaço a gente consegue guardar mais alegrias".

        Parece que ele se contentou com a resposta...

 ...assim espero.

        

sábado, 17 de agosto de 2013

RELACIONAMENTO... É COMPLEMENTO

RELACIONAMENTO... COMPLEMENTO.

E de repente... surge uma pessoa que “mexe” com você, que “balança” o seu mundo, que faz você deixar na rede social aquela perguntinha... “será”?
Mas você chega com seus sonhos, sua realidade, seus desejos, e esta outra pessoa também.
E agora?


O relacionamento não deve ser uma barreira, um obstáculo, um entrave. Cada um chega na relação com uma realidade diferente, com um histórico, com um passado, sonhos, metas, desejos.
O relacionamento maduro, vai garantir a compensação de tudo isso, do tempo, do espaço, e é o que garante a qualidade da relação.
Existem sim, vários  ingredientes que fazem da relação um porto seguro... ( ao menos é o que se espera) como por exemplo, a lealdade, a sinceridade, o jogo limpo, a amizade e a cumplicidade.
E no final, ao misturar estes ingredientes, teremos uma relação em que sonhos e metas são comemorados, são celebrados e tornam-se conquistas de ambos. E existe coisa melhor do que isso? Saber que alguém compartilha do seu sentimento de realização?


                      DESPEDIDA... CHEGADA...

Existem casos nos quais a pessoa, devido as exigências e particularidades de sua vida profissional, tem seus horários e  rotinas, que fogem da realidade de muitos... e infelizmente para algumas pessoas, isso parece ser um entrave.
Mas... ( falando por experiência própria ), o importante é saber dar qualidade aos momentos juntos, e principalmente,  apoiar os sonhos da pessoa que está com você.
Talvez esta profissão seja o fruto de um sonho, seja uma realização pessoal, e o melhor, algo que a pessoa faça por prazer, então... porquê ser um entrave?
 Em uma relação madura, devemos somar, e nunca dividir ou subtrair, nunca “pesar” de maneira contrária.
Mas apenas algumas pessoas sabem e conseguem valorizar isso, e quando isto ocorre... beira a perfeição,e não devemos nos esquecer que ninguém é perfeito.

É complicado, é difícil, muitas vezes bate aquela vontade de uma rotina normal, mas... em uma relação madura de verdade, normais devem ser os bons momentos juntos, aproveitar o tempo que pode garantir aquele “olho no olho” e viver o momento da melhor maneira possível.
Distância, tempo... se amizades sobrevivem à isso, um amor verdadeiro também é capaz de sobreviver.
Aquela velha história de “carência”, de estar sentindo-se só e que abre as portas para uma possível “traição”, não passa de uma mera desculpa, e deixa claro apenas, que o que esta pessoa chamava de amor, não era mais do que o “habito”, o “costume” de estar com alguém... e que   infelizmente só garantiu à um dos lados, o tempo perdido e o desperdicio da energia empenhada na relação.


O relacionamento deve ser um complemento, deve ser o que preenche aqueles momentos nos quais, ambos sentem-se bem e realizados, por estar com alguém que corre atrás dos sonhos, que os realiza, ou que vive a realização de um... é um “sentir-se” feliz pelo outro, por saber que o outro... vive algo que lhe satisfaz. E nada melhor do que ser um complemento disso, qualquer coisa diferente deste sentido, tem nome... aliás um nome bem simples e que não combina com uma relação verdadeira e madura... o nome? Egoísmo.

O relacionamento complemento... soma sonhos, soma desejos, soma tempo útil, soma momentos, soma breves instantes, soma... sempre.

Então, se você está naquele momento de perguntar a si mesmo(a)  “será”?

Pare, pense, e tenha em mente que você tem sim o direito de ser feliz, se não pode ter dias ou horas na proporção ou quantidade que desejaria... seja feliz pelos minutos, pelas oportunidades, pelos instantes de presença... e na duração destes instantes, dê o seu melhor, aproveite o instante, eternize os momentos com verdade e o seu melhor.

Muitas pessoas entregam-se a futilidade e as relações banais, principalmente se acreditam que sua vida profissional, não é compatível com uma realidade emocional, social... e pensar assim, agir assim, é errado, basta olhar nos olhos e ao invés de ouvir ecoar na cabeça o... “será?”, deixar ecoar no peito o.. “porquê não?”


