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domingo, 9 de março de 2025

GATILHOS...

   Todos nós temos gatilhos que disparam sensações boas ou ruins, e as vezes aquela "rajada"de sensações boas, ruins, estranhas, algo realmente de enlouquecer.

   Conhecí uma pessoa muito especial, interessante mesmo, e olha que para dizer isso, quem me conhece sabe como é difícil.

   Um encontro de almas e de karmas mesmo...  acho que esta seria a melhor definição.

   Mas cada um chegou com seus gatilhos, seus traumas, suas experiências boas ou ruins, e é aí que mora o problema.

  Por mais que a conversa possa fluir, ser deliciosa, por mais que surjam afinidades e semelhanças assustadoras, de ideias, pensamentos, sentimentos, os gatilhos estão ali, onde não podemos ver, mas que podem ser alcançados por uma palavra, um silêncio ou um gesto.

  Todos carregamos traumas sim, não adianta dizer que sabemos lidar com isso, que a maturidade garante, pois nem sempre é assim.

  Eu posso dizer que já vivi um relacionamento tóxico, tenho defeitos ? Vixe !

  Mas viver um relacionamento, onde você é culpado até prova em contrário, enquanto a outra pessoa é perfeita até prova em contrário (e por isso digna de imposições, falar o que pensa, não precisar medir  palavras, e poder fazer comentários cruéis , isso me deixou com gatilhos bem leves, em uma arma sem trava de segurança ).

  De repente me vejo diante de alguém que me fez resgatar um velho post meu...  



...complicado, quando é nítido que a pessoa tem seus traumas, também comeu o pão que o diabo amassou, e que criou uma redoma, um escudo, uma proteção que aplica rigidamente a si e a quem se aproxima.

  E aí vem a vida (ah... a vida) e coloca duas almas armadas, com gatilhos leves frente a frente, com semelhanças, pensamentos, ideias e sentimentos assustadoramente parecidos, mas eis que eu disparo um gatilho lá, com um gatilho que foi disparado... cá.

 Pois é, foi um tiroteio de cegos,e no escuro depois de muitas voltas ao redor de si mesmo, acho que ficamos tontos demais com a velocidade na hora de reconhecermos essa chama gêmea.

 O meu dispara quando me deparo com regras, determinações, exigências, condições para amar, para gostar, para chegar e permanecer, acho que vivi demais sob regras que eram moralmente rigidas para mim, mas cruelmente maleáveis para a outra pessoa na relação.

 Ou seja, faça o que eu mando, determino, exijo... mas não faça o que eu faço.

 Eu sou assim, e se não for assim também, não me serve ! ( Prefiro a sombra de duas pessoas caminhando juntas do que uma só de duas pessoas que não são únicas uma para a outra, mas sim uma sombra uma da outra, e sombra todos já temos )

 E sinceramente, não me arrependo de não ter dado o troco na mesma moeda, poderia ? Sim, mas eu aprendi que quem perdeu não fui eu.

 Tive mais uma ou duas situações parecidas depois mas o gatilho foi ficando mais leve, e eu nem reparava mais se aplicavam a mim o benefício da dúvida, eu mesmo não aplicava mais, já via relacionamentos como armadilhas.

 Acabei ficando mais seco, duro, mais inflexível.

 E claro, quebro a cara, porque espero da pessoa uma maleabilidade uma compreensão que as vezes nem eu mesmo entrego.

 E se do outro lado o gatilho é leve e a pessoa tem a meleabilidade de estaca de concreto que eu tenho, fica bem difícil.



  Preciso de leveza, é preciso compreender que nem tudo é problema, sacanagem, ou tem segundas ou terceiras intenções, e que os limites naturalmente serão expostos diariamente, e a confiança que foi colocada à mesa na aposta, vai sim fortalecer-se. ( pelo menos eu prefiro acreditar nisso, pois não tenho mais 20, 30 anos... e não posso ver tudo colorido e bonitinho, mas também não quero mais viver tenso por algo que deve ser bom, leve e uma lição muito gostosa a cada dia ).

  Um texto que deixa bem cristalina a minha maneira de pensar, de ser... .

  Cuidado com os seus gatilhos, porque a arma na verdade está sempre apontada para a sua cabeça, você se detona privando a pessoa da sua presença com o seu melhor.


  A maturidade vai mostrando ao longo do caminho, o que cada um pode ir deixando pelas lixeiras, assim terão espaço para colher o que vier de bom para levarem juntos.

  Desculpem, mas não dá para ser mais... cristalino (ai ai ai). 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

ONDE VOCÊ ESTÁ ?

    Não adianta florear ou enfeitar demais a realidade, porque ela está aí, aquí, e estamos imersos nela.

    Tempo de praia...  ou melhor, aprendendo com os erros, acertos (raros) e observando aquilo, e quem está ao meu redor.

    Já fui aquele alguém que você encontrava na balada, na festa, no agito, em todos os lugares onde a "muvuca" estivesse presente.
    E posso dizer que as chances de encontrar um certo alguém nestes lugares, é rara, pode acontecer ? Claro, mas é raro, e na esmagadora maioria dos casos que eu pude testemunhar, não foram relacionamentos que duraram muito.
   Porque na balada, na festa, no agito, em público, poucos são o seu lado mais fiel a realidade.


   Você gostaria daquele alguém, para deitar na rede com você assistindo o por do sol ? Aquele alguém que te ligasse no final de uma sexta feira convidando para uma escapada, para ir a a algum lugar para vocês dois, para que fossem inteiros e não... metades ?


  Sinto em dizer, mas este alguém não vai surgir na balada, as chances de fazer a mega sena sozinho(a) são maiores, acredite, ou... sinta na pele.

  Lembre-se ( e esta frase vai acompanhar você até o final do texto )... 
                         " PLANTAR É OPCIONAL, COLHER NÃO ".

  Sabe quando você vai aprender isso ?

  Quando chegar naquele ponto, no qual o "insight" vem de uma cena simples, de alguém ali sentado(a) na areia da praia, assistindo o por do sol, em silêncio.

