sexta-feira, 17 de junho de 2022

QUER NAMORAR COMIGO... ?

    Nossa, que pergunta estranha, parece em desuso, parece que ficou lá atrás, em um tempo que verdadeiramente, não volta mais.

    Parece que ficou naquele tempo de escola, quando a coragem para ir ao cinema e encontrar-se com a menina mais bonita da escola ( ao menos aos olhos do apaixonado ), era um evento que corações fracos não aguentariam.

   Era uma época de aprender na raça, sem tutorial.

    Aqueles momentos esperando em frente ao cinema, o medo de levar um "bolo", ver os pais deixando a menina e as amigas ali na calçada, e você de repente quase morrendo engasgado com aquela bala assassina (soft), brincadeira, mas que uma caixa de Mentex era devorada rapidinho na ansiedade ah... isso era.

    Sentar ao lado durante o filme era algo apoteótico, você não sabia se via o filme, se olhava para ela, se oferecia bala, se pegava na mão, se conversava (porque poderia atrapalhar o filme), eita desespero dos 12... 13 anos em uma época de uns poucos canais na tv.

    E as "brincadeiras" na casa de algum amigo, aquelas festinhas dançantes na garagem, alí na hora da música lenta, separávamos os homens dos meninos, quem teria aquela coragem equivalente a saltar na Normandia no dia D, atravessando aqueles poucos metros e convidando uma das meninas para dançar.

    Quem tinha essa coragem, ficava famoso da noite para o dia... era "o cara", no dia seguinte ao acordar teria aproximadamente 1,80m e não mais 1,20m.

   Mas se levasse um "toco" (modernizando a linguagem) tomava aquele porre de Guaraná Champagne (putz... nem tem mais isso no rótulo), que com muita sorte algum amigo teria batizado com aquele run de minigarrafinhas que pegou na coleção do pai. 

   Era uma época simples, de coisas simples, diversões simples (tá, algumas coisas eu ainda imagino que deram certo devido a sorte, aquelas peripécias que ninguém contava em casa... nunca... jamais... ), sempre tem aquele dia de pensar... "nossa, como sobrevivemos a adolescência ?

   E aí tinha a famigerada festa junina, você fugia dos caras da 8ª série para não ser pego e ficar a festa toda na cadeia, tá certo que eu, modéstia à parte era meio Steve MacQueen, e sempre escapava, ou arrumava uma encrenca, mas no final tudo dava certo.

   E passava a menina do correio elegante, aquela cesta e você alí com seus amigos esperando parar no grupinho, e claro, viajando na maionese e em todo vinho quente e quentão que conseguimos tomar escondido, todos ansiosos para ver quem receberia algo.

   Cri cri cri...     

   Tempo bom, de sair com os amigos de bicicleta pela cidade, participar dos jogos da primavera ( quando escolas de todo estado compareciam), eu ainda dava sorte porque tinha amizade com o pessoal mais velho, e acabava fazendo amizade com as meninas que desfilavam na disputa de Rainha dos Jogos da Primavera, para os outros da minha idade eu era quase um Hugh Hefner (rindo alto aquí).
                                              Eu e meu cabelo... fácil.

   E aí vem a primeira namorada, e olha...  perguntar "quer namorar comigo ?" fazia engolir seco, parecia que estava engasgando com uma bola de tênis, suava da sola dos pés a nuca!
   Por sorte, a menina na época já havia falado para uma amiga em comum que queria (meio caminho andado, só faltava chegar na beiradinha e pular), e era aquele evento, de repente você não tinha mais 13 anos... era um "veterano", entrava no roll de estudantes descolados, isso lá em 1983... 1984, era como sair na capa da revista como um dos caras mais sexys do planeta (rindo alto aquí de novo... mas era bem esse o sentimento), você passava e ouvia... "ele namora", isso era quase como ouvir... "ele é maior de idade".  

     E assim, amores iam e vinham, mas era simples, não era "pegação", e no fundo, nem ficávamos tão preocupados com isso, aqueles amigos parceiros de academia na adolescência, os bailes de carnaval (ahhhh os bailes de carnaval, com minha camisa florida, pulando na piscina no baile pré carnaval, depois fugindo dos seguranças do clube para não ser suspenso e poder pular carnaval depois... ), Baile da primavera, Baile da Arara Vermelha, Baile do Azul e Branco, Baile do Hawai... no interior o que não faltava era baile.


    Depois hora de comparecer a junta militar e alistar-se... novos amigos, irmãos (que estão espalhados mundo afora, e pelo interior... abraço Gallo), amizades que trago até hoje, forjada nos exercícios realizados alí no páteo no asfalto quente, na marcha, no calo deixado pelo fuzil apoiado na clavícula, muita risada, tempo de sangue, suor e lágrimas.

   Decada de 80... tempo bom, músicas boas, aliás...  difícil encontrar atualmente algo com aquela qualidade.

   Shows que eu fui sem preocupação alguma, mesmo com 15... 16 anos (Sting, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Made in Brazil, Korzus... dentre outros), lembro de um show em sampa, 1989, Parque Antarctica, show do A-ha, fui com um amigo que considero irmão (abraço Enrico), e que hoje vive na Holanda, viajamos sem pedir autorização no quartel, fomos para sampa, assistimos o show e voltamos, ainda na época minha irmã e uma amiga dela foram junto.

   E aquelas presepadas do tipo... "vamos lá que ela disse que só vai se eu levar um amigo, porque ela tem uma amiga...", que você só descobriria quem era na hora (literalmente o encontro as cegas).

  Brincávamos com pólvora quando eramos crianças(nem me perguntem, mas comprávamos numa boa e na quantidade que quiséssemos), nos bailes do clube comprávamos martinis e cerveja numa boa mesmo sendo menores de idade, eletrônica, radio amador, brigas de turma, sem turma, comer lanche de madrugada naqueles carrinhos que faziam hamburger, não havia o volume de informações que essa molecada tem hoje, e sobrevivemos à isso.

  Nossa... lembrei do meu primeiro porre.

  Eu tinha uns... 14 anos, cerveja e menta verde... já me embrulhou tudo aquí só de pensar, só sei que cheguei em casa, não coseguia abrir a porta, devia ser mais de 4 horas da manhã, final de baile, lembro que meu pai abriu a porta, olhou pra mim e perguntou... "você bebeu é ?".
  Só lembro que botei tudo pra fora... e no pé dele!
  Estava tão passado já, que entrei e fui dormir, nem ouvi o sermão... só a pergunta "o quê é isso ?", lembro de ter dito... "acho que é uma fanta quente que me fez mal...", e ele respondendo (enquanto eu ia pra cama) "Fanta? Verde? Com cheiro de menta? Tá pensando que eu não conheço?"