É o eco da maturidade respondendo as suas perguntas na beira do abismo, aquele abismo que você em muitos casos imagina ser mais profundo e intransponível do que realmente o é.
Porque... de repente, alguém pega na sua mão e aí atravessar este “abismo”, pode ficar mais fácil do que você imaginava.
Na duvida? Olhe nos olhos... preste atenção nas palavras... jogue limpo, seja leal e deixe seus instintos te guiarem.
Na pior das hipóteses... você fica mais experiente, ou de repente... vive a sua vida de maneira mais completa.

Quem sabe?

domingo, 28 de julho de 2013

UM SEGUNDO OLHAR...

     Você sabe quando é o momento de seguir seus instintos?

     Compreender isso é um dos diferenciais de quem tem uma certa maturidade, de quem tem  algum tempo de praia, claro as vezes ignoramos estes sinais, esta "voz" interior e aí... quebramos a cara.

     Mas faz parte do aprendizado, da evolução.

     O que dá o título aqui, é aquele segundo olhar, para um certo alguém.

     E...  de repente você conheceu alguém, esbarrou neste alguém, trocou algumas palavras, ou simplesmente notou este alguém em meio a multidão, pode ser alguém do mesmo círculo de amizades... ou não, quem sabe?

     O que importa... é que você notou.

     As vezes, não era o momento certo, ou na ocasião não parecia ser tão interessante este "encontro", mas ficou na sua cabeça a imagem, a situação, quem sabe o que ficou daquele instante? Você sabe, apenas não se deu conta disso.

     E então vem à mente aquela perguntinha sempre atrelada ao bom senso, aos "instintos", o bom e velho... "será"?

     E eu pergunto... "porquê não?".

     Se no momento não pareceu interessante, mas se ficou uma certa duvida no ar, porquê não um segundo olhar? As vezes em outro contexto uma mesma pessoa pode ser muito diferente, mesmo mantendo sua essência, até porque, o ambiente e a situação, afetavam você também. E ainda assim... você notou algo... e para quem me conhece bem, e lembra da máxima que eu não me canso de repetir.

"NADA É POR ACASO, O ACASO É RESULTADO DO SEU DESCASO, PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS".

      Então antes de decretar que aquele olhar, ou aquela ideia ficaram para trás... pense bem, ainda mais se pintar um..."?" depois.

      Estes momentos de "distração" ou de não prestar atenção aos sinais, ou ainda de simplesmente "ignorar" estes encontros, seja por qual motivo for... certamente pesarão no futuro, sabe porquê?

     Porque... "NADA É POR ACASO", lembra?

     Então, se já aconteceu este encontro ou desencontro... 

     


     

segunda-feira, 24 de junho de 2013

QUANDO A VERDADE / IDADE... DÓI.

     Ninguém sabe o quanto dói uma saudade, até que a sinta, até que a mesma se faça presente... na ausência.

     Não existem verdades absolutas, mas esta é inegável.

     A idade dói... e eu vejo isso de perto, dói porquê transforma-se em saudade, em lembranças de um tempo que não volta, mas que fez parte da vida de quem propiciou a nossa presença aqui, dói... porquê perde-se o título de cidadão, de pessoa produtiva, dói porquê o que foi produzido, no final é visto apenas como o "espólio".

     Porquê os idosos são tão abandonados? Porquê os idosos são vistos como um "fardo", isso para mim tem nome... "falta de consideração", poderia dizer também... "falta de respeito".

     Porquê o contato com eles é escasso? Porquê a convivência é evitada? Porquê ao invés de pensar em melhorar a qualidade de vida deles alguns dizem... "não vai durar muito... não adianta preocupar-se", como é possível isso?


      Pessoas que  dedicaram tantos momentos aos mais novos, a criação, aos cuidados, e que ao chegarem em determinada idade ou situação física ou emocional, passam a ser o tal... "fardo".
      O abandono não é só financeiro, social, é emocional,e isso pesa muito, basta num exercício de humildade, colocar-se no lugar destas pessoas, e imaginar que toda a sua dedicação, todos os cuidados, as alegrias, as tristezas, a convivência, as lições... ficam relegados a segundo plano, e que você de repente começa a ser tratado como parte da mobília, e que seu futuro... é apenas o nome na capa do inventário.
       Poucos são capazes de parar e botar a mão na consciência, de olhar para aquela pessoa, ali quietinha, e relembrar de sua altivez, de quando ela fez das tripas coração para que você estudasse, para que você tivesse as oportunidades certas, ou que simplesmente evitasse que você tropeçasse sem parar,  até o limite de suas forças.