   Quem veio da "balada" com você, senta ali para curar a ressaca, curtir a noite até o último minuto, mas já pensando no próximo final de noite, ou naquilo que vai "ganhar" te acompanhando até ali.
   E esse alguém estará na balada novamente em breve.

   Imagine-se ali, sentado(a) na areia, ou na varanda olhando para longe, ouvindo os ruidos e sons do seu próprio silêncio, e de repente olha para o lado e vê a mesma cena em outro alguém.

   Sabe o que é isso ?

   É o encontro de dois inteiros, de duas pessoas que viveram o que era preciso viver para chegar até ali, e valorizar o silêncio ensurdecedor de quem não precisa de palavras para mostrar a que veio.

  Percebe que são duas pessoas no mesmo ritmo, sintonia, na mesma... "vibe" ?

   Certamente são duas pessoas que não trarão o passado como lastro para pesar e deixar a relação arrastando-se, mas trarão sim... bagagem.

   Serão dois inteiros somando,evoluindo juntos, e não precisando completar-se desperdiçando energia e tempo.

    "Ah! Mas eu prefiro alguém que viva no mesmo agito que eu, que goste das mesmas coisas que eu! ".

    É exatamente sobre isso o texto, sobre ir para o agito, a muvuca, e depois querer aqueles momentos mágicos à dois, tentando "desacelerar" para poder observar algo que só quem realmente vê...   enxerga.

   Tenho visto atitudes tão equivocadas, pessoas que imaginam ser possível encontrar um certo alguém, só em determinados meios, ou se a pessoa compartilhar dos mesmos gostos, é o "moldar-se", aceitar o que vier,e depois decepcionar-se por deixar de ser a novidade local.
   
  Ah, mas a pessoa admirando o por do sol buscando outra assim, é a mesma coisa ".

  Será ?

  Se ela estava li sozinha, não precisava da aprovação do bando, da turma, de um nicho, não precisava de um carimbo social de "relacionando-se".


  Compreendeu o valor da própria companhia,e com isso não aceitava mais estar mal acompanhado(a).

  Curtir a vida adoidado, tem seu preço, criar uma história na "vibe" errada, custará caro lá na frente, porque quem amadureceu para um relacionamento, não comprará qualquer...  estória.

  Aquilo que você faz, diz, mostra...   é parte (muitas vezes negativa) de quem você é para muitos,  parte da sua história para alguns, e algo que te fez inteiro(a) para um certo alguém.

  Lembre-se, "TEMPO E DISTÂNCIA NÃO SEPARAM DUAS PESSOAS QUE MERECEM O ENCONTRO OU REENCONTRO, MAS AS PREPARAM PARA O MOMENTO CERTO".

  E quem decide o momento ? Certamente não somos nós.

  Não adianta querer criar o momento, forçar o momento, ele vem, e aí só quem aprendeu a ler o caminho revendo as lições do passado,compreende.

  Texto confuso ? Vamos simplificar então.

  Não é sobre ser parceiro de balada, churrasco, festa, ou de admirar o por do sol, não é a "atitude" mas sim a "VIBE".
 É a sintonia, de estar no mesmo momento.

  Já sei... a questão é "como saber se é o mesmo momento ?"

  A... "vibe" de não sentir falta de reviver o passado, ou manter a pegada do passado, porque seja lá o que tiver acontecido lá que merece ser revisitado reiteradamente, jamais ocorrerá de novo, pois ficou lá no passado.
 
 O tempo não pára.

 A vibe de lembrar com carinho dos bons momentos, mas não de precisar recriá-los para sentir aquela alegria.

 Lembra daquele ditado... "AMOR DE PRAIA NÃO SOBE A SERRA", ou... "AMOR DE CARNAVAL ACABA NA QUARTA FEIRE DE CINZAS" ?

 Pois é, não surgiram do nada, e como eu disse lá no começo, as chances de estarem totalmente erradas estas duas frases, é raríssima, mas quando acontece, é admirável, merece aplausos e respeito, porque foi um encontro de maturidades, independente da idade.

 E aí... vem a pergunta título do texto.

 ONDE VOCÊ ESTÁ ?

 Olhe para o lado, eu sempre olho, mais valem dois olhares de quem admirava o por do sol na própria companhia, do que o olhar entre vários olhares, trocado na balada, na muvuca, até porque lá, mal ouve-se o próprio pensar, foco naquilo que realmente merece ser visto e enxergado então...

 Onde você está ? 

 Antes de ser "apedrejado", vamos lá.

 O seu por do sol, pode estar na mesa de uma cafeteria, no balcão de uma padaria, andando pelos corredores de um shopping, caminhando na praça, ou até dentro do carro parado no semáforo... mas não na balada, sabe porquê ? 

 A tal... "VIBE".

 Se entendeu, fico feliz, se ainda não entendeu... bem, boa sorte na balada.


 
  
 
    

domingo, 4 de outubro de 2020

FIDELIDADE...

       É possível reconquistar a confiança de alguém após uma traição ?
               Será que esta é a pergunta à ser feita ?

               Estranho, tem sido recorrente esse tipo de pergunta, de assunto... e confesso, não me sinto nada à vontade com isso.                                                     

                 Afinal, porquê trair tem sido lugar comum ? 

               Será que socialmente é um tipo de "modinha" ? Sinceramente não consigo compreender, não consigo ver isso como algo corriqueiro.

                 Nada... absolutamente nada justifica uma traição, justifica brincar com o sentimento do outro, com o valor da relação, e com o sentimento de todos aqueles que convivem diretamente com os envolvidos, porquê não ?

                 No final da minha adolescência, lá pelos 18...  19 anos...  eu era sim inconsequente em relação à isso, errei, pisei na bola, magoei pessoas que gostavam de mim, mas aprendí a lição.                                                        

                   Certamente você está lendo e se perguntando " afinal, porquê esse assunto agora ? ".

                       Simplesmente porque nos últimos tempos encontrei vários conhecidos (homens e mulheres) que estavam passando por isso, pessoas cujo relacionamento era visto por todos como lindo, exemplar... até flagrei sem querer, uma pessoa que deixara o marido em casa e estava aos beijos dentro de um carro com outro. A pessoa me viu, ficou extremamente perturbada, eu fingi que não havia visto, mas essa pessoa correu e me alcançou, querendo explicar o inexplicável, desbotada com o susto, mas logo recobrou a cor... eu disse " apesar de tudo, eu não tenho nada com isso, acho que deve ter resposta na consciência de cada um, mas se eu esbarrei nessa cena, a pessoa que você está enganando pode esbarrar também... se você vai abrir o jogo em casa, como vai resolver isso eu não sei, mas não me envolva nisso... ".


                        Segui meu caminho, a consciência causando um turbilhão em mim, uma discussão interior, saber o que isso causa interiormente, saber como é doloroso, tudo isso pesando, um lado gritando, " exponha essa vag...." (não vou ficar com meias palavras), e outro lado dizendo... " tudo tem sua hora, quem age assim acaba se entregando, joga tudo para o alto, certamente a pessoa que a espera em casa está sentindo mudanças, está levando patadas por nada, vendo que só falta usar traje de gala ou espartilho para ir até o supermercado... e se não estiver vendo, não adianta você falar, pois provavelmente não será visto com justiça, ainda mais se a pessoa ainda sente algo por essa mulher...".


                      Complicado me colocar no lugar do outro, sabendo o que vai passar, o que deve estar passando, tudo fica mais intenso quando sabemos verdadeiramente como funciona.

                        Essa situação me atormentou por dias, e digo mais, meses à fio, fugi de cruzar com esse casal por muito tempo, e são pessoas que eu admirava, que eu respeitava ( ele eu ainda respeito ), pais de um menino muito bacana, tem a idade do meu caçula, educado, engraçado, gente boa como o pai, e espero que não tenha puxado os traços de caráter da mãe.

                          Porquê resolvi escrever hoje à respeito ?

                          Por ter encontrado caminhando ante ontem na praça, esse meu amigo, tarde da noite, nos esbarramos na hora da caminhada evitando o calor do dia, ele comentou que estava separado, notei que chegou a ficar com os olhos marejados, respirou fundo, segurou.

                          Sentamos num dos bancos, e ele disse que ela confessou as traições, as escapadas, e disse que eu flagrei um desses momentos.

                            Me sentí o último dos seres nesse momento, por não ter avisado, mas eu disse a ele como me sentí, o tormento que foi, e perguntei; " se eu tivesse falado, chegado até você e contado tudo, e ela negasse de pé junto, como ficaria isso ? Pergunto porque eu sei e dá pra ver o tanto que você gosta dela ainda, é palpável no ar, você viveram juntos por mais de uma decada, tem um filho, claro, como todo casal tem dificuldades, diferenças, relevar isso para não jogar pro alto como ela fêz, depende de uma maturidade emocional que poucas pessoas tem...".


                            Que sensação horrível, meu amigo chorou... copiosamente, como eu mesmo já chorei um dia, como qualquer um choraria nessa situação.

                             Falei para ele, que ele não perdeu nada, que deixou de ter a vida familiar que existia antes, mas ainda tinha um filho nota 10, amigos, e que eu compreendia como essa rotina caseira fazia falta, não se determina da noite para o dia que uma vida em conjunto pode sair de cena num estalo.                                                                                                                                             Sei como é difícil aceitar que não se perdeu nada... por isso eu disse para ele; " Quem perdeu foi ela... perde quem trai, porque quem foi traído nao estava trocando chumbo como dizem, você foi fiel, porque foi fiel ao que tinham junto, ao que viveram juntos, ao filho que tiveram juntos, e por mais que existam problemas, nada pode ser maior do que isso, você nunca levantou a mão para ela, sempre esteve alí quando ela precisou, mas isso tem valor para pessoas como você, eu, enquanto que para pessoas como ela... não era nada demais, você serviu, virou rotina para ela, e ela resolveu que precisava fazer o que fêz,e com isso demonstrou que nunca foi verdadeira como você, isso é o que define quem trai... ".



                                 Quantas figurinhas repetidas nessa troca, e o pior, agora ela aparentemente está arrependida, o procura de vez em quando, ou seja, é aquela velha prática de pessoas manipuladoras, descartam, mas depois dão aquele jeitinho de manter à mão, e porquê ficar ao alcance de quem desvaloriza tanto o outro ?                                                                                                                      Deixei aflorar o lado machista quando ele comentou isso, e resolvi que ele precisava de um pequeno choque de realidade para não cair nessa "arapuca".

                          Eu disse para ele;

                           " Cara, vou dizer uma coisa para encerrar esse assunto chato aquí, mas eu gostaria que você prestasse atenção nisso, eu não tive ninguém sentando comigo e abrindo meus olhos, falando o que eu deveria ouvir, e te digo, não é por experiência adquirida em leitura ou ouvir dizer, é marca na pele, na carne mesmo. Eu não sou o dono da verdade, mas eu acredito que quando são experiências vividas, realmente vividas,merecem atenção.                                                                  Essa conversa de lavou tá novo, não existe nesse tipo de caso, se vocês fossem um casal liberal, que tudo estivesse as claras, seja lá o que fosse, seria uma coisa, mas no seu caso, não era assim, não foi assim, e por isso esse papo de lavou tá novo... não dá para deixar como gancho, porque não se lava a alma após um episódio desses, então, se quis ir, tenha certeza de que foi mesmo, mas que não volte, porque você nunca mais terá sossego, nunca mais vai vê-la chegar em casa e entrar correndo no banho, sem pensar no que estará... lavando, desculpe mas o papo deve ser reto. E digo mais, se ela está deslumbranda com outra pessoa, e que sabia da condição dela, logo ela quebra a cara, até porque, por mais que esse outro diga que não tem nada haver, ele estará apenas tirando a casquinha dele, porque para ele ou qualquer outro que venha depois, que tenha conhecido esse lado dela, sempre existirá o sentimento de que se ela jogou a família fora, é porque é tão descartável quanto...   isso é machismo ? Ou será realismo ? Cara, faça bom uso dessas cicatrizes que você está cultivando agora, elas devem ter tanto significado quanto uma tatuagem, e se, veja bem, se algum dia surgir um pedido para reconsiderar, pense que a reconquista da confiança deve ser mais difícil do que tirar uma cicatriz com água e sabão, se for possível, demora... e muito, porque essa demora é que vai mostrar se a outra pessoa realmente quer ser merecedora da sua confiança ".

                                 Acho que ficamos alí sentados em silêncio por mais uns 40 minutos, sem falar nada, até que ele agradeceu o papo, e combinamos de enterrar aquilo alí, me agradeceu por ter sido discreto, e disse que eu deveria colocar aqui o ocorrido, como sempre faço, porque talvez abra os olhos de mais alguém. ( ele sabe que muitos dos meus textos vieram de conversas assim, experiências próprias, e inúmeros desabafos e "papos cabeça" com pessoas que conseguiram olhar de fora o que viviam ).


                              Se tem algo que aprendí, foi que ninguém é perfeito, que meus defeitos por mais que pareçam imperceptíveis para mim nunca o serão para a outra pessoa, não sou magnânimo para perdoar ninguém nesse tipo de situação, compreendo que as vezes quem age como ela agiu, apega-se a palavra "delisusão", ou para ficar mais ligado aos tempos modernos...  "perdeu o encanto", e ainda que tenha motivos para isso ( se foi agredida então, apoiaria totalmente ) é uma desculpa muito "esfarrapada", é uma base muito fraca para tal atitude.                                                      Não sei, é complicado, porque nesse tipo de caso, deixar que outra pessoa se aproxime, ser outra pessoa fora de casa, viver outra vida fora de casa, ou melhor... permitir que certas situações surjam e que não gostaria de ver o outro permitindo também, demonstra mais do caráter de alguém do que qualquer outra coisa.                                                                                 No fundo, nem devo julgá-la, a vida vai, porque eu sei que ela tinha um cara muito gente boa com ela ( o marido ), ela tinha algo que poderia não ser o conto de fadas que desejava, ou a vida que as "amigas" diziam ter, mas que era verdadeiro.                                                                                          Quem joga isso fora, dificilmente encontra outra relação na qual se encaixe, se o cara legal não servia, certamente só vai esbarrar em tipos como o que estava com ela quando era casada, ou seja, ele vale tanto quanto ela naquele momento.                                                                                          E não importa, quantas pessoas tragam "noticias" da vida de quem quis sair da sua vida, não importa que caiam em suas mãos fatos que possam denegrir mais essa pessoa, pois se eles existem, essa pessoa está destruíndo-se aos poucos, não precisa da sua ajuda.                                                Na verdade se você está passando ou passou por isso, ajude a pessoa que você vê quando se olha no espelho pela manhã, é essa pessoa que merece cuidado, e se essa pessoa se ama do jeito certo, vai encontrar alguém que a ame do jeito certo também.





                              

                           

                

 

       

terça-feira, 10 de setembro de 2019

MELHORANDO POR VOCÊ OU NÃO ?

TROPEÇOU NO AMOR PRÓPRIO E NEM PERCEBEU ?

HUM... COMPLICADO HEIN ?

   Pois é, tropeçar no amor próprio e nem perceber, tenho notado que os apaixonados "camaleão" (já já explico), são os que mais incorrem nesse erro.

   Pense na seguinte frase:

   " QUEM É SOMBRA... SOBRA... ".

   Vamos ao apaixonado camaleão. (Serve para homens e mulheres)

   Imaginem alguém que:

   Encanta-se com uma pessoa que canta ópera... e começa aulas de canto lírico.
   Encanta-se com alguém que corre maratonas... vira maratonista.
   Encanta-se com alguém que salta de pára quedas... vira paraquedista.

   E por aí vai.

   Sabe a pessoa que encantou ? Já tem sombra... não precisa de mais uma, claro, nem sempre é questão de falta de autênticidade ou identidade própria,mas quantas vezes você já viu isso ?

   Pode cantar, correr, saltar, mas faça por identificar-se com algo novo, que descobriu e não porque precisa fazer parte da rotina de alguém.

 Lembre-se a rotina mata qualquer relação.

 Faça por você.

 E por você...melhore, busque o seu melhor em todos os sentidos, mas sempre por você.

 A relação acabou ? Faz parte do jogo, pense nisso, acaba mesmo, é natural, e se vier aquela sensação de que deve mostrar que está bem, fará algo certo pela razão errada.

 É aí que muitos esbarram no amor próprio, e não veem, tomam uma atitude certa pela razão errada, e isso certamente não acaba bem.

 Texto curto... cutucada nem tanto.

 E você ? O quê está fazendo por você agora ? Pense nisso.

 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

QUAL O TAMANHO DO SEU BANQUINHO ?

    Você sabe qual o tamanho do seu banquinho ?

      Ou melhor... do seu amor próprio ?

      Comparação estranha ? 

      Imagine o seguinte.


       Sabe aquelas prateleiras lá no alto, aquelas quase inatingíveis ? 
       Imagine agora que nesta prateleira estão várias caixas, caixas etiquetadas "relacionamento", "trabalho", "família", "amizade"... enfim, tudo aquilo que faz parte ou que pode tratar-se de um desejo contido ou não.

       Agora imagine aquele relacionamento que você tanto deseja, sim, aquele que te faz perder a linha, que te faz sonhar acordada(o), e que você de repente pode alcançar.
       Para alcançar você precisa ter em mente dois pontos.

       Primeiro, que talvez seja interessante puxar a caixa devagar se estiver fora do alcance, analisar o peso, tamanho, pensar bem, pois não sabe o que pode haver lá.
       Segundo... o que vai determinar a capacidade de observar e não deixar a caixa cair na cabeça, é a altura do seu banquinho, ou melhor, do seu... "amor próprio".

       Menos amor próprio, banquinho com pernas mais curtas, mais amor próprio, banquinho com pernas mais longas.

       A diferença entre eles ?

       O banquinho menor, vai te obrigar a se esticar, esforçar mais, e puxar com as pontas dos dedos a caixa que deseja ( no caso o relacionamento ), e as chances dela cair sobre a sua cabeça, são bem maiores, e aí entra outra questão.
        Puxando as cegas esta caixa, o que será que vem com ela ? Vidro ? Pregos ? Algum bicho ? Bolinhas de aço... ? E claro, o tombo inevitável que costuma manter as vítimas acreditando que o banquinho delas tem sempre as pernas curtas demais.

      O banquinho maior... já vai te ajudar na hora de avaliar o peso, o formato, talvez até entreolhar pela tampa para saber o que há alí, e isso pode evitar um tombo, e aquelas feridas de cicatrização complicada.

      O amor próprio cresce e se desenvolve com o tempo, com os tombos, com o amadurecimento do poder de observação, isso não se compra, não se adapta, não se improvisa, isso se conquista.

      Mas para conquistar, é preciso fazer por merecer, é preciso saber ouvir aquela voz chata que fica... "será que eu devo ?" quando surge a oportunidade.

      Sabe quem tem esta resposta ? Aquela pessoa que você vê quando se olh no espelho pela manhã, confie nela, é a amizade mais sincera que há. É o(a) amigo(a) que realmente tem dó do seu "couro".

       Para pegar aquilo que está no alto, nas prateleiras mais altas, aquelas que despertam a curiosidade e a imaginação, é preciso melhorar a altura do seu... banquinho.
       Assim, ao invés de arriscar para descobrir o que pode cair na sua cabeça, fica mais fácil avaliar se compensa ou não o esforço.

       Analogia... a mãe de todas as respostas. 

        

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

QUEM JULGA PELA APARÊNCIA...

 Sarada... fotos bem caprichadas mostrando seus glúteos bem trabalhados, suas coxas torneadas, e a musculatura abdominal desenhada à exaustão.

  Sua dieta balanceada, vida regrada, treinos exaustivos levados à sério, capazes de comprometer até mesmo sua vida social, mas a busca pelo ideal alí, firme e tão forte quanto suas panturrilhas delineadas em exausitvas repetições.

  Mas... totalmente caquética, desnutrida e frágil no quesito humildade.

  Ela é linda ? Sim, com certeza...  corpo escultural.

  Parou aí.

  E me pegunto (novamente) "ela é linda ?".

  Bem, a embalagem é perfeita, salta aos olhos, mas... o conteúdo estou em dúvida ainda.

  Certo pessoal, vou "rasgar" o verbo como não costumo fazer, inclusive fazendo uso de linguagem que costumo evitar, mas em certos momentos um palavrão bem colocado pode ser libertador.

  Me deparei outro dia com uma postagem, dessas que surgem quando estamos de bobeira navegando pela rede social, no caso o Instagram.
  Vi a foto e lí o texto... não pude me conter, e comentei que a aparência jamais poderá definir o caráter de alguém.
" E se na foto o fisiculturista estivesse beijando à si mesmo no espelho enquanto a mulher fica sozinha de lado ? " ( um gosta de comida, outro de si mesmo... )

   Algumas horas depois fui interpelado pela autora da postagem, indignada e com o seguinte questionamento "quem disse que é preciso ser gordo para ser legal ?", ao que completou com... " aparência não define caráter ". 
   Aquilo soou tão antagônico, que achei melhor nem perder tempo explicando isso, me desculpei e deixei de lado.
  Mas não dá para deixar de pensar nisso.

   Vamos as questões mais simples e diretas.

   Se o seu vizinho come bacon todos os dias... isso vai entupir as artérias dele ou as suas ?

   Se o seu vizinho questionar o mau cheiro que vem do seu banheiro com tantos litros de "whey" ou... "albumina" que você consome, isso é
problema seu ou dele ?

   Não é preciso ser gordo para ser legal, ser um fisiculturista para ser legal.

   Para ser legal... é preciso ter caráter e não indice de massa corporal socialmente aceito.

   Então se isso te ofendeu de alguma forma... digo FODA-SE.

   Cada um é feliz como é... eu já fui um fanático por academia e malhação, mas nunca fiz disso uma religião ou um meio de filtrar quem andava comigo.

    Não importa se a sua amiga está acima do peso, se o seu amigo está acima do peso, se a pessoa que te atrai está acima do peso, se te atraiu foi porque você foi além da superfície, parabéns.

    É preciso parar de querer ditar regras sociais "idiotizantes", tipo físico, cor, raça, sexo, opção sexual, religião, tudo isso é visto por aqueles que não tem profundidade alguma no olhar, tão rasos quanto aquilo que conseguem enxergar.

    Cuidar do corpo é legal, saudável, e faz bem... mas cada um cuida do seu, o físico vai mudar com o tempo, inevitável, e quem vive em função dele vai sofrer porque não vai aceitar isso se não compreender que o que dura mesmo é o caráter.

    Gordos, magros, em forma... tanto faz, o que importa é o que a pessoa é (por dentro), o que ela produz, o respeito que ela demonstra em relação ao próximo e suas opiniões.

    Sem perceber muitas pessoas acabam disseminando imagens infelizes como esta que está inserida no texto, acabam espalhando uma mensagem equivocada.

    Se eu quisesse provocar no mesmo nível de quem elaborou esta imagem eu poderia colocar no texto dela... " O cara obeso foi trocado pelo fisiculturista, que comia a si mesmo com os olhos todos os dias,e ficava frustrado por ver que sua companheira não estava com o físico tão perfeito quanto deveria... ela quis voltar com o ex que não vivia só para a academia e o espelho, mas ele encontrara alguém que olhou para ele e realmente o enxergou, hoje ela prega que não se deve julgar pelas aparências ".

   Percebem como é frágil essa propaganda da perfeição ?

   Se o estilo de vida da pessoa não te afeta diretamente, e mesmo indiretamente, se a pessoa tem caráter, se merece respeito, se te respeita, se tem conteúdo... deixe que ela viva como bem entende, pois esta pessoa certamente respeitará seu estilo de vida também.

   Respeito todos os estilos, mas não respeito quem usa a imagem para criar filtros fúteis.

   Na hora de deitar a cabeça no "cepo" da mesa de autopsia, tanto o corpo perfeito quanto o considerado imperfeito, serão cortados do mesmo jeito, e terão o mesmo fim, ficará apenas a lembrança de quem teve mais profundidade, mais conteúdo à deixar de lembrança.

   O restante... serão fotos na parede.

OBS: O texto refere-se tanto a homens quanto a mulheres que "filtram" as pessoas por parâmetros fúteis.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PERFEIÇÃO ? PESSOA PERFEITA ? PESSOA CERTA OU ERRADA ? QUE PESSOA É ESSA ?

      Hoje... eu li uma postagem de uma amiga, salvo engano, era um trecho de um texto do Arnaldo Jabor, falando do homem perfeito que a mulher deveria buscar.


      Mas... será que existe homem perfeito ? Ou... mulher perfeita ?



      A sociedade vive de mitos, fantasias, estereótipos, e isso leva todos aqueles que são considerados "românticos", ou... aqueles que sofrem com a ditadura da carência ( aquela necessidade de não estar só para sentir-se aceito socialmente ), e o que tudo isso proporciona as pessoas ?



    A mãe de todas as frustrações... a "projeção".



    Projetar, idealizar, fantasiar, seguir o que a sociedade espera, ou as regras que dita ao invés de... sentir.



    Livros, filmes, novelas, revistas... sempre criando ou ditando tudo aquilo que a sociedade deve seguir ou o que esperam que seja o norte para todos aqueles que não amadureceram, ou que estão fragilizados emocionalmente.



    Estar nesta condição não é recriminável, condenável, pois todos estamos sujeitos à isso, mas devemos aprender a reconhecer sinais,e principalmente a valorizar a nossa maturidade,e maturidade podem ter certeza... é sinônimo de muitos calos, marcas, cicatrizes.



    Homem ou mulher perfeitos...  não, não diria perfeitos mas se fosse para imaginar um certo alguém, creio que eu pelo menos pensaria assim.




   Se for para estar com alguém... que seja alguém que sabia reconhecer as próprias "neuras", e que saiba evitar que estas cheguem a relação.
   Se for para estar com alguém, que seja alguém que valoriza uma pipoca na praça, com intensidade tal qual valorizaria um jantar em um restaurante da moda.
   Se for para estar com alguém... que seja alguém que chega sem ser "metade", que seja uma pessoa inteira, para somar e não dividir.
   Se for para estar com alguém, que seja alguém que saiba rir debaixo de chuva, que não tenha vergonha de soltar o lado criança de vez em quando, que não tenha medo de rir até perder o fôlego, que não se importe de dançar sem música, ou que confie para provar de olhos vendados alguma receita nova...
que seja alguém que entenda o valor da palavra... confiar...
confiança.
    
    E nesta vida... se for para ser...  será, naturalmente, as coisas acontecem assim, principalmente as verdadeiras.

    Afinal, nunca se sabe se você já esbarrou com a pessoa certa ou não... , se era o seu momento e não o da pessoa, ou vice versa... ,
ou de repente... vocês se esbarram agora ? Quem sabe ?
    Não siga o modismo... nada como conhecer, conversar, entender como pensa, observar... a vida real não é uma rede social. lembre-se, somos a soma de nossas idéias mas o resultado de nossas atitudes é que nos define socialmente,e nem sempre a vida corre como gostaríamos. ( só para pensar )


    Por isso eu acho que idealizar o "príncipe encantado ou a mulher nota 10", além de arriscado, é...   imaturo.



    Então...      antes de deixar acontecer naturalmente, deixe acontecer aquele seu encontro com uma certa pessoa, aquela que você vê quando se olha no espelho, ela sabe a pergunta certa...



    - "Porquê não ?"



    ou



    - "Eu preciso disso ?"



    Coisas que vem com a maturidade, e aquele tal de amor próprio.




     " QUEM DEFINE O OS PADRÕES QUE DEVE SEGUIR OU PERSEGUIR... LIMITA-SE, E QUEM SE LIMITA... SE DEFINE,

PESSOAS INTERESSANTES NÃO PODEM SER DEFINIDAS".
                                                                          (T.MARQUES)      

domingo, 28 de dezembro de 2014

QUANDO PEQUENOS ESPAÇOS... GERAM GRANDES DISTÂNCIAS.

   

          Pequenos espaços gerando grandes distâncias... sabe onde isso se encaixa ?

          Claro que sabe, qualquer adulto que já esteve em um relacionamento sem diálogo, o sabe, afinal, porquê cessa o diálogo ?

          Porquê cessar o diálogo ou deixar que isso aconteça ?

          Quem não conhece a sensação de estar com a pessoa em um mesmo ambiente,e ainda assim sentir-se só ?

          É este o ponto que certamente delimitou a criação daquela frase famosa, e já tão batida em relacionamentos e redes sociais, " O IMPORTANTE NÃO É CONQUISTAR UMA MULHER NOVA TODOS OS DIAS, MAS A MESMA TODOS OS DIAS ".

          Você já reparou que depois de um tempo a televisão passa a ser mais interessante ? E que qualquer leitura supera a proximidade que poderia facilitar o diálogo ?

          O que aconteceu com o interesse que a pessoa demonstrava pelo seu dia, seu cotidiano ?

          Já imaginou que você pode ter afastado isso ?

          Lembra daquele dia de stress, quando você chegou, com ar de poucos amigos e foi extremamente "seco(a)", em sua resposta ? Talvez isso tenha ocorrido mais de uma vez, quem sabe ?
De repente... à partir deste ponto a pessoa possa ter imaginado que estava te "sufocando", e ai ?
          Quando a relação começa a ser pautada no silêncio,e não digo no silêncio sadio dos apaixonados, quando a presença do outro é tão boa que não são necessárias palavras, mas sim no silêncio já doente da falta de interesse pelo cotidiano do outro, pela falta de interesse na realidade do outro, pela vida do outro.

         Quando nos envolvemos com alguém, é importante sim manter um certo espaço próprio, não fechar-se na famigerada "bolha", 

          Mas lembre-se... espaço demanda respeito, lealdade, segurança... e tudo isso só com o "diálogo".
          Quando a convivência começa a se deteriorar, quando a vida a dois começa a ficar insustentável, talvez seja o momento de tentar exercitar o diálogo. Mas que fique bem claro, depois de um determinado tempo, depois de muitas mágoas reprimidas ou de situações desgastantes, talvez não seja mais uma questão de diálogo, mas sim de acertar as bases de uma separação.

         Palavra dura ? Ruim de ouvir ? Sim claro... pois para muitos pode soar como fracasso, como inadequação social, ou simplesmente como o fim da zona de conforto.
         E ai alguns podem perguntar... "fim da zona de conforto se não estava bom?".

         Sim, fim da zona de conforto, pois o fim de qualquer relação, sempre será complicado, sempre acarretará uma mudança,e quanto mais longa e cheia de detalhes ( filhos, amigos familiares que conviviam muito com o casal ), mais complicada e difícil de "deixar" esta zona de conforto.

         E aí devem entrar as perguntas que você deve fazer a si mesmo diante do espelho.

         " EU PRECISO DISSO ? "

         " O QUE EU ESTOU DEIXANDO DE VIVER PARA MANTER ESTA SITUAÇÃO ?"

        " VALE À PENA O TEMPO QUE ESTOU DEIXANDO PASSAR ADIANDO ALGO QUE SERÁ INEVITÁVEL E QUE PODERÁ FICAR MAIS TRAUMÁTICO ? E QUE DEVIDO AO DESGASTE CADA VEZ MAIOR... PODERÁ NÃO PRESERVAR ATÉ O MINIMO DE RESPEITO, SEJA EM RELAÇÃO AOS BONS MOMENTOS QUE POSSAM TER EXISTIDO, SEJA EM CONSIDERAÇÃO A FILHOS?"

            Bem vindos ao mundo dos adultos,e suas decisões...  quem disse que seria fácil ?

            Quando passamos deste ponto, pequenos espaços tornam-se sufocantes, situações que forçam o diálogo tornam-se incômodas, e aí... dividir até a mesma cama fica tão complicado quanto dormir em um albergue cheio de estranhos no mesmo ambiente, é o ponto onde estes outrora companheiros tornam-se "indigentes emocionais", as vezes mendigando carinho, ou uma réstia de convivência mais... amável. 
UMA PALAVRA...
UM GESTO...
COMPLICAR OU DESCOMPLICAR SÓ DEPENDE DE SABER O QUE QUER...
O QUE VOCÊ MERECE ?

          Neste ponto... duas pessoas que cultuaram uma relação de amor, agora trancafiados em um ambiente que força a convivência, acabam por afastar-se, uma mesma cama pode ter milhas e milhas de distância de uma ponta a outra, mas lembre-se, a falta de carinho também sufoca.

           Antes de permitir que pequenos espaços tornem-se grandes distâncias, pense, reveja conceitos e ideias, antes de sermos felizes com alguém devemos ser felizes individualmente.

           Se as barreiras do diálogo tornaram-se intransponíveis, dialogue consigo mesmo... diante do espelho, diante da pessoa que não pode mentir para você... você mesmo(a).

           A vida passa muito rápido para perdermos momentos especiais, pessoas especiais, oportunidades especiais...  pense nisso.

           O tempo não para, por isso é preciso que ele tenha qualidade.

          A maturidade para "saber namorar", faz toda a diferença, pois quem sabe namorar mesmo, sabe que o importante é dar qualidade aos momentos juntos, dar valor aos mesmos, quem já tem algum tempo de praia, sabe que na relação... é preferível ter quinze minutos de presença com qualidade, do que vinte e quatro horas de quantidade...  é como aquele vinho bom, quem não sabe apreciar não se contenta com o aroma, com um gole, para estes uma garrafa ou uma vinícola inteira não fazem diferença... e você é vinho... ou vinagre ?

            Para pensar.

            O Perigo de mendigar carinho, afeto, diálogo... é perder de vez o amor próprio, é simplesmente tornar-se algo que a pessoa já tem, uma sombra, e aí como competir com quem emana luz própria ? Antes da decepção... pense na reação.


           Quando um espaço pequeno deixar claro que existe entre ambos (casal) uma grande distância, talvez seja a hora de sair e realmente ampliar esta distância.

          

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O RELACIONAMENTO DE SEGUNDA...

         Você já deve ter visto... ou acompanhado um relacionamento de segunda, claro que já, se está nas redes sociais, certamente vê isso em suas atualizações diariamente.

           "Tá" reconheço que sou chato, ou melhor, tolerância zero com muitas coisas, mas sempre deixo claro, sou socialmente sincero, e nunca politicamente correto.

           Mas vamos ao "relacionamento de segunda".



           Quantas vezes você se deparou com aquelas postagens de pessoas que terminam o relacionamento  no final de semana, e despejam postagens de dor de cotovelo, aquelas do tipo "não deu valor perdeu", " a fila anda", "só vou dar valor à quem merece", e por aí vai... ( não sendo machista, pois quem me conhece sabe que não sou, devemos admitir isso é comum em relação as mulheres).

             A grande maioria das postagens vem de mulheres (fato), mas existem claro os homens que ficam enaltecendo a liberdade de tomar cerveja com os amigos, ou que ficam curtindo aquelas páginas "fakes" de garotas em poses sensuais (ridículo para não dizer... digno de pena).

              Voltando ao "término da relação"... começam as postagens que descrevi acima, depois as fotos da barriga de tanquinho, fotos com as amigas, fotos com o copo na mão...
com o passar dos dias, o teor das postagens muda.

               Na segunda começa como descrevi... , na terça feira, vem as fotos da barriga de tanquinho, na quarta surgem as frases de decepção com o amor..., na quinta declarações de que é para casar, na sexta agradece o apoio de quem curtiu ou disse " você merece coisa melhor"... no sábado vem as postagens de... "mudança", no domingo muda o status para algo do tipo... "feliz".
                 E na segunda seguinte recoloca todas as fotos com o(a)ex... faz juras de amor eterno ( de novo ) , e na terça recomeça o ciclo... vicioso de exercitar esta falta de amor próprio.

                Se a relação é baseada neste "vai e vem", sempre termina de duas maneiras... uma gravidez "indesejada" (sei...), ou um grande stress que resulta naquele ódio desmedido,e aí este casalzinho que não sabia se desocupava a moita ou não, fica as voltas com o mal estar de ter envolvido família, amigos, e claro fica sem moral alguma, pois ninguém mais leva à sério.

                 Eu sei que existe aquela frase piegas..."o amor é cego", mas não precisa ser surdo, mudo e burro também certo ?

                  O amor que não pode ser cego, é o amor próprio.

                   Já sei... você se reconheceu nesta situação, e mal chegou na metade do texto  já amaldiçoava minha genitora,
                  Sinal de que pisei no calo... desculpe.

                  Ou melhor, nada de desculpas... afinal quem age assim se consome sozinho(a), e se não pára e pensa, acaba se encontrando aqui neste texto,  que espero não seja visto como uma crítica, mas sim um... "cutucão'.

                     Quem age assim abre mão de algo que poderia atrair talvez alguém mais interessante, ou que simplesmente acabasse com a sina do amor de segunda, quem sabe ?
     
                      Até porque... quem não sabe sair do amor de segunda, é tratado como alguém de terceira,e que merece um amor de quinta... parafraseando e misturando tudo, traduzo como... "perde o valor".


                      Se... nunca há continuidade, se existem estes intervalos, pare e pense...  pois se não foi você que provocou estes intervalos, a possibilidade de ser cômodo para a outra pessoa é muito grande, de repente, você é a opção na falta de coisa melhor.

                        Já vi vários casais que viveram esta realidade, e sempre terminou na gravidez "indesejada", nas brigas e na separação e na esmagadora maioria dos casos, cada um vive hoje com outra pessoa, alguns constituíram família, estão felizes e realizados, sabe porquê ?

                           Pelo simples fato de compreenderem que mereciam um amor de primeira.

                           E você ?

               

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PERDER O ENCANTO... ( O QUE SIGNIFICA NA RELAÇÃO )

     Encanto... sabia que é uma condição? Um sentimento que se acaba?
           Mas como ele se acaba?
           É possível reconquistar, retomar o... encanto?

           Todos tem suas teorias, e eu claro, tenho a minha, de como ele se vai e de como é complicado recuperá-lo.

           Chamo a minha teoria de;

           Teoria dos 10%.

           Imagine que existem dez coisas, que são capazes de dilapidar, de aos poucos sabotar uma relação.
           Vamos imaginar, que à cada um destes pontos que se perde, retiramos 10% de encanto.

          Mas quais seriam estes dez pontos capazes de minar o encanto?
           Quem costuma acompanhar minhas postagens, sabe, e sabe também que existem certos pontos que sempre pesam em qualquer relação, então, talvez fora da ordem que você imagina, vou elencá-los. Sempre de acordo com o que costuma surgir em uma ordem cronológica, dentro da relação.

       - Agir de maneira diferente perante os amigos,e perante a pessoa.

        - Controlar demais, cercar, querer seguir os passos da pessoa.

         - Ciúme desmedido, e infundado.

         - Falta de diálogo.

         - Falta de respeito.

        - Explosões de mau humor, "descontar" em cima da pessoa suas mágoas, frustrações e problemas.

          - Faltar com a verdade

          - Não ser leal

          - Egoísmo

           - Trair...       .

           À cada ítem, vamos retirando 10 % do encantamento, do encanto com a pessoa... até que acaba.

          E quando existe realmente aquele amor, quando existe o companheirismo, quando as coisas aconteceram naturalmente, as chances do encanto ser mais... "elástico" são muito maiores.

         E quando digo "mais elástico" não quero dizer submisso, complacente, mas sim... verdadeiro em sua essência.

         Quando a convivência começa e ocorre aos poucos, quando é gradual, quando as descobertas são graduais, quando se vai aprendendo e compreendendo o jeito de ser do outro, quando tudo isso vem atrelado ao respeito, ao diálogo, ao jogo limpo, ao sentar e conversar sobre o que incomoda, o que deixa aconvivência pesada... quando existe isso, as chances são muito boas.

         Mas claro temos a contrapartida... sempre.

        Quando as etapas são queimadas, quando a convivência torna-se "maciça", desde o início, sempre com base no famoso... "amor à primeira vista", ou aquela máxima de que... "se existe química porque não?", bem neste caso... não vejo muitas chances de elasticidade na hora de pesar e salvar o encanto.

        Tudo tem sua hora... encantou-se com alguém? Está encantado(a) por alguém? Ótimo isso é muito bom, e se está sendo correspondido, melhor ainda, mas lembre-se... adultos, sabem que o tempo é precioso, não aceleram, não colocam a carroça diante dos bois, e claro... se o tempo juntos é escasso, ou complicado, dão mais valor ainda aos momentos que podem compartilhar.

       Mas como sempre, o que vai determinar isso, é aquela coisinha chamada... "maturidade". ( e maturidade independe da idade, mas sim da atitude sincera)

       Vários outros fatores podem contribuir para acabar com o encanto, diferenças profissionais, de atitude, realidades econômicas diferentes, e querendo ou não todos nós já "pisamos na bola", já deixamos à desejar em algum momento, já falhamos com alguém que amamos.
       Por essas e outras é que junto com a maturidade chegam aqueles pensamentos do tipo... "se eu tivesse agido diferente", "se eu tivesse a maturidade que tenho agora"... vários... "se".
      Ainda bem que é vivendo que se aprende.

       Recuperar o encanto, é complicado, está atrelado a reconquistar a pessoa, e aí, pesam todos os tópicos que citei lá no começo ( dentre muitos outros que não citei),o importante é jogar limpo sempre.

       O importante é lembrar daquela coisinha , muito importante em qualquer relação.

       O AMOR PRÓPRIO.