   Sobrevivi...  .

   Tanta coisa que ficou lá atrás e aquí... dentro.

    Meus avós, minha bisavó, tios e tias, primos e primas, minha mãe (capaz de segurar barras e broncas que fariam o Capitão Nascimento querer mudar de sexo por não ter metade da coragem e abnegação dela), meu pai...   meus irmãos.

    Engraçado como a vida chega até onde estamos, ainda que pareça que ela ficou lá atrás.

   Ela nos alcança.

    E de tempos em tempos sentimos aqueles medos e inseguranças, equivalentes a coragem que era necessária para atravessar a garagem em uns poucos passos, e perguntar... "quer dançar ?", ou então o auge da ausência de medo diante de casamatas, campo minado, arame farpado, tiro pra todo lado, olhares fuzilantes e tatear no escuro buscando o branco dos olhos para perguntar... quer namorar comigo ? 

   Outros tempos. (quem sabe ainda despejo aquí mais algumas lembranças)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

CARTAS SOBRE A MESA...

  Quando foi que você recebeu, ou escreveu uma carta, de próprio punho pela última vez ?
  Não se lembra ? Nunca recebeu ? Já nasceu e cresceu no meio digital ?
 Ou... lembrou agora da alegria de ter em mãos uma carta endereçada a você, aquela que você esperou ansiosamente, trazendo notícias, respostas, novidades, relatando o cotidiano de quem lhe era caro.



 A carta era um acontecimento, era de uma simplicidade complexa, era um exercício de resiliência aguardar a sua chegada... ou não.

 Não é como hoje, que o e-mail, a mensagem de texto, o caminho absurdamente rápido massageia e prepara para o jogo, a depressão, a ansiedade da falta de resposta imediata.

 Já pensou em escrever uma carta para quem está aí ao seu lado ? Sim, para esta pessoa que pode estar sentanda agora no mesmo sofá que você, com os olhos literalmente grudados na tela da tevê ou do celular.

 Já que pequenos espaços hoje em dia podem significar grandes distâncias, então reduza-as voltando ao básisco, a carta.

 A carta é um carinho, é um "importar-se" de verdade, é um bem querer.

Não é brega não...  é simples, é direta, é mágica.

Escreva e envie uma carta sem dizer nada, apenas envie, ainda que seja para o seu endereço, deixe as palavras fluírem.

Tire dúvidas, questione, reafirme.

Se estiver vivendo um momento conturbado com alguém, coloque alí, na simplicidade do papel, aquilo que te incomoda.

Declare-se.



A carta tem a magia de recontar momentos sob novos olhares, à cada releitura uma descoberta, um novo entendimento.

Você a lê hoje... e compreende de uma maneira, relê novamente daquí a alguns anos e tudo parecerá diferente, porque estará vivendo um momento diferente,e porque já haverá a soma de experiências novas, e tudo muda.

A carta pode ser lá adiante, a resposta quando você se olhar no espelho, pensando... onde se perdeu.

A carta é real, ela não te deixa na mão quando falta energia elétrica, ou sinal.

Ela é palpável, e dependendo do conteúdo, é como segurar a mão de alguém enquanto lê.

Pense nisso, afinal, porquê não ?

Escreva uma carta, ainda que seja para você, questionando-se, aconselhando-se, olhando-se de fora.

Você consegue.

sábado, 16 de janeiro de 2021

EMPODERAMENTO OU RETROCESSO ?

     Retomando a escrita,e certamente já comprando uma bela briga.

  Como se isso fosse novidade para mim, principalmente falando de relacionamentos, comportamento, situações cotidianas, etc...

     Não sei, talvez eu esteja ficando velho mesmo, ou então, talvez eu esteja de olhos bem abertos e enxergando algo que os outros parecem "providencialmente" ignorar.

       Fazendo uso de uma nova rede social,( que imaginei ser algo mais light pois até a minha filha usa ) com aquelas dancinhas e tudo mais, comecei a perceber uma onda crescente de erotização sem precedentes, e uma exposição de intimidades disfarçada de modernidade ( será mesmo modernidade? ), expondo relatos de experiências sexuais, que me fizeram pensar em tudo aquilo que as mulheres dizem ter conquistado.

      Não sei se sou antiquado demais, mas eu aprendi ( e tento repassar isso sempre para os meus filhos ) que a pessoa (seja homem ou mulher) que se dá ao respeito como diria minha avó, é sim vista de outra maneira na sociedade.

      Machismo ou realismo ?

      Eu já acho determinadas letras de funk, constrangedoras, sendo homem e ouvindo como colocam a mulher na sociedade, seu papel, como eles veem a mulher. Será que o tal "empoderamento" não morre aí ?

      Vi meninas de vinte e poucos anos, gravando seus "relatos" de experiências sexuais com mais de um parceiro ao mesmo tempo, ou deixando claro que o negócio é pegação sem compromisso mesmo, que dão "aquele show" na cama, ou então, imagem em academia de alguém supostamente mostrando exercícios, mas nitidamente exibindo partes íntimas ao exercitar-se com uma calça que ao esticar fica transparente.

            E pergunto a você, mulher, que sabe o quanto custa cada conquista na sociedade, afinal, essa pessoa está passando uma imagem sexy ou vulgar ? Essa pessoa, está expondo-se em busca de mais... "likes" à qualquer custo, sem imaginar que a próxima jura de amor que receber pode ser pela sua "raba" como dizem, e não pela pessoa que ela vai tentar mostrar que realmente é quando for tarde demais ?



           Que tipos elas atrairão ? Lá adiante, quando encontrarem alguém que as veja como devem ser vistas, que as respeitem como devem ser respeitadas (são filhas, irmãs, mães de alguém ) como isso será afetado, caso essa pessoa especial para elas, de repente, encontre essas "mensagens" nem tão subliminares que ela deixou tempos atrás para o público ? ( Nem sempre os opostos se atraem, na verdade os opostos se distraem, os dispostos sim se atraem, mas para isso é preciso saber se ou outro está disposto a passar por cima de tudo, pense nisso )                            



               Sou machista ? Não, mas sempre fui mais "low profile", eu acho que se estou com uma mulher bonita, sensual, sexy, que chama a atenção pela maneira como se porta, pela personalidade que me atraiu, não vou querer que ela mude, que seja uma "carola" da noite para o dia, mas eu acho que o respeito é via de mão dupla em todos os sentidos, devemos nos respeitar, para deixar claro o limite para o outro, sempre.

                O sexy acontece entre quatro paredes, na intimidade do casal, nas provocações, cochichos no ouvido, olhares trocados... o vulgar acontece em público, propositalmente para que todos vejam, ouçam, imaginem. (Quem quer viver no imaginário de uma só pessoa, está em uma relação, quem gosta de saber que está no imaginário de várias pessoas, está em uma "pegação").

               A mulher de verdade, sabe que é bem diferente o conceito social, a maneira como a sociedade vê homens e mulheres, tem noção disso, e conquista a sociedade por saber exatamente onde está a tênue linha que separa o vulgar...   do sexy.

              Na sociedade, o "homem" que fica com várias na mesma noite, é "garanhão", a mulher que fica com vários é "galinha". Mas que tal pensar pelo lado racional disso tudo ? Vamos atropelar esses conceitos com a lógica e a razão ?

                O "garanhão" só serve para reproduzir e pagar pensão... e a mulher considerada "galinha" é o que resta ao garanhão lá na frente, serão os quarentões, cinquentões, sessentões agindo como adolescentes disfarçados de  "empoderados".

                    Ambos devem respeitar-se, tanto homens quanto mulheres.

                   Expôr desejos, situações íntimas, fazer insinuações de cunho sexual nas redes sociais para angariar seguidores, me faz deixar outra série de perguntas no ar; os fãs estão seguindo a "raba", ou as ideias ? Qual a qualidade de quem se aproxima de um jeito ou de outro ? Quantos se aproximam com pretensa "sensibilidade", para ver se é tudo isso mesmo ? É mais difícil lá na frente identificar quem se aproxima pelas razões certas como reflexo do que expõe hoje, ou tanto faz ? Será ?

                   O que tenho visto, é um show de retrocessos, para mulheres que seriam extremamente atraentes, verdadeiramente magnéticas em qualquer local apenas pela presença, pelo olhar, mas que vem à público e matam essa percepção inicial, ao contarem sorrindo suas experiências sexuais, ou mostrarem em disputa com meninas muitas vezes impúberes e inconsequentes, que conseguem ser " a raba do funk ".

                       Na vida real, à dois, quem vai ficar vivendo esse papel de sensual, sexy, ou vulgar o tempo todo ?

                         Aquela noite preparada, de surpresas, brincadeiras, é tempero, não é vida real, na vida real, você chegar na cozinha, dar de cara com ela vestindo uma camiseta surrada, um moletom daqueles de ficar em casa, cabelo preso, cara de sono... e ainda assim sorrir e pensar "é ela", não tem preço.

                             E para você mulher é a mesma coisa, o cara do tanquinho, vai deixar você literalmente no tanquinho, esfregando as cuecas dele, o que tem valor é o que vivem a dois, e quando digo vida a dois, ela ocorre mesmo em meio a multidão, porque ainda que o barulho seja intenso e a poluição visual absurda, o único foco que ambos terão, será o dispensado a quem no apagar das luzes estiver alí, dividindo cobertas e contas no final do mês.

                          A vida chega diariamente cheia de opções e decisões, é a corda bamba do lívre arbítrio, lembre-se, nada é por acaso.

                              Tudo aquilo que você diz, faz ou expõe hoje, retornará lá na frente (que pode ser amanhá ou daqui a dez anos) com o peso inversamente proporcional ao que você deu quando pensou... "porquê não", ao invés de... "eu preciso disso ?".

                               A rede social usada de maneira equivocada, faz com que o próprio indivíduo rotule-se, muitas vezes sem perceber isso


                                Nos veremos por aí, por aquí, quem sabe ?

      

sábado, 21 de novembro de 2020

A FILA ANDA ? OU A CARÊNCIA PERSISTE ?

                  A fila anda...   ou será a carência que segue em suas costas ?


  Hoje eu vou "cutucar" um assunto complicado, esse papo de "a fila anda", será que é a fila andando, ou montada em você, e te espetando com a espora ?

   Conheço pessoas que engatam um relacionamento em outro, de uma maneira tão simples que impressiona. 

      Carência, não há outro meio de classificar isso, afinal, como troca-se uma "paixão" por outra com tanta facilidade ? Sim, pois amor e paixão são bem distintos, bem diferentes.

      A paixão é aquela coisa mais de pele, hormonal, animal, aquele turbilhão hormonal, que atropela o bom senso, que faz surgir aquele minuto de egoísmo do ego afagado, e que libera a pergunta errada no momento criado por alguém que já "sacou" a carência.

         A paixão faz surgir a pergunta... "porquê não ?", ao invés de "eu preciso disso ?", e neste momento, que pode preceder algumas horas em um motel, banco de trás, ou qualquer outro lugar, deixa-se o amor próprio perder seu sentido.



            Quem age assim, impulsivamente, sempre tem desculpas para justificar o ato, as atitudes, e em nenhuma circunstância admitirá que foi egoísmo ou um erro.

                   E nesse egoísmo arraigado, enraizado, magoam pessoas próximas, magoam terceiros que talvez não conheçam os fatos, e acabam sempre envolvidos(as) em triângulos amorosos ancorados na maioria das vezes, na mentira, na popular... traição. (será que aqueles que conhecem essa veia da pessoa, a verão um dia como alguém, verdadeiramente digno de confiança ?  Ou a passarão adiante ou para trás, para quem vem na fila observando ? Basta imaginar que dificilmente um casamento acaba em favor de quem vem de fora... )

               São pessoas que levam ao extremo seu "show", a melhor paixão sempre será a próxima, e a que vier depois, e depois, e depois...   e o "capricho" na hora de satisfazer outra pessoa, sempre estará presente, sem ressalvas, sem pensar, simplesmente... sentindo. (isso é paixão, e quem não tem amor próprio verdadeiro, não tem propriedade para falar em amor)



                  É aí que surge a fila que anda, e no final dependendo das atitudes, dependendo de como e quanto se expõe esta pessoa, ela não estará fazendo a fila andar ( massageando cada vez mais seu ego), mas sim sendo "passada" pela fila.

                   E deixo para você que está lendo isso, que certamente conhece alguém que "entrega-se" assim, pessoas que agem assim, quantas estão realmente envolvidas em um relacionamento sério ? Verdadeiro ?Honesto ?

                   Raros os casos de relacionamento duradouro, pois o ego massageado, sempre deixará a porta aberta para imaginar que o próximo será melhor.

                     E eis que surgem os termos "empoderada", "independente", "emancipada", "moderna"...       sim, usualmente acompanhados da explicação moderna, de que "se homens podem satisfazer seus desejos, poquê eu não posso ?".

                        Claro que pode, mas... se é pelo desejo, pelo "tesão", ao menos saiba preservar-se, evite ser "empoderada" em seu meio social, onde trabalha, se é pelo tesão mesmo, contrate um profissional, ou mantenha uma boa distância dos seus círculos mais íntimos, pois quem vê de fora, quem vem de fora pensando na casquinha que irá tirar, vê o seu meio mais íntimo (talvez sua família) como um ambiente... liberal.



                             E certamente ninguém tem esse direito, ninguém tem o direito de agir assim, colocando mesmo em risco aqueles que deveriam lhe ser caros.

                       Sim, todo esse questionamento tem base sim, baseado em conversas, em observações, como sempre. ( e sem endereço certo, pois apesar de parecer algo tão direcionado, é infelizmente mais comum do que se imagina, por isso parece uma carapuça com endereço certo. )

    "Ah... você não tem nada com isso, a pessoa faz o que quiser da vida dela".

           Exato, mas eu tenho a liberdade também de citar, escrever e comentar à respeito de vários assuntos que são sim um tabu, mas que se causam esse tipo de comoção, podem estar mais próximos de quem critica do que se imagina.

                   A fila anda...    que conceito mais egoísta, fútil, impregnado de uma carência absurda, capaz de fazer uma pessoa se expôr ( e aquí deixo bem claro, que existem homens carentes sim, capazes de uma exposição que os leva ao patamar do ridículo, mas que na sociedade machista na qual vivemos, acaba... "passando batido") e expôr a própria família.

                  Alguns podem dizer; "como assim, se expôr ?", e digo, que existem pessoas que para demonstrar um certo "sex appeal", para sentirem que são atraentes ( especialmente mulheres carentes ), são capazes de conversas picantes pelo telefone, insinuações, brincadeiras mais calientes, e até mesmo confissões ao vivo ou on line, de suas peripécias e preferências sexuais, de maneira indiscriminada, bastando receber elogios e afins... estas não são devoradoras de homens, mulheres decididas, mas sim... as que estão alí para proveito da fila.                                                                                    Pensamento machista ? Ou... realista ?                                                                Algumas arriscam-se no próprio ambiente de trabalho, um dos erros mais crassos e absurdos, e usualmente surgem neste ambiente alguns "romances" de ocasião, e acreditando despertar tantas paixões sinceras, seguem em sua "entrega", sem foco, inebriadas pelo excesso de opções, sem imaginar que estão "passando a bola" entre eles, compartilhando informações, ou será que são realmente tão ingênuas à ponto de em determinado momento, não notarem que as aproximações são sempre... parecidas ? O pior cego, é aquele que não quer ver.

                       Pessoas tão carentes assim, dificilmente enxergam que são "usadas", e antes de torcer o nariz para o que está lendo, pense bem, quantas pessoas agindo assim, sem amor próprio verdadeiro, estão em um relacionamento pleno ? Satisfatório ? Sincero e verdadeiro ?

                          O amor próprio não existe para dizer a plenos pulmões "não está bom eu corto...", mas sim... "eu não faço experiências com a minha vida, não fico testando, não me exponho, eu pratico o... se, preservar-se, respeitar-se, cuidar-se, amar-se ".



                         Papo machista ? Ou... realista ? Cada um assume a vida que deseja levar, mas deve ter maturidade para reconhecer as consequências de suas atitudes, seus atos e opções.

                          Você conhece alguém que deveria lêr isso ?

domingo, 8 de novembro de 2020

REDE SOCIAL X PROPAGANDA ENGANOSA.

  Comprarei uma briga daquelas aquí.

  Que novidade...        !

  Observando algumas redes sociais, me deparei com situações realmente ridículas, nas quais pessoas muito bonitas, realmente diferenciadas esteticamente, ou seja, de acordo com os padrões ditatoriais de beleza da mídia, vendem uma ideia de... "encalhadas".

    Certo, caras e bocas, situações provocantes, dizendo que está a procura de namorado, que não liga para aparência, enfim, algo que não condiz com a realidade que conhecemos. Propaganda enganosa pera viver de "likes" ?

    Fora aquela disseminação de ideias equivocadas de que o... empoderamento feminino vem de agir como os "homens" agem ( entre aspas sim, pois considero moleques aqueles que separam mulheres entre as que são para casar, e as que são para usar ). Ledo engano... ou melhor, absurdo, porque é público e notório, que a sociedade é conservadora sim, é machista sim, e que mesmo as mulheres, sentem-se mais à vontade com um parceiro menos "rodado".               

    Lembre-se, curtir a vida adoidado tem suas consequências, seu preço lá adiante.

    


  Vejo mulheres dizendo que "ninguem chega nelas..." e fazendo beicinho, legal, sexy, mas se o cara que chega nelas não for visualmente bem construído, será assédio ou uma cantada válida ?

     Ou você que está lendo isso, dirá que só os homens são ligados no visual ?

      


  Se já leu meus textos anteriores, sabe que não sou machista, mas sim realista.

      Inúmeras mulheres me chamam no privado ao ler meus textos, e reclamam do "dedo podre", e posso dizer com total segurança e acertividade, que no mínimo 80% delas realmente insistiam no tal dedo podre, mas porquê ? Simplesmente porque imaginaram um biotipo, uma relação ideal de aparência, status social,  elaboraram uma fôrma,e sem prestar atenção ao que ia para a fôrma, davam um jeitinho de fazer caber. (sem intenções subliminares aquí)



     Mas o que acontece depois ? Percebe-se que aquilo que foi para a fôrma do "ideal", era bem indigesto,e aí... "dedo podre".

      Sempre me pego pensando, naqueles casais que conheço, e que "chocam" algumas pessoas porque sempre tem quem diga... "essa panela está com a tampa errada", já ouví em algumas situações sociais, duas amigas conversando e falando de uma terceira... "miga... olha o cara que ela está trocando idéia, nossa... eu não encarava... ". (Quer saber a moral da história ? Hoje essa amiga que estava conversando com o cara que elas não "encarariam", vive bem, está em um relacionamento saudável, e reconhece que saiu da insistência em determinados padrões e condutas, e reconhece que o dedo podre era opção mesmo)

     Não... nada de "mimimi", não estou dizendo que existe tipo físico certo, status social certo, mas sim que existe o "caráter" certo... e que este  independe de aparência, condição social, etc. (afinal você quer respeito, companheirismo, lealdade, apoio...  ou não ?)

    O uso de redes sociais para vender novas ideias de imagem, para buscar "likes", me deixou com uma pergunta na cabeça; " estas pessoas, com beleza incontestável (sejam homens ou mulheres), dizendo-se encalhadas, à procura de um amor, dariam espaço ao amor sincero independente daquilo que esperam ver ao lado delas, ou... seguem com a fôrma socialmente ideal ? (aquela que fica bem na foto) ".

      A diferença entre olhar e realmente...  ver.

   Lembrando que embalagens boas deixam até purgante atraente, mas ninguém encara todo dia.

      E claro... embalagem boa, deve ficar fora do alcance de crianças porquê ? Porque mesmo que ela traga um bom remédio, crianças não sabem dosar ou valorizar o conteúdo.

        Relaxem... só observações de quem tem algum tempo de praia.

         

   

   

domingo, 4 de outubro de 2020

FIDELIDADE...

       É possível reconquistar a confiança de alguém após uma traição ?
               Será que esta é a pergunta à ser feita ?

               Estranho, tem sido recorrente esse tipo de pergunta, de assunto... e confesso, não me sinto nada à vontade com isso.                                                     

                 Afinal, porquê trair tem sido lugar comum ? 

               Será que socialmente é um tipo de "modinha" ? Sinceramente não consigo compreender, não consigo ver isso como algo corriqueiro.

                 Nada... absolutamente nada justifica uma traição, justifica brincar com o sentimento do outro, com o valor da relação, e com o sentimento de todos aqueles que convivem diretamente com os envolvidos, porquê não ?

                 No final da minha adolescência, lá pelos 18...  19 anos...  eu era sim inconsequente em relação à isso, errei, pisei na bola, magoei pessoas que gostavam de mim, mas aprendí a lição.                                                        

                   Certamente você está lendo e se perguntando " afinal, porquê esse assunto agora ? ".

                       Simplesmente porque nos últimos tempos encontrei vários conhecidos (homens e mulheres) que estavam passando por isso, pessoas cujo relacionamento era visto por todos como lindo, exemplar... até flagrei sem querer, uma pessoa que deixara o marido em casa e estava aos beijos dentro de um carro com outro. A pessoa me viu, ficou extremamente perturbada, eu fingi que não havia visto, mas essa pessoa correu e me alcançou, querendo explicar o inexplicável, desbotada com o susto, mas logo recobrou a cor... eu disse " apesar de tudo, eu não tenho nada com isso, acho que deve ter resposta na consciência de cada um, mas se eu esbarrei nessa cena, a pessoa que você está enganando pode esbarrar também... se você vai abrir o jogo em casa, como vai resolver isso eu não sei, mas não me envolva nisso... ".


                        Segui meu caminho, a consciência causando um turbilhão em mim, uma discussão interior, saber o que isso causa interiormente, saber como é doloroso, tudo isso pesando, um lado gritando, " exponha essa vag...." (não vou ficar com meias palavras), e outro lado dizendo... " tudo tem sua hora, quem age assim acaba se entregando, joga tudo para o alto, certamente a pessoa que a espera em casa está sentindo mudanças, está levando patadas por nada, vendo que só falta usar traje de gala ou espartilho para ir até o supermercado... e se não estiver vendo, não adianta você falar, pois provavelmente não será visto com justiça, ainda mais se a pessoa ainda sente algo por essa mulher...".


                      Complicado me colocar no lugar do outro, sabendo o que vai passar, o que deve estar passando, tudo fica mais intenso quando sabemos verdadeiramente como funciona.

                        Essa situação me atormentou por dias, e digo mais, meses à fio, fugi de cruzar com esse casal por muito tempo, e são pessoas que eu admirava, que eu respeitava ( ele eu ainda respeito ), pais de um menino muito bacana, tem a idade do meu caçula, educado, engraçado, gente boa como o pai, e espero que não tenha puxado os traços de caráter da mãe.

                          Porquê resolvi escrever hoje à respeito ?

                          Por ter encontrado caminhando ante ontem na praça, esse meu amigo, tarde da noite, nos esbarramos na hora da caminhada evitando o calor do dia, ele comentou que estava separado, notei que chegou a ficar com os olhos marejados, respirou fundo, segurou.

                          Sentamos num dos bancos, e ele disse que ela confessou as traições, as escapadas, e disse que eu flagrei um desses momentos.

                            Me sentí o último dos seres nesse momento, por não ter avisado, mas eu disse a ele como me sentí, o tormento que foi, e perguntei; " se eu tivesse falado, chegado até você e contado tudo, e ela negasse de pé junto, como ficaria isso ? Pergunto porque eu sei e dá pra ver o tanto que você gosta dela ainda, é palpável no ar, você viveram juntos por mais de uma decada, tem um filho, claro, como todo casal tem dificuldades, diferenças, relevar isso para não jogar pro alto como ela fêz, depende de uma maturidade emocional que poucas pessoas tem...".


                            Que sensação horrível, meu amigo chorou... copiosamente, como eu mesmo já chorei um dia, como qualquer um choraria nessa situação.

                             Falei para ele, que ele não perdeu nada, que deixou de ter a vida familiar que existia antes, mas ainda tinha um filho nota 10, amigos, e que eu compreendia como essa rotina caseira fazia falta, não se determina da noite para o dia que uma vida em conjunto pode sair de cena num estalo.                                                                                                                                             Sei como é difícil aceitar que não se perdeu nada... por isso eu disse para ele; " Quem perdeu foi ela... perde quem trai, porque quem foi traído nao estava trocando chumbo como dizem, você foi fiel, porque foi fiel ao que tinham junto, ao que viveram juntos, ao filho que tiveram juntos, e por mais que existam problemas, nada pode ser maior do que isso, você nunca levantou a mão para ela, sempre esteve alí quando ela precisou, mas isso tem valor para pessoas como você, eu, enquanto que para pessoas como ela... não era nada demais, você serviu, virou rotina para ela, e ela resolveu que precisava fazer o que fêz,e com isso demonstrou que nunca foi verdadeira como você, isso é o que define quem trai... ".



                                 Quantas figurinhas repetidas nessa troca, e o pior, agora ela aparentemente está arrependida, o procura de vez em quando, ou seja, é aquela velha prática de pessoas manipuladoras, descartam, mas depois dão aquele jeitinho de manter à mão, e porquê ficar ao alcance de quem desvaloriza tanto o outro ?                                                                                                                      Deixei aflorar o lado machista quando ele comentou isso, e resolvi que ele precisava de um pequeno choque de realidade para não cair nessa "arapuca".

                          Eu disse para ele;

                           " Cara, vou dizer uma coisa para encerrar esse assunto chato aquí, mas eu gostaria que você prestasse atenção nisso, eu não tive ninguém sentando comigo e abrindo meus olhos, falando o que eu deveria ouvir, e te digo, não é por experiência adquirida em leitura ou ouvir dizer, é marca na pele, na carne mesmo. Eu não sou o dono da verdade, mas eu acredito que quando são experiências vividas, realmente vividas,merecem atenção.                                                                  Essa conversa de lavou tá novo, não existe nesse tipo de caso, se vocês fossem um casal liberal, que tudo estivesse as claras, seja lá o que fosse, seria uma coisa, mas no seu caso, não era assim, não foi assim, e por isso esse papo de lavou tá novo... não dá para deixar como gancho, porque não se lava a alma após um episódio desses, então, se quis ir, tenha certeza de que foi mesmo, mas que não volte, porque você nunca mais terá sossego, nunca mais vai vê-la chegar em casa e entrar correndo no banho, sem pensar no que estará... lavando, desculpe mas o papo deve ser reto. E digo mais, se ela está deslumbranda com outra pessoa, e que sabia da condição dela, logo ela quebra a cara, até porque, por mais que esse outro diga que não tem nada haver, ele estará apenas tirando a casquinha dele, porque para ele ou qualquer outro que venha depois, que tenha conhecido esse lado dela, sempre existirá o sentimento de que se ela jogou a família fora, é porque é tão descartável quanto...   isso é machismo ? Ou será realismo ? Cara, faça bom uso dessas cicatrizes que você está cultivando agora, elas devem ter tanto significado quanto uma tatuagem, e se, veja bem, se algum dia surgir um pedido para reconsiderar, pense que a reconquista da confiança deve ser mais difícil do que tirar uma cicatriz com água e sabão, se for possível, demora... e muito, porque essa demora é que vai mostrar se a outra pessoa realmente quer ser merecedora da sua confiança ".

                                 Acho que ficamos alí sentados em silêncio por mais uns 40 minutos, sem falar nada, até que ele agradeceu o papo, e combinamos de enterrar aquilo alí, me agradeceu por ter sido discreto, e disse que eu deveria colocar aqui o ocorrido, como sempre faço, porque talvez abra os olhos de mais alguém. ( ele sabe que muitos dos meus textos vieram de conversas assim, experiências próprias, e inúmeros desabafos e "papos cabeça" com pessoas que conseguiram olhar de fora o que viviam ).


                              Se tem algo que aprendí, foi que ninguém é perfeito, que meus defeitos por mais que pareçam imperceptíveis para mim nunca o serão para a outra pessoa, não sou magnânimo para perdoar ninguém nesse tipo de situação, compreendo que as vezes quem age como ela agiu, apega-se a palavra "delisusão", ou para ficar mais ligado aos tempos modernos...  "perdeu o encanto", e ainda que tenha motivos para isso ( se foi agredida então, apoiaria totalmente ) é uma desculpa muito "esfarrapada", é uma base muito fraca para tal atitude.                                                      Não sei, é complicado, porque nesse tipo de caso, deixar que outra pessoa se aproxime, ser outra pessoa fora de casa, viver outra vida fora de casa, ou melhor... permitir que certas situações surjam e que não gostaria de ver o outro permitindo também, demonstra mais do caráter de alguém do que qualquer outra coisa.                                                                                 No fundo, nem devo julgá-la, a vida vai, porque eu sei que ela tinha um cara muito gente boa com ela ( o marido ), ela tinha algo que poderia não ser o conto de fadas que desejava, ou a vida que as "amigas" diziam ter, mas que era verdadeiro.                                                                                          Quem joga isso fora, dificilmente encontra outra relação na qual se encaixe, se o cara legal não servia, certamente só vai esbarrar em tipos como o que estava com ela quando era casada, ou seja, ele vale tanto quanto ela naquele momento.                                                                                          E não importa, quantas pessoas tragam "noticias" da vida de quem quis sair da sua vida, não importa que caiam em suas mãos fatos que possam denegrir mais essa pessoa, pois se eles existem, essa pessoa está destruíndo-se aos poucos, não precisa da sua ajuda.                                                Na verdade se você está passando ou passou por isso, ajude a pessoa que você vê quando se olha no espelho pela manhã, é essa pessoa que merece cuidado, e se essa pessoa se ama do jeito certo, vai encontrar alguém que a ame do jeito certo também.





                              

                           

                

 

       

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

AQUELES OLHOS...

   Existem pessoas que são realmente magnéticas.
   Prendem a nossa atenção.

   Quem nunca se deparou com... "aqueles olhos".

   Aqueles cantados em verso e prosa, do azul do mar...  ou daquele olhar que quando encontra o meu, fala de umas coisa que não posso acreditar...  .

   Amendoados, cor de mel, castanhos, verdes, azuis... mas aqueles olhos.

   Quem vai dizer que nunca encantou-se com um belo par de olhos ?

   Não é apenas a cor, mas o que eles passam, a verdade que recitam, e a alma que expoem.

   É o espiar pelo vidro, tentando compreender o conteúdo.

   Ah... aqueles olhos.

   Olhos sem nome, sem dia e sem hora, guardados na memória, alí escondidinhos para não chamar mais atenção do que já chamam, olhar que enciúma, que deixa aquela pulguinha chata atrás da orelha, olhos que hipnotizam, e que arrancam suspiros por onde passam.


    Podem estar alí na porta ao lado, ou na próxima porta, após hora e meia de carro... não importa.

    Existem pessoas que fazem valer à pena a pipoca na praça, que transformam em gourmet, até a pipoca mais em graça... literalmente.

      Afinal quem nunca ?

      E você, que olhos te encantam ? Que vidraças da alma te deixam com aquele "?" na cabeça ?

      Quando você sente a estrutura balançar, sabe e não pode negar... fruto daquele encontro de olhares, que em meio a multidão e os perdidos aos milhares, por um instante conectou-se a você.
      E se de longe balança, imagine de perto, podendo até sussurar, deixando o mundo à volta... deserto.

      Que olhos te encantam ?

      
   

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

CUIDADO COM O "FEMINISMO" QUE TE VENDEM.

    É, cuidado.

    Sabe aquela sua amiga que te convenceu de que mulheres e homens tem os mesmos direitos ? (e tem, o grande problema é que não sabem fazer bom uso deles)
    Sabe aquela sua amiga que... "pega geral", ou diz que pega e não se apega ?
    Sabe aquela sua amiga que tem o discurso pronto de que mulheres tem tanta necessidade de satisfazer desejos sexuais quanto os homens ?

     Ela está sozinha não é mesmo ? E...          certamente diz que é por opção.
   
     Certo... .
     

     Que tal um choque de realidade antes de aceitar esse discurso pronto ?

       Vivemos em uma sociedade machista ?
       Definitivamente... SIM!

        Isso vai mudar na marra ?
       Definitivamente... NÃO!

       Realidade triste claro, mas realidade.

       Sabe qual o direito que a mulher tem, consoante com o direito dos homens e que deve exercer assim como os homens o fazem ?

       NÃO ACEITAR O CARA... "GALINHA". (Garanhão seria um termo equivocado, pois não é a pegação que determina a virilidade de um homem, mas sim sua coragem de assumir que gosta de uma pessoa e esta lhe completa )

       Porque o homem (é público e notório) não aceita a mulher... GALINHA.

        Afinal, quem está usando quem ?
        
        Sejamos francos e honestos, existem sim os "caras" que acreditam ser a quantidade muito me-lhor do que a qualidade.
        Por isso chamo de "caras", não de homens.
        Existem também mulheres que acham bonito a quantidade, e até fingem que era com..."qualidade". (mas a vida mostra)

         Desilusão amorosa serve de desculpa para ir para a cama com qualquer um/uma ?
         Só se aquela coisinha chamada "maturidade" não existir ou se a pessoa a confunde com aquilo que tem entre as pernas.
         Existem mulheres que ficam "encantadas" com o cara que "pega geral", afinal, ele deve ter um algo mais certo ? Será ? Ou será que as mulheres (meninas) que acreditam nisso, mantém essa aura de desejável ao redor do cara ?



         E se ele age para manter isso, é só mais um malandro que está tirando proveito da situação, e aí,aquelas que vangloriaram-se de ter estado com ele, aos olhos dos homens de verdade não serão tão...   interessantes.
         Desta mesma forma, a mulher que "pega geral" será vista, os homens de verdade não perderão tempo com ela, deixarão para os "caras" que correm atrás de quantidade ou notoriedade.
         E lá adiante, os caras voltarão seu desejo para aquelas que não pegavam geral, e os homens não olharão para elas, nessa hora todos querem quem se respeitou, preservou, se amou de verdade.



         A mulher deveria desejar o mesmo. ( a mulher de verdade, não as "meninas" sejam realmente novinhas ou pra lá de Balzaquianas)

         O problema do feminismo é querer mudar o mundo, usando aquilo que criticam como meio.

         Podem espernear, falar, pixar... mas lá na frente, quando surgir um certo alguém, ela vai olhar e vai analisar sim, o passado dele, que tipo de pessoa foi, se era "o cara" ou se sempre foi um "homem".
          E ele fará o mesmo, tendo sido "o cara" ou um "homem".

          Machismo e feminismo... tudo puro extremismo.

         Já presenciei discursos do tipo ; " de agora em diante, vou usar os homens, se o cara quiser ficar comigo terá de ter muito à oferecer, vai ter de tratar muito bem... ".
         Hoje, alguns anos depois de achar bonito o cara que" dirigia um caráter do ano " ou tinha aquele acesso VIP aos lugares, que a levava aos lugares da moda antes do motel, pecebe que ele a trocou por um... "modelo mais novo", e que liga para ela quando não tem mais o que fazer.
         Relacionamento sério ? Com ela ? Pergunte a ele e certamente receberá uma sonora gargalhada,e seguindo uma máxima que vocês que estão lendo sabem ser verdadeira, hoje ela vê com outros olhos, aqueles que nao eram "o cara", mas que eram apenas "homens", justamente o que ela aprendeu a duras penas, que valeriam à pena.

         Certo, e neste ponto da leitura, você, mulher independente, feminista, está me xingando,costurando o meu nome na boca do sapo... então vamos inverter o jogo ?

            Ele... "o cara", desejável, que pegava geral e deixava a mulherada curiosa para saber qual era o "dom" que ele tinha, de repente percebe que existe um certo alguém, e como todo machista de plantão, excluirá aquelas que estiveram com ele nos "bons tempos". Claro, ele vai mirar naquelas que eram "mulheres de verdade", que pela coerência, estarão com os "homens de verdade", afinal, a mulher que se preservou , sempre foi discreta, sabia o real significado de amor próprio, não vai querer "o cara". 
             E aí pergunto, ela é feminista ? Não... ela é realista, e mais, tem maturidade.

             É tempo de olhar ao redor, de deixar de ouvir amigos e amigas que vendem a ideia de que ninguém é de ninguém, de que satisfazer desejos é natural e deve ser incentivado sem ressalvas, e começar a prestar atenção ao que o futuro te reserva, ou, começar a pensar no futuro, no que deseja e sabe que merece.
   
        
"Não confunda bagagem com milhagem"
Politicamente correto nunca, mas socialmente sincero sempre.


              Na hora da balada, das festinhas, daquela "trip" com a galera, todo mundo achando lindo e engraçado aquela pegação, tudo é festa, mas lá na frente, tanto o homem quanto a mulher verão com ressalvas aqueles que se entregaram a... "gandaia", e certamente terão uma lembrança de quem ficou de lado e não entrou nessa, e colocarão na balança as atitudes de cada um.
                E... agora você ( seja homem ou mulher ) vai dizer "esse babaca não sabe o que diz".

                 E eu vou pensar naquela pessoa (ele ou ela), que realmente "pegou geral", e que se estiver relacionando-se com alguém que era tão liberal na turma, ou que pegava geral, conhecendo esse passado, se  ao ver pessoas com quem o(a) parceiro(a) teve intimidade, por perto ou conversando,ficará tão à vontade, ou... revendo tudo aquilo que vive agora e o que gostaria, se não pensará... "será que não é barco furado?".


" E assim separamos homens de meninos, mulheres de meninas ".

                 Será que estou tão errado assim ?

                  Machista ? Não, sou realista.

                  
                  Cada um vive como quer, no ritmo que deseja, e com isso deve assumir as consequências também, eu sofro consequências por expôr as minhas ideias, e as assumo, e você ? Concorda com o que leu, ou não ?
           
                  

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

COMO VAI A "AGENDA EMOCIONAL" ?

  Pois é, dias que parecem mais curtos, vidas que parecem cheias demais, e quano tempo você deixou na sua agenda para o seu...  "coração" ?

  Sabia que amar, que apaixonar-se, é um ótimo teste cardíaco ?

  Mas vamos falar da "agenda emocional", aquela cruel, que não deixa tempo para que você viva esse exercício.

  O problema maior começa quando não é possível compreender que a sua agenda, quem faz é você, todas as notas, apontamentos, e o tempo dedicado a viver a vida esquecendo que tem uma vida para viver.
  E onde entra o lado emocional ou melhor.. romântico nisso tudo ?

  Pois é, quem nunca descobriu que aquela pessoa que tempos atrás não era o tipo ideal, ou que apesar de ideal, havia chegado em um momento conturbado,e por isso você não encontrou tempo para ela ?

  É o tempo, a agenda de cada um.

  De repente, na sua agenda não é possível encaixar um romance, e na agenda da pessoa sim, mas... passado algum tempo, após aprender que nem tudo merece tempo em sua agenda, você lembra desse alguém, vê com os olhos que deveria ter usado para vê-la antes, mas... na agenda dessa pessoa você pode não ter espaço agora.
 Por isso existem aqueles encontros inesperados com velhas paixões do passado, platônicas ou não, e que literalmente bagunçam a nossa agenda.

  Complicado deixar partir, para depois querer que volte, complicado e... "egoísta".

  Lá adiante, você pode encontrar esse alguém, dividindo a agenda com outra pessoa, agenda cheia de voos, de realizações, e sem aquele espaço para você.

   Mas faz parte da vida, e não culpe outra pessoa por tudo isso, lembre-se, quem faz a sua agenda, é você.

   Em todo caso, não deixe de declarar-se, de dizer que gosta, que sente falta, porque página virada na agenda pode não ser fácil de encontrar depois.

   Preste atenção para viver a vida que há para viver.

   E você, quantas vezes deixou de fora da sua agenda, alguém que poderia fazer a diferença na sua vida ?

terça-feira, 10 de setembro de 2019

MELHORANDO POR VOCÊ OU NÃO ?

TROPEÇOU NO AMOR PRÓPRIO E NEM PERCEBEU ?

HUM... COMPLICADO HEIN ?

   Pois é, tropeçar no amor próprio e nem perceber, tenho notado que os apaixonados "camaleão" (já já explico), são os que mais incorrem nesse erro.

   Pense na seguinte frase:

   " QUEM É SOMBRA... SOBRA... ".

   Vamos ao apaixonado camaleão. (Serve para homens e mulheres)

   Imaginem alguém que:

   Encanta-se com uma pessoa que canta ópera... e começa aulas de canto lírico.
   Encanta-se com alguém que corre maratonas... vira maratonista.
   Encanta-se com alguém que salta de pára quedas... vira paraquedista.

   E por aí vai.

   Sabe a pessoa que encantou ? Já tem sombra... não precisa de mais uma, claro, nem sempre é questão de falta de autênticidade ou identidade própria,mas quantas vezes você já viu isso ?

   Pode cantar, correr, saltar, mas faça por identificar-se com algo novo, que descobriu e não porque precisa fazer parte da rotina de alguém.

 Lembre-se a rotina mata qualquer relação.

 Faça por você.

 E por você...melhore, busque o seu melhor em todos os sentidos, mas sempre por você.

 A relação acabou ? Faz parte do jogo, pense nisso, acaba mesmo, é natural, e se vier aquela sensação de que deve mostrar que está bem, fará algo certo pela razão errada.

 É aí que muitos esbarram no amor próprio, e não veem, tomam uma atitude certa pela razão errada, e isso certamente não acaba bem.

 Texto curto... cutucada nem tanto.

 E você ? O quê está fazendo por você agora ? Pense nisso.

 

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O QUE VOCÊ ESPERA DE UM RELACIONAMENTO ?

     Afinal, o quê você espera de um relacionamento ?
     O quê todos nós esperamos de um relacionamento ?

     Quando foi a última vez que você saiu com alguém, que olhava nos seus olhos ao conversar, e não para o seu decote ?

      Quando foi a última vez que você encontrou alguém que não te mediu de cima abaixo, ou que não parecia estar te comparando com alguém ?

       Quando foi a última vez que você esteve conversando com alguém, que dava atenção real a você, como se não houvessem mais pessoas em volta ?

        Engraçado como as situações surgem no dia a dia, e servem de lição quando aprendemos a observar tudo à nossa volta.

       Conversando com um amigo outro dia, tomando um café, uma
moça que conhecí tempos atrás passou e veio me cumprimentar, é mais nova, muito bonita, simpática, educada (algo raro hoje em dia), apresentei os dois claro ( como manda a boa educação ) e ela seguiu seu caminho.
       Ele virou e disse:

       - Ah... se eu fosse mais novo, ela deve ser uns 10 anos mais nova do que a gente.

        Achei graça na lamentação, e disse para ele que a questão não é ser ou não mais novo, ter uma idade próxima ou não, mas sim ambos apresentarem a maturidade necessária para que uma relação funcione.
           
         Lembrei de algo que sempre digo, à respeito de não procurar uma cara metade, porque ela sairá cara mesmo.
        É preciso procurar uma pessoa inteira, que tenha história, que tenha passado por aquilo que deveria passar, para somar em uma relação, e não dividir.
Quer bagunçar os lençóis comigo ? Tudo bem, mas se for para bagunçar a minha vida, isso eu faço sozinho.
E você pode bagunçar a sua sozinha também.
Não adianta a cama ser quente, se depois do rala e rola não há o que conversar, se for assim, não era nada além de cama.
Conteúdo é sexy e encanta.

         Quem tem o que somar, não perde tempo com coisas pequenas, não perde tempo dando mais atenção ao que não fêz, mas sim dando valor e empenhando-se no que faz.

            Quem chega com bagagem, não é lastro, desde que tenha maturidade.

          É o "ter bagagem" que garante mais valor em quinze minutos junto da pessoa, do que uma semana inteira.

           É engraçado, mas as perguntas que fiz no início, coloquei à mesa na conversa, e renderam muito.
           Claro, a questão do decote não nos serviria, mas ainda assim seria pertinente, pois em alguns casos ouviria de outro homem, que em determinadas situações seria impossível não olhar um decote.

           Pensando bem... se a pessoa fosse tão vazia à ponto de não fazer valer o olho no olho... não sei, afinal, nada mais verdadeiro do que dizer que educação, bom humor, atitude e inteligência... são atributos verdadeiros, que valorizam qualquer embalagem.

            Até porque, a embalagem pode ser muito boa, mas até purgante fica atraente assim,e ninguém encara todo dia.

             Relacionamentos verdadeiros ? Se ainda são possíveis ?

             Porquê não ? 

             É só saber separar o que é "vendido", e o que é verdadeiro, nem sempre o "eu te amo" sussurrado no ouvido, significa que será algo que vai durar mais do que o "fogo" da descoberta.
               



          E para quem está só, terminou um relacionamento, está procurando uma relação, cuidado para não acordar no brejo de ressaca, com a garrafa na mão, achando que o sapo da noitada era principe encantado... não é não. ( Vale para quem beija muito sapo ou... rã )
             Não é o que você sonha, é o que você vê quando nota os sinais, quando surge alguém que te deixa com aquele "?" na cabeça, ou quando fica aquela curiosidade para saber de onde veio, de onde saiu, como é, quem é... sinais, sempre eles.

              E já reparou que sempre que ignorou os sinais, algo deu errado ? 

              E voltando a pergunta que deu título ao texto.

              O que eu esperaria de um relacionamento ?

              Apenas aquilo que sempre deixei claro, que a pessoa ofereça exatamente aquilo que vou oferecer... o quê vou oferecer ?
               

               Ué... o meu melhor é claro.


               Bora tomar um café ?