       Envelhecer já é difícil, envelhecer com dignidade é mais difícil ainda, mas envelhecer sem o carinho das pessoas que foram o bem maior destes agora idosos... é realmente o fim dos tempos.

          Em todos os momentos, em cada época surgia uma dificuldade,e da mesma maneira que hoje o tempo de alguns é escasso, o deles também já foi,e ainda assim dedicaram-se, cuidaram, e abriram mão dos momentos de descanso... consideração e respeito, sempre.

      A presença, o toque, o respeito... eles não precisam pedir, quando existe uma coisinha chamada "consideração", que vem atrelada a muitas outras como... gratidão, lealdade, amor... quando isso existe, é natural.

      Que a hipocrisia não se faça presente entre aqueles que leem e por algumas horas ou alguns dias, demonstram sua "preocupação", isso é pior do que simplesmente deixar de lado como muitos fazem, pois é falso,e  falsidade nesta altura da vida,eles podem dispensar.

      Muitos choram depois aos pés do leito quando estas pessoas partem, choram ao lado do caixão, mas não choram por remorso, por terem esquecido de quem lhes trouxe tantas lições, e ainda que nem toda tenham sido boas, elas com certeza, lhes mostraram o caminho à seguir. Estas pessoas vertem lágrimas... porquê é um evento social e este é o esperado, além da preocupação com o espólio.

      Mas fica a pergunta... " e os que agora acham que é perder tempo preocupar-se? Que o fim deve ser breve mesmo então...   ?", será que estes pensam que este é o futuro deles também? Ou de maneira abnegada e altruísta cometerão suicídio para "poupar" as novas gerações do que eles próprios consideravam um... "incômodo"?

      Não adianta correr para afagar os cabelos brancos, segurar pela mão e dizer que ama, que sente falta... quando chegar a hora.
      Todos nós podemos abrir mão de nossos momentos de lazer, de momentos que ainda se repetirão no futuro, de momentos que serão tão efêmeros e fugazes em meio á tantas outras lembranças, que não farão sentido, e que jamais farão tanto sentido quanto a vida de quem se desdobrou por você, por mim... por todos nós.

       As mãos trêmulas que você vê agora, as marcas profundas do tempo, os sinais de senilidade, os lapsos de memória... nem sempre foi assim, pois as preocupações, os cuidados, as noites em claro, o carinho e tudo o que estas pessoas fizeram, estão aí dentro de você, de mim, de todos nós... fazem parte do que somos,de quem somos e isso, reconhecer isso, não é só respeito, é caráter.

       Que me perdoem os que não compreendem nem tampouco concordam com minhas palavras, existem momentos nos quais a emoção escreve e a razão torna-se apenas um... aríete, tentando derrubar as portas bem reforçadas da indiferença, da falta de consideração e respeito, que muitos demonstram hoje em dia pelos idosos, em todos os lugares, em vários lares.

      Sinto falta do meu avô, e já sinto falta da minha avó  ainda que presente, em determinados faz-se ausente,e que  ao observa-la olhando ao longe ou para o vazio, imagino-a lembrando de seus tempos de menina, de professora,e das "dezessete primaveras" (segundo meu avô em uma carta endereçada a ela)que encantaram meu avô quando se conheceram.

       Um dia todos nós passaremos por isso... pena que poucos tenham a consciência disso.

       Rogério Marques Gonçalves.
              filho...
              neto...
              fui bisneto...
              tive a honra de ser tataraneto...

     

domingo, 9 de junho de 2013

TUDO TEM SUA HORA, ATÉ A COMPREENSÃO DE UM TEXTO.

     SÓ ALGUMAS PALAVRAS...

   


    " TUDO O QUE VOCÊ LÊ... FAZ SENTIDO
NO MOMENTO CERTO, NA HORA CERTA, A SUA COMPREENSÃO DO TEXTO ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À SUA REALIDADE NO MOMENTO.
      O SEGREDO É TOMAR CUIDADO COM O QUE LÊ E COM O QUE VIVE NO MOMENTO.
        TUDO TEM SUA HORA, ATÉ MESMO AQUELA PALAVRA DE CONFORTO, OU UMA FRASE COM A QUAL VOCÊ NÃO CONCORDA.
         O PIOR CEGO É SEMPRE AQUELE QUE NÃO QUER VER." ( T.MARQUES)

             Obrigado à todos os que leem meus textos, contos, crônicas, obrigado aos que criticam, contestam , ou apoiam... eu não sou o dono da verdade, nem chego perto desta condição, mas é como eu sempre digo, compartilhar experiências é sempre o melhor caminho, a melhor saída... além disso compartilhando experiências evoluímos, pois acabamos aprendendo também.
          

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ERRAR É HUMANO... E INSISTIR NO ERRO? ( Relação complicada? Porquê? )

      Erros e mais erros... ou seriam... equívocos?

   Ou melhor, será que não é falta de atenção mesmo? Atenção aos sinais? Ou... falta de coragem, de sair de uma zona de conforto que serve apenas para... garantir mais dores de cabeça?

     As pessoas postam na rede social, diretas e indiretas, desejos e frustrações, mas nada, absolutamente nada supera os chamados "erros do coração", será que é ele mesmo que comete os erros, ou a comodidade de não compreender os sinais, de não ter coragem de mudar?

       Postagens que dizem...

       " cansei de sofrer por quem não me dá valor "

       " não vou investir em algo que não tem futuro "

       " decepção não mata, ensina "

       entre outras coisas do gênero, só deixam claro que a recorrência no erro é comum, é o usual. ( neste caso... reclamar não é  uma das opções disponíveis )

        Então ficam no ar aquelas perguntas que não saem da cabeça.

        Se a decepção é uma constante ( profissionalmente, socialmente ou no âmbito amoroso ) sejamos claros, será que você não está insistindo no erro?

         E surge outra pergunta... porquê?

        Como sempre, vou deixar uma opinião pessoal, uma visão particular, espero claro que critiquem, comentem, contestem, ou até concordem comigo, afinal, quem pára e observa acaba vendo além da superfície.

          Afinal, porquê ocorrem estas frustrações? Sejamos práticos, para não dizer, pragmáticos.
           O "status" social, as aparências, a futilidade de estar sempre em evidência mesmo que seja em detrimento do conforto emocional pessoal, supera em muitos casos a linha tênue que sustenta o amor próprio.

            Vejo pessoas insatisfeitas com seus empregos, mas sem coragem de realmente mudar, arriscar, buscar uma mudança, mudança esta que podem incluir até mesmo uma mudança física ( mudar de cidade, estado e até país por exemplo). É a acomodação profissional, a que gera frustrações e trava a vida social e emocional. 
            Será que vale o preço?


            Vejo pessoas que não sentem-se à vontade no meio social, no grupo no qual estão inseridas, mas que por comodidade ou insegurança, acabam por "forçar" uma convivência em um meio que as sobrecarrega, espiritualmente, socialmente, emocionalmente,e ficam mais algumas perguntas... será que vale à pena? Será que estas pessoas precisam mesmo do grupo? Do bando? Da... alcatéia ? ( lembrem-se sempre haverá alguém no bando que tentará subjugar e manter os outros sob seu domínio,e isso, é inaceitável.)

            E chegamos ao lado emocional, afetivo, o lado ligado ao que chamam de... "amor".

              Frustrações recorrentes? Sempre envolvendo-se com pessoas que no início parecem acrescentar mas que depois mostram-se... "sangue sugas"? 
                  À meu ver, é o cúmulo da falta de amor próprio, de opinião própria, de maturidade. Envolver-se sempre com os mesmos tipos só deixa claro que;
                 - frequenta o meio errado...
                 - busca o tipo errado...
                 - preocupa-se com a opinião dos outros...
                 - não vai além da superfície...
                 - busca o ter...
                 - não preocupa-se com o amanhã...
                 - julga pelas aparências...
                 - não consegue concordar com nenhum dos itens acima.

                No quesito mais extenso... que é o relacionado ao amor, nas relações, ninguém pode negar que é uma constante observarmos, que quando alguém diz que "só encontra os tipos errados", ou que "tem dedo podre para relacionamento", apenas tenta justificar o fato de que não olha para os lados, na verdade não cogita algo fora do estereótipo que julga ideal,e geralmente ligado a aparência, sim a aparência, pois são pessoas incapazes de ir além da superfície.
                Quando estas pessoas aprenderem que na balança devemos pesar o que conta á longo prazo, e não o que encanta a curto prazo, o investimento será certo, será perfeito, ou no caso poderá beirar a perfeição.
                     A satisfação do momento... não compensa o tormento no futuro.( reveja a primeira balança )

                       O fiel da sua balança deve ser sempre o bom senso, o que vai equilibrá-la é o amor próprio. (pense nisso)

        

       
       

      

      

domingo, 26 de maio de 2013

A TIMIDEZ... É MUITO SEXY.

          Tem coisa mais sexy... do que a timidez?

      Mas aquela natural, a que deixa a sensação bem perceptível de calor no rosto, a pessoa desvia o olhar, parece que vai sumir em uma concha.

     Eu sempre gostei de mulheres decididas, daquelas que chegam e abrem o jogo, que são capazes de olhar nos olhos e dizer... "quero estar com você".

     Mas eu devo confessar que... de repente, aquela pessoa tímida, realmente mexe comigo.

     Mas tudo inserido no contexto certo, tudo na hora certa, tudo na sua hora... é complicado, complexo, confuso, mas quando surgem estes momentos, o que é simples?

       

       
         Existem certos momentos... em que a timidez se encaixa como uma luva, mas que não confunda-se "timidez" com aquele... "falso recato" de quem faz joguinhos de sedução, e  assim acaba virando uma caricatura aos olhos de quem sabe diferenciar os dois. Neste caso... o efeito é totalmente o contrário.

          Na verdade o que faz o momento ser perfeito, é a presença de uma mulher de verdade ( já sei cansaram de me ouvir citar a mulher de verdade, mas... quem não conhece não entende mesmo ) quando isso ocorre, não existem joguinhos, meias verdades, mentiras completas, encenações, máscaras então... nem passam perto. O que existe é o encontro de dois adultos, de um homem e uma mulher que sabem que peso e que valor tem as palavras, os gestos... os silêncios.

              Como eu costumo dizer... "NÃO EXISTEM PESSOAS PERFEITAS, MAS SIM PESSOAS QUE ATRAVÉS DO SILÊNCIO NOS MOMENTOS CERTOS, CRIAM... INSTANTES PERFEITOS".

                E em alguns casos o silêncio da timidez... é perfeito.

                Ou o silêncio que antecede... o beijo.

                 

                
                 Só sei que a timidez em certos casos... é realmente muito sexy, como eu disse, depende do contexto e claro... da naturalidade da pessoa.
         
                   Mas tudo tem sua hora... seu momento... descrever o quão sexy é para mim a timidez, é só mais um exercício de autoconhecimento, só mais um desabafo, uma constatação.

                Quem nunca ficou... intrigado(a) com aquela pessoa que desviou o olhar, ou emudeceu  de repente durante uma conversa, durante aquela "olhada" mais direta?

                É ou não é algo... instigante?

         Não sei, mas no roll de situações sedutoras, estas "fugas" da timidez são realmente inspiradoras não acham?

             São detalhes, pequenas coisas que tornam o momento perfeito, o encontro perfeito... ou o desencontro, dependendo da situação.

               De qualquer forma... saiba compreender os sinais,  respeitar os espaços, e principalmente... entenda que cada um tem seu tempo, e que as vezes um "empurrãozinho" ajuda.

              

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A DITADURA DA BELEZA... A SUPERFÍCIE... ELAS/ELES...

      Conversa vai, conversa vem e se tem algo que sempre entra em toda conversa, é a beleza, ou o que é beleza.

        É complicado, pois o conceito de beleza é muito relativo, e no caso de pessoas que olham sempre além da superfície, é um conceito subjetivo.

       Mas o que é bonito?

       O que é... belo?

       Se você parar para pensar, você já deve ter se encantado por alguém que não era atraente para outras pessoas, mas que exercia um certo magnetismo, um certo fascínio sobre você. Complicado de explicar ou compreender?  Não na verdade não... é sempre uma questão de maturidade.

       Se isso aconteceu com você, parabéns... você realmente foi além da superfície, você tem aquele "algo mais" que o/a separa dos escravos da ditadura da beleza.

       Então, é preciso deixar claro algo que muitos comentam, alardeiam, mas que poucos compreendem verdadeiramente.

              A beleza... é passageira.

            É bom estar ao lado de alguém desejável, de alguém que "pára o trânsito", que deixa as outras pessoas pensando " está bem acompanhado(a)"...  certo?

                  Mas e depois? 

            Já parou para pensar que o conteúdo, o que a pessoa tem a oferecer depois que a aparência se vai, a capacidade de sentar e entabular uma conversa mais profunda à respeito de vários assuntos, a visão que a pessoa tem de família, trabalho, e do que é verdadeiro e o que é fútil, podem pesar muito no futuro?

             Por isso nunca devemos julgar alguém pela aparência, nem toda pessoa que atrai por sua beleza, é fútil, superficial, e nem toda pessoa que não é tão atraente tem a profundidade ou o conteúdo que popularmente dizem existir.

                 O importante é ser único(a) em sua essência, na verdade, na lealdade, na humildade... isso é a base de muitas coisas que realmente são atraentes.

                   O homem que se baseia na aparência, casa-se com uma mulher muito bonita, ou mantém um relacionamento sério com esta, com o passar do tempo ( a maioria diga-se de passagem) acostuma-se com a beleza da companheira, então esta torna-se... comum,e aí ele começa a buscar uma nova beleza.
                     Mas existe a contrapartida, existem sim aqueles que olham além da superfície, que não vão recriminar a mulher que se cuida, mas não é escrava desta ditadura. Estes veem atributos que estão além do decote, das fendas, das formas... eles veem a mulher de verdade.

                  Da mesma forma, existem as mulheres que vivem de buscar a "barriga de tanquinho" , a aparência, o "cara" que as outras gostariam de ter ao lado pela beleza, em alguns casos pelas posses, pelo status... mas estas certamente são as maiores escravas da ditadura da beleza, afinal, para estar ao lado de alguém assim, devem estar à altura é claro.


                 E neste caso também existem exceções... nem todo homem que é considerado bonito, ou diferenciado, vive em função disso e como eu disse lá atrás... humildade, lealdade, jogo limpo... se estão presentes, já fazem vale à pena.

                 Dinheiro, posses, aparência, status...

               não são qualidades, são condições e nem mesmo devem ser considerados "complementos" de alguém.

                Humildade, sinceridade, maturidade...

                são atributos, são permanentes,e fazem parte de algo que não tem preço, valor, mas que certamente tornam qualquer pessoa magnética, atraente... o caráter.

                E aí entram alguns fatores que separam as pessoas verdadeiras das que vivem... da superfície.

                Quem se pergunta... ou pensa;

               - o que vão pensar se me virem com esta pessoa?
               - ele(a) é legal, mas esperam mais de mim...
               - preciso de alguém que combine mais comigo...
               - quero alguém que chame a atenção...
               - é uma boa pessoa, mas a aparência...
               
               ...fora outros absurdos, está certamente vivendo do que os outros pensam, ou seja não tem vida própria ou profundidade, é mais... superficial do que o próprio espelho que não lhe mostra a realidade.

                Quem pensa assim... em público, não age como age quando estão á sós... é "interpretação", é a máscara do teatro, da aparência,e isso... não dura muito.

                


                 
                  Mas existem pessoas que olham além da superfície,e que pensam...

       ...ele(a) é uma boa pessoa, sincero(a), honesto(a), responsável, sempre jogou limpo comigo e com todos à sua volta, tem bons valores ( família,amigos... etc...), é ótimo papo para qualquer ocasião, divertido(a)... sua companhia me faz bem... ( e deixa o que para alguns é objetivo como a a aparência, no plano mais subjetivo... esta pessoa foi e vai além da superfície, identificou alguém para somar, para acrescentar á sua vida ou vice versa).

              Como saber se a pessoa que está  com você é assim? Aonde ela se enquadra?

                  Atitudes, gestos, a maneira como se porta quando estão juntos, sós ou em lugares movimentados, quando a apessoa está realmente com você, se ela se enquadra no segundo exemplo... então é uma pessoa realmente magnética, linda... pelo que está além da superfície.
                   Se a pessoa vai além da superfície... mesmo a maior "muvuca" é silêncio, é privacidade quando esta pessoa te olha.

             A ditadura da beleza, atinge aqueles que não confiam no que tem por dentro, nas próprias bases e alicerces... e que apegam-se ao exterior como fuga, como meio para sobreviver... mas todo munda sabe, se a base não é boa não existe estrutura que sobreviva.

                 Vamos trabalhar mais a alma e o interior, estas bases... e um pouco menos ( claro cuidar da saude é bom e necessário) da balança.

                    Esteja bem por dentro... e isso se reflete por fora.