segunda-feira, 20 de abril de 2015

PERFEIÇÃO ? PESSOA PERFEITA ? PESSOA CERTA OU ERRADA ? QUE PESSOA É ESSA ?

      Hoje... eu li uma postagem de uma amiga, salvo engano, era um trecho de um texto do Arnaldo Jabor, falando do homem perfeito que a mulher deveria buscar.


      Mas... será que existe homem perfeito ? Ou... mulher perfeita ?



      A sociedade vive de mitos, fantasias, estereótipos, e isso leva todos aqueles que são considerados "românticos", ou... aqueles que sofrem com a ditadura da carência ( aquela necessidade de não estar só para sentir-se aceito socialmente ), e o que tudo isso proporciona as pessoas ?



    A mãe de todas as frustrações... a "projeção".



    Projetar, idealizar, fantasiar, seguir o que a sociedade espera, ou as regras que dita ao invés de... sentir.



    Livros, filmes, novelas, revistas... sempre criando ou ditando tudo aquilo que a sociedade deve seguir ou o que esperam que seja o norte para todos aqueles que não amadureceram, ou que estão fragilizados emocionalmente.



    Estar nesta condição não é recriminável, condenável, pois todos estamos sujeitos à isso, mas devemos aprender a reconhecer sinais,e principalmente a valorizar a nossa maturidade,e maturidade podem ter certeza... é sinônimo de muitos calos, marcas, cicatrizes.



    Homem ou mulher perfeitos...  não, não diria perfeitos mas se fosse para imaginar um certo alguém, creio que eu pelo menos pensaria assim.




   Se for para estar com alguém... que seja alguém que sabia reconhecer as próprias "neuras", e que saiba evitar que estas cheguem a relação.
   Se for para estar com alguém, que seja alguém que valoriza uma pipoca na praça, com intensidade tal qual valorizaria um jantar em um restaurante da moda.
   Se for para estar com alguém... que seja alguém que chega sem ser "metade", que seja uma pessoa inteira, para somar e não dividir.
   Se for para estar com alguém, que seja alguém que saiba rir debaixo de chuva, que não tenha vergonha de soltar o lado criança de vez em quando, que não tenha medo de rir até perder o fôlego, que não se importe de dançar sem música, ou que confie para provar de olhos vendados alguma receita nova...
que seja alguém que entenda o valor da palavra... confiar...
confiança.
    
    E nesta vida... se for para ser...  será, naturalmente, as coisas acontecem assim, principalmente as verdadeiras.

    Afinal, nunca se sabe se você já esbarrou com a pessoa certa ou não... , se era o seu momento e não o da pessoa, ou vice versa... ,
ou de repente... vocês se esbarram agora ? Quem sabe ?
    Não siga o modismo... nada como conhecer, conversar, entender como pensa, observar... a vida real não é uma rede social. lembre-se, somos a soma de nossas idéias mas o resultado de nossas atitudes é que nos define socialmente,e nem sempre a vida corre como gostaríamos. ( só para pensar )


    Por isso eu acho que idealizar o "príncipe encantado ou a mulher nota 10", além de arriscado, é...   imaturo.



    Então...      antes de deixar acontecer naturalmente, deixe acontecer aquele seu encontro com uma certa pessoa, aquela que você vê quando se olha no espelho, ela sabe a pergunta certa...



    - "Porquê não ?"



    ou



    - "Eu preciso disso ?"



    Coisas que vem com a maturidade, e aquele tal de amor próprio.




     " QUEM DEFINE O OS PADRÕES QUE DEVE SEGUIR OU PERSEGUIR... LIMITA-SE, E QUEM SE LIMITA... SE DEFINE,

PESSOAS INTERESSANTES NÃO PODEM SER DEFINIDAS".
                                                                          (T.MARQUES)      

domingo, 5 de abril de 2015

O REENCONTRO... UM CONTO... SEM PONTO.

      Um dia após conversas e mais conversas, após uma aproximação que não se sabe bem como começou, combinaram um encontro, um local inusitado, diferente, mas claro seguro e cheio de gente.

       Combinaram de tomar um café em uma das cafeterias do aeroporto.

       Encontraram-se, em meio ao vai e vem da multidão entreolharam-se, aquela dúvida no ar, tentando imaginar o que o outro estaria pensando, analisando, se era uma decepção ou nem tanto.

       Cumprimentaram-se... e buscaram algum lugar agradável para sentar e conversar.

       Tomaram um café... ele rendeu-se ao sorriso tímido dela, e a confissão de que aquilo seria uma loucura, claro ele também concordaria com isso, afinal, dois estranhos se encontrando pela primeira vez, o que poderiam conversar?

       E falaram amenidades, tiraram dúvidas à respeito um do outro, riram, sorriram um para o outro, e resolveram sair dali.

       Estava tão leve, agradável e tornou-se tão natural, que resolveram "esticar" o encontro... e ela como boa anfitriã e conhecedora do local, sugeriu um bar com música ao vivo.
      Cada qual em seu veículo, ele a seguiu...         .

       Sentaram-se em uma parte mais elevada, haviam alguns casais, algumas pessoas recostadas no bar atrás deles,e uma banda tocando algumas músicas anos 80. ( E para quem sabe o que foi o cenário musical dos anos 80, fica fácil entender como o fundo fica perfeito )

      Ele notara a maneira sóbria dela de vestir-se... um sobretudo branco, sobre um vestido preto, discreto... como ela.

      Mas como ela poderia ser discreta com aquele sorriso ?

      Impossível.

      Ele pediu um beijo... ela sorriu tímida, ficou em dúvida, relutou, mas... cedeu.

     Beijaram-se... à princípio timidamente, mas com uma ternura que parecia só ser possível com uma longa convivência, com anos daquele beijo,  daquela experiência.
     O tempo voou... como sempre quando tudo está perfeito.

     Seguiram para seus veículos, ele a acompanhou, ela o guiou até uma parte do caminho, pararam próximo à uma praça para a despedida, mais um beijo... e uma constatação por parte dela que marcou.
     Ela olhou nos olhos dele e disse "Seu beijo é tão suave, que parece que eu estou me beijando".

     Separaram-se.

     A vida que prega peças, os separou, perderam o contato... um bom tempo se passou até que... surge aquele "oi" no computador.

     Um suspiro, aquela dúvida no ar... um misto de apreensão e alegria, um frio na barriga bem típico da adolescência, em determinados momentos, certos sentimentos suprimem toda e qualquer vivência, experiência.

      Retomaram o contato, apesar do tempo passado, parecia que aquele encontro mágico havia ocorrido no dia anterior.
      Sinal de que nunca se desconectaram verdadeiramente.

      Conversaram, abriram suas experiências neste intervalo de tempo, trocaram confidências e revelaram suas carências.
      Uma intimidade só possível aqueles cujo beijo pode não ter sido o primeiro, mas foi de longe, lá dentro... de todos talvez o mais verdadeiro.

      É uma história de reencontro, um amor de conto... algo que ambos sabem agora que não terá tantas vírgulas mais, ou melhor, que em nenhuma frase ou fase vai chegar logo, aquele que marca mais um final... o ponto.

      Agora correspondem-se, falaram-se ao telefone, demoradamente, declararam-se, apaixonaram-se pela voz e pelas ideias um do outro novamente, ou seja, é apenas o reencontro de almas que compreendem-se.

       Se é uma obra de ficção, apenas um conto, quem sabe ao certo ?

       Os dois sabem e isso lhes basta, pois os primeiros olhares trocados naquele local marcado por chegadas e partidas, talvez tenha sido apenas o prefácio de uma bela história, marcada por idas e vindas.

      Se os conheço... ?

      Quem sabe.

      Continuação... ?

      Se depender de ambos, esta viagem terá só o embarque... nada mais de desembarques.

       Nas idas e vindas, nas despedidas incertas, nas chegadas, a única certeza que se pode ter, é a de que nada é por acaso... 
e que o acaso é resultado do seu descaso...
melhor sempre prestar atenção aos sinais.



      


     

domingo, 29 de março de 2015

COMO É O SEU RELACIONAMENTO ? "NUTRITIVO", "EQUILIBRADO, OU... "DE EXAURIR" ?

      Estranho ouvir, ou melhor... lêr à respeito de relacionamentos utilizando estas palavras ?
      Vamos pensar à respeito.

       RELACIONAMENTO NUTRITIVO.

       Porquê não chamar assim, aquele tipo de relação boa para ambos ? Aquela relação onde realmente ocorre uma soma, onde não ocorre o encontro de metades, mas sim de inteiros.
      Quem busca uma metade deve sempre ter em mente que precisara se desdobrar para ajudar a outra parte a preencher seus espaços e vice versa, isso demanda tempo, energia e gera desgaste.
      No relacionamento nutritivo, as partes dividem uma compreensão e um companheirismo sem precedentes, onde mais do que amantes, são amigos, são companheiros, são... cúmplices.
     No relacionamento nutritivo, as decisões quando a presença do outro não é possível, são tomadas com base naquilo que ambos teriam prazer em dividir, pois conhecem o gosto um do outro, conhecem as preferências, e isso é possível devido a transparência presente desde que se conheceram, e que foi uma constante em sua convivência,e neste ponto, que me perdoem os mais novos, mas na esmagadora maioria dos casos, só é possível com alguma maturidade, com alguma experiência, coisas de quem já sabe... "namorar", pois sabe o que é interessante ou não para a relação e sabe acima de tudo, valorizar o tempo.

       RELACIONAMENTO EQUILIBRADO

       Equilíbrio... a própria palavra já diz tudo, eu diria que o relacionamento nutritivo, passa por esta etapa, ou que esta etapa do equilíbrio é a que precede a real chegada da maturidade emocional, afetiva, aquela responsável pelos relacionamentos de sucesso.
       Quando existe equilíbrio na relação, existe aquela simbiose natural, onde espaços são respeitados, e onde faz-se valer a eterna negociação, ou seja... onde o "ceder" deve fazer parte sempre ativa da relação, e neste ponto deve haver o equilíbrio, pois o ceder implica em invadir ou não os espaços... e como dito acima, eu acredito que a manutenção dos espaços seja uma das bases do equilíbrio, é um ciclo que precisa sempre ser fechado e bem trabalhado, pois é a sua manutenção que garante a relação.
      Como você lida com espaços ? Como você lida com o... ceder ? E mais, como você trabalha o equilíbrio da sua relação ?

      O RELACIONAMENTO QUE EXAURE.

      É o oposto do relacionamento que nutre, que é equilibrado, pois além de diminuir os espaços, ele cria distâncias, fomenta as discussões muitas vezes sem sentido, diria que é um dos embriões do ciúme desmedido ou doentio, da insegurança, do "querer" que ambos vivam em uma bolha, é o princípio do fim... aliás, quando uma relação começa já com estas bases ( e lembre-se nunca será logo "de cara", pois no início é preciso conquistar ), está fadada ao fracasso, para isso é preciso reconhecer aqueles sinais que só se aprende apanhando muito no campo emocional, que só se aprende, observando... e reconhecendo os sinais.
     Exaurir... esta é mesmo a palavra, pois acaba com a qualidade do tempo na relação, a qualidade do tempo que deveriam aproveitar melhor, juntos.
     Um relacionamento que exaure, é baseado na falta de confiança, na falta de espaço, na falta de respeito ao gosto pessoal de cada um, não existem "concessões" mas apenas trocas e em alguns casos a criação de situações que possibilitem a uma das partes dizer... "você teve ou fez isso então eu também posso".
     Ou seja... fadado ao fracasso, é o típico relacionamento que servirá apenas de aprendizado.

        QUER TER UM RELACIONAMENTO NUTRITIVO ?

         - Saiba ouvir
         - Tenha interesse pelo cotidiano do outro
         - Saiba reconhecer quando o outro precisa de espaço
     - Nunca deixe passar o momento que precisa ser discutido, deixar passar o momento só garante que o stress será levado adiante e se fará presente quando desnecessário.
         - Pratique a transparência sempre, no tocante a relação
         - Entenda que tudo tem sua hora, seu momento
         - Dê qualidade aos momentos juntos, nem tudo que parece um bicho de sete cabeças realmente o é, pequenas bobagens podem gerar stress desnecessário, quando estiver junto, viva a presença do outro.
       - Seja sempre claro em relação ao que gosta ou não, basta saber conversar.


          QUER TER UM RELACIONAMENTO EQUILIBRADO ?

          - Quando os itens que foram descritos no relacionamento nutritivo estiverem começando a fluir, é sinal de que o equilíbrio está próximo. 


         QUER SABER SE SEU RELACIONAMENTO É DO TIPO QUE... EXAURE ? ( Autodestrutivo )

         - Ciúme desmedido ? 
         - Precisa "controlar" o tempo todo ?
         - Não entende o que significa "respeitar o espaço" ?
         - Não entende que as vezes o outro precisa do silêncio dele ?
        - Acredita que duas pessoas que se amam se bastam,e portanto não precisam de mais ninguém ou de vida social intensa ?
        - Estabelece metas unilateralmente ?
        - Acredita que pode e deve mudar a essência da pessoa que te atraiu ?

        Se a resposta foi sim para até  3 perguntas, as chances de melhorar são de... 70%

            Se a resposta foi sim para até 5 perguntas, as chances da relação dar certo são de...   40%

            Acima de 5 afirmativas...  sinto muito.

         Claro, em tom de brincadeira vamos quantificando (nada muito científico, afinal não sou um expert no ser humano, aliás ninguém o é, somos únicos e nem sempre previsíveis, mas emitimos sinais, basta observar ), mas se paramos para analisar, não foge muito a realidade concordam ?

           O segredo é fazer a si mesmo as perguntas certas.

           - O que eu quero ?
           - O que eu preciso ?
           - O que eu mereço 
           - O que eu tenho a oferecer para uma relação madura ?


          No fundo devemos sempre lembrar das palavras de Yeats ( que eu costumo citar sempre )
            " Estes são os meus sonhos que deposito aos seus pés, cuidado ao pisá-los"

             Lembre-se, somos feitos de sonhos.

             E jamais sinta culpa se alguém "sonhou" por você (sonhar é um direito individual, sonhar "junto" é diferente, e só existe verdadeiramente nas relações 100% nutrituvas, que somam), isso faz parte dos erros da relação que exaure, são as decisões unilaterais, e à partir delas nasce a vontade/necessidade de mudar o outro, e isso é errado, para não dizer... totalmente imaturo.


             Só mais alguns dias observando as relações... 
          

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O HOMEM MAIS VELHO... UM CONTO.

       
     Os olhares se cruzaram...
     ela mais nova, quase a metade da idade dele, aquele viço, aquele frescor da juventude exalado por todos os poros.


     Entreolharam-se... novamente.



     Parecia que os olhares estavam se buscando a todo momento, e...      realmente estavam.



     Ele admirava os trejeitos delicados, os gestos sutis e vigorosos como tudo o que está atrelado a juventude.



     Ela identificou um certo charme nos cabelos grisalhos, no olhar decidido, na maneira discreta de ser que ele apresentava.



     Logo estavam conversando, uma conversa leve, cheia de amenidades, nada incisivo ou direto, apenas amenidades, ele encantado com o riso fácil e o bom humor dela, ela admirando um homem que não se aproximou confundindo "pegada" com "falta de respeito" como os rapazes de sua idade.



    Trocaram telefones, saíram, não viam o tempo passar quando estavam juntos.

    E como tudo acontece naturalmente quando existe a maturidade necessária, o relacionamento ameno evolui.


    Era um companheirismo que ela não conhecia, e que ele à muito esquecera, um equilíbrio entre o querer viver e saber cada vez mais, e o querer compartilhar e viver sem perder tempo, viver... como se deve, errando menos.



    Ele trazia ao mundo dela, serenidade, equilíbrio, uma visão madura e diferente de tudo, ele a trouxe para o mundo das mulheres de verdade...

    ela trouxe ao mundo dele, mais vida, mais cor, mais sabor, uma verdadeira fonte da juventude.


    Simbiose perfeita.




    Entendiam-se sob vários aspectos, ele a ensinou a respeitar os espaços, a dar espaço, e ela o ensinou a querer encurtar espaços...  entendiam-se.



    Mas...            ele tinha outras preocupações na vida, outras metas, estava em meio aos planos que traçara à tempos, e ela apenas começando, dando forma aos próprios planos somente agora.

    Ele ouvia a voz da razão, as vezes deixava que esta dividisse espaço com a emoção, mas somente em alguns momentos.
    Ela ouvia a voz da emoção,a razão deixava para quando fosse mais velha.


    Mas no final... compreendiam um ao outro.



    Havia lealdade, comprometimento, respeito... ambos cada qual ao seu modo, amadureceram na relação.



    Evoluíram.



    Hoje vivem bem... dividem o mesmo teto, planejam, perseguem sonhos, as vezes frequento a casa deles, e admiro o que construíram, apesar dos olhares atravessados, das brincadeiras devido a diferença de idade ( não mais do que vinte e poucos anos ), o que eles construíram resistiu, cresceu, e ouvindo quando contam a história deles, entendo que eles estavam abertos ao novo, estavam abertos a evolução, entendo que eles não se olharam como homem e mulher apenas na primeira vez.

    Mas apenas... se olharam.
    E viram através daquilo que os outros viam, foram além da superfície.


    Ela diz que a diferença de idade, os filhos dele, os amigos, que tudo fora um grande desafio, mas que ela entendera que não bastava conquistá-lo, mas sim conquistar o direito de estar ao lado dele, ao lado de uma vida formada...

e ele diz que precisou aprender de novo a namorar, a conquistar e a respeitar alguém que queria entrar em sua vida, uma vida já formada.


    Maturidades que se criam, que se evoluem... e que quando unidas no momento certo, convergem e fazem tudo conspirar a favor.



   Ela me confidenciou uma vez... " ficava assustada, preocupada, afinal ele tinha filhos, conhecia muitas mulheres interessantes, mulheres bonitas, estava em um patamar que eu ainda preciso atingir, foi difícil."



    Ele por sua vez admitiu... " foi estranho, não conseguia parar de olhar para ela, fiquei preocupado em parecer um daqueles caras babões que ficam atrás de menininhas, mas quando a vi, foi através dos olhos que eu tinha à vinte anos atrás, foi inevitável."



    E eu compreendi algo que aprendi à algum tempo...

não importa como, onde e quando, quando aquele momento acontece, quando tudo conspira à favor, quando é o momento de ambos, quando se esbarram e fica aquele "?" no ar... melhor prestar atenção aos sinais.


    E como sempre digo ( e já não aguentam mais ouvir ou... ler ) "Nada é por acaso, o acaso é resultado do seu descaso, preste atenção aos sinais ". 

    Idade, distância, condições sociais, tempo...  a vida não separa ou distancia as pessoas, a vida as prepara para o momento certo, quem estará do outro lado ? Só a vida sabe...      .
     
     

domingo, 15 de fevereiro de 2015

HIPOCRISIA... NÃO OBRIGADO.

 Ah.. a velha hipocrisia.

 Quem não conhece aquela pessoa que só aparece quando precisa de algo ?

 Ou aqueles tipos que só lembram de dar sinal de vida quando não tem nada melhor para fazer ?

 Com certeza você consegue contar nos dedos (no mínimo de uma das mãos ) o número de pessoas assim que conhece.

Não vou afirmar que são verdadeiramente hipócritas, mas diria que são... "oportunistas" mesmo, pois só veem aquilo que lhes interessa no momento, depois...  bem, certamente você já sabe.

 Existem os que se afastam, quando começam um relacionamento, os que se afastam quando começam a andar com uma "turma" diferente, os que se afastam quando socialmente você não tem nada a oferecer, até porque... amizade para estes é mero detalhe.

E aí... usando a palavra "amizade" fica fácil perceber que a vida realmente traz filtros, cria peneiras capazes de reter apenas quem tem consistência em seus atos, em suas ações e naquilo que sente em relação a nós.

Mas eu chamo de "hipocrisia" quando na falta do relacionamento, em momentos ruins, ou quando precisam daquele..."vip" que você pode conseguir, ressurgem amáveis, dispostos, parceiros mesmo.
E o pior de tudo... sempre tem uma desculpa que julgam plausível para explicar o distanciamento.

Existem as pessoas que estando deprimidas, ou percebendo que vivem a fútil realidade de algumas exigências sociais, e que estas na verdade não estão suprindo nada, ou melhor que estas exigências sociais não vão além da superfície ( especialmente no tocante as pessoas que a cercam ), reaparecem buscando apoio, conforto, mas sempre até a próxima "rodada" de novos interesses.

Eu... desenvolvi uma certa "tolerância zero" em relação a isso, e parti para a campanha " Hipocrisia... não obrigado".

Pare e pense... quantas pessoas você conhece que se encaixam neste quadro ?

Sabe aquele peso morto ?

Precisa levar junto ?

Pois é...     pense nisso.




domingo, 18 de janeiro de 2015

ALICE NÃO CHEGOU AO PAÍS DAS MARAVILHAS...

       Tema estranho ?

      Não.

      Apenas mudei a abordagem de um assunto tão complicado quanto a situação que ele envolve.

     A... "bolha".

     Alice era era uma moça ativa, tinha amigas, não muitas mas prezava as que tinha...
     seus valores raros hoje em dia, estavam voltados à família, as situações que valorizam a convivência, hoje tão pouco praticadas.

     Alice conheceu o amor, não um amor qualquer, pois ela sonhara com o amor em si, aquele que diz as palavras doces que toda mulher sonha ouvir, algumas suspirando ao ler em livros românticos bem açucarados, ou ao acompanhar aquela novela, assistir aquele filme no qual o amor vence tudo.

     O amor chegara... e Alice que não cultivava o hábito de beber, sentia-se amortecida, embriagada com palavras, gestos e cuidados dignos dos romances que cultuava, aqueles de sua cabeceira.

     Ela planejava, sentia-se confortável com isso, era como se tivesse encontrado um meio de visitar um lugar paradisíaco, um lugar dos sonhos, uma viagem planejada nos mínimos detalhes.

    Mas toda viagem tem seu preço... e as vezes as paisagens exibidas na propaganda parecem fazer valer o que é cobrado.

    Alice encantada com esta possibilidade, não notou o preço e aos poucos foi abrindo mão de outros sonhos, e quando percebeu, deixara de conhecer outros lugares, outras realidades e acabara vivendo apenas para esta... viagem.
    Deixara de notar as paisagens à sua volta, os lugares, as pessoas... não deu mais atenção ao simples, mas viveu em seu sonho, a complexidade de uma promessa, que afinal... quem lhe fizera ?
       E os gestos, cuidados, mimos que chegaram junto com este amor... bem estes ficaram pelo caminho também, agora só existiam na propaganda desta agência de viagens chamada... imaginação.

    Alice... fechada em sua viagem, não notou que o preço era alto demais, e que a viagem era apenas utópica.

    E assim percebeu Alice que o país das maravilhas era imaginário,e que todo o sonho de momentos tão paradisíacos quanto os locais sonhados, eram apenas... projeções.

    O tempo passara... Alice abriu mão de sonhos, e do seu jeito espontâneo de ser. Fechou-se em uma bolha, vivia para ele e na crença de que ele viveria para ela, como nos livros, filmes e novelas, viu o tempo esvair-se assim.
    
    E Alice compreendeu, que deixara a sua vida de lado, que deixara sua alegria em segundo plano, que vivera um sonho a dois... sozinha.
    Nem sempre o outro sonha o mesmo sonho, talvez algo parecido, mas a intensidade e o desejo de concretizá-lo, nunca será o mesmo, é a decepção pautada na projeção.

    De repente o conto de fadas tornou-se um fardo que não valia um conto.

    E Alice percebeu então, que deveria buscar não o príncipe encantado, mas sim aquele que não a deixaria mudar, que a incentivaria a cultivar aquela alegria, aquele espaço, aquele jeito Alice de ser.

   Aquele que assim o fizesse... seria sim capaz de levá-la aonde ela não conseguiu chegar...   ao País das Maravilhas.

   As vezes o País das Maravilhas está ao alcance... mas de repente, não sendo aquele cavalheiro descrito no romance parado à entrada, a atenção não tenha sido a mesma, quem sabe ?

    E agora... Alice retoma seu sonho mais preparada ? Ou apenas inicia outro conto, e torna-se a gata borralheira esperando ser resgatada ?

   " As vezes o príncipe encantado de outrora, torna-se o sapo de agora... "

    Para todas as Alices...  que chegaram ao ponto de compreender a analogia.

    Como disse Yeats.

     " ESTES SÃO MEUS SONHOS QUE DEPOSITO AOS SEUS PÉS, CUIDADO AO PISÁ-LOS".

domingo, 28 de dezembro de 2014

QUANDO PEQUENOS ESPAÇOS... GERAM GRANDES DISTÂNCIAS.

   

          Pequenos espaços gerando grandes distâncias... sabe onde isso se encaixa ?

          Claro que sabe, qualquer adulto que já esteve em um relacionamento sem diálogo, o sabe, afinal, porquê cessa o diálogo ?

          Porquê cessar o diálogo ou deixar que isso aconteça ?

          Quem não conhece a sensação de estar com a pessoa em um mesmo ambiente,e ainda assim sentir-se só ?

          É este o ponto que certamente delimitou a criação daquela frase famosa, e já tão batida em relacionamentos e redes sociais, " O IMPORTANTE NÃO É CONQUISTAR UMA MULHER NOVA TODOS OS DIAS, MAS A MESMA TODOS OS DIAS ".

          Você já reparou que depois de um tempo a televisão passa a ser mais interessante ? E que qualquer leitura supera a proximidade que poderia facilitar o diálogo ?

          O que aconteceu com o interesse que a pessoa demonstrava pelo seu dia, seu cotidiano ?

          Já imaginou que você pode ter afastado isso ?

          Lembra daquele dia de stress, quando você chegou, com ar de poucos amigos e foi extremamente "seco(a)", em sua resposta ? Talvez isso tenha ocorrido mais de uma vez, quem sabe ?
De repente... à partir deste ponto a pessoa possa ter imaginado que estava te "sufocando", e ai ?
          Quando a relação começa a ser pautada no silêncio,e não digo no silêncio sadio dos apaixonados, quando a presença do outro é tão boa que não são necessárias palavras, mas sim no silêncio já doente da falta de interesse pelo cotidiano do outro, pela falta de interesse na realidade do outro, pela vida do outro.

         Quando nos envolvemos com alguém, é importante sim manter um certo espaço próprio, não fechar-se na famigerada "bolha", 

          Mas lembre-se... espaço demanda respeito, lealdade, segurança... e tudo isso só com o "diálogo".
          Quando a convivência começa a se deteriorar, quando a vida a dois começa a ficar insustentável, talvez seja o momento de tentar exercitar o diálogo. Mas que fique bem claro, depois de um determinado tempo, depois de muitas mágoas reprimidas ou de situações desgastantes, talvez não seja mais uma questão de diálogo, mas sim de acertar as bases de uma separação.

         Palavra dura ? Ruim de ouvir ? Sim claro... pois para muitos pode soar como fracasso, como inadequação social, ou simplesmente como o fim da zona de conforto.
         E ai alguns podem perguntar... "fim da zona de conforto se não estava bom?".

         Sim, fim da zona de conforto, pois o fim de qualquer relação, sempre será complicado, sempre acarretará uma mudança,e quanto mais longa e cheia de detalhes ( filhos, amigos familiares que conviviam muito com o casal ), mais complicada e difícil de "deixar" esta zona de conforto.

         E aí devem entrar as perguntas que você deve fazer a si mesmo diante do espelho.

         " EU PRECISO DISSO ? "

         " O QUE EU ESTOU DEIXANDO DE VIVER PARA MANTER ESTA SITUAÇÃO ?"

        " VALE À PENA O TEMPO QUE ESTOU DEIXANDO PASSAR ADIANDO ALGO QUE SERÁ INEVITÁVEL E QUE PODERÁ FICAR MAIS TRAUMÁTICO ? E QUE DEVIDO AO DESGASTE CADA VEZ MAIOR... PODERÁ NÃO PRESERVAR ATÉ O MINIMO DE RESPEITO, SEJA EM RELAÇÃO AOS BONS MOMENTOS QUE POSSAM TER EXISTIDO, SEJA EM CONSIDERAÇÃO A FILHOS?"

            Bem vindos ao mundo dos adultos,e suas decisões...  quem disse que seria fácil ?

            Quando passamos deste ponto, pequenos espaços tornam-se sufocantes, situações que forçam o diálogo tornam-se incômodas, e aí... dividir até a mesma cama fica tão complicado quanto dormir em um albergue cheio de estranhos no mesmo ambiente, é o ponto onde estes outrora companheiros tornam-se "indigentes emocionais", as vezes mendigando carinho, ou uma réstia de convivência mais... amável. 
UMA PALAVRA...
UM GESTO...
COMPLICAR OU DESCOMPLICAR SÓ DEPENDE DE SABER O QUE QUER...
O QUE VOCÊ MERECE ?

          Neste ponto... duas pessoas que cultuaram uma relação de amor, agora trancafiados em um ambiente que força a convivência, acabam por afastar-se, uma mesma cama pode ter milhas e milhas de distância de uma ponta a outra, mas lembre-se, a falta de carinho também sufoca.

           Antes de permitir que pequenos espaços tornem-se grandes distâncias, pense, reveja conceitos e ideias, antes de sermos felizes com alguém devemos ser felizes individualmente.

           Se as barreiras do diálogo tornaram-se intransponíveis, dialogue consigo mesmo... diante do espelho, diante da pessoa que não pode mentir para você... você mesmo(a).

           A vida passa muito rápido para perdermos momentos especiais, pessoas especiais, oportunidades especiais...  pense nisso.

           O tempo não para, por isso é preciso que ele tenha qualidade.

          A maturidade para "saber namorar", faz toda a diferença, pois quem sabe namorar mesmo, sabe que o importante é dar qualidade aos momentos juntos, dar valor aos mesmos, quem já tem algum tempo de praia, sabe que na relação... é preferível ter quinze minutos de presença com qualidade, do que vinte e quatro horas de quantidade...  é como aquele vinho bom, quem não sabe apreciar não se contenta com o aroma, com um gole, para estes uma garrafa ou uma vinícola inteira não fazem diferença... e você é vinho... ou vinagre ?

            Para pensar.

            O Perigo de mendigar carinho, afeto, diálogo... é perder de vez o amor próprio, é simplesmente tornar-se algo que a pessoa já tem, uma sombra, e aí como competir com quem emana luz própria ? Antes da decepção... pense na reação.


           Quando um espaço pequeno deixar claro que existe entre ambos (casal) uma grande distância, talvez seja a hora de sair e realmente ampliar esta distância.

          

domingo, 2 de novembro de 2014

CRÔNICA DA PROJEÇÃO... O IDEAL E O REAL.

         Projeção... eu costumo dizer que a projeção, é o primeiro passo para a decepção.

         Aliás, pelo que vejo, ouço, pelo que eu mesmo já vivenciei, a "projeção" é um denominador comum aos casos de desilusão, ao popular... "quebrar a cara".

          Uma amiga minha, que conheço desde a adolescência, sentada comigo em um bar perto de onde eu morava, me contou a experiência dela com a malfadada "projeção", comentei com ela que seria um tema interessante, mas claro, sem revelar nomes, datas e lugares, o que ela achou interessante, pois como ela mesma disse... "as vezes pegamos algo para ler de maneira desinteressada,e ali surge uma solução, a luz no fim do túnel, ou simplesmente a ligação correta entre perguntas e respostas.
             Sempre originado de um olhar de fora.

             Ela... bonita, sempre bem vestida, nada pesado demais, mas sempre... algo que servia de complemento, uma mulher bonita mesmo, na acepção completa da palavra, por dentro... e por fora.

               Começou um relacionamento com um rapaz mais novo, apenas alguns anos é verdade, creio que uns  cinco ou seis no máximo, mas que aos olhos das amigas, era uma massagem no ego. ( E quem seria capaz de negar que ter o ego massageado de vez em quando não é bom? )

               Ele sentia ciúmes, afinal ela mulher feita, cabeça feita, bonita, realizada profissionalmente, e ele estudando, buscando seu espaço, isso gerava uma certa insegurança.
              Mas ela também sentia uma certa insegurança, ele rapaz novo, bonito, cheio de amigas, dizendo que gostaria de algo mais sério, mas ao mesmo tempo sempre olhando por cima do ombro para ver o que estava perdendo.
                Algo que seria difícil de não notar.
                Brigavam, vinha o rompimento, depois se reaproximavam, reatavam, novas juras de amor, e voltavam a rotina de novos desentendimentos.
                 Eis a palavra chave... "rotina".
                 Em determinado momento... ele pensando em garantir mais um "fôlego" na relação, decidiu que deveriam assumir o compromisso de maneira mais séria, mas... a mesma velha rotina cruel se reiniciava, ela projetava que "agora acredito que será diferente"... ele prometia que seria diferente... e assim seguiam até que ela parou e fez o que era de se esperar de alguém com mais experiência, com mais maturidade.

                 Ela percebeu que estava "projetando" seus sonhos em alguém que não queria mais do que aquele relacionamento ioiô.
                   Decidiu pôr um fim àquele comensalismo que mais estava para um... parasitismo, admitiu que no começo foi difícil, que fica aquela sensação de vazio... mas aí perguntei para ela;

                  - " É uma sensação de vazio porque sente falta da companhia, ou porque estava acostumada já com este tipo de relacionamento ? ".

                   Era mesmo o segundo caso.

                   O que ela fêz ?

                    Respirou e deu um fim aquilo, foi difícil mas depois quando encontrou alguém com maturidade mesmo, percebeu o tempo que perdera,e que na verdade daquela experiência ficou uma única lição e lembrança, de que ela perdeu tempo e esperou demais de quem queria menos, ela sonhou com uma situação que só era interessante para a outra parte em determinados momentos.

                   Situação complicada... mas muito comum, muitos homens tem mesmo essa... "pegada" de criar o vínculo, para a cama, os bons momentos mas não para o lado de realmente dividir com alguém, e quando chegam ao cúmulo de sugerir que a relação atinja outro nível,  é apenas um meio de  garantir que a pessoa, fique alí na "despensa" para aqueles momentos sem programa melhor.

                  Mas isso aplica-se tanto à homens quanto à mulheres... o importante é valorizar-se e mais ainda... valorizar o próprio tempo, pois este não volta, nunca com a mesma intensidade ou com muitas das oportunidades que possam ter surgido ao longo do caminho.

                   

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O RELACIONAMENTO DE SEGUNDA...

         Você já deve ter visto... ou acompanhado um relacionamento de segunda, claro que já, se está nas redes sociais, certamente vê isso em suas atualizações diariamente.

           "Tá" reconheço que sou chato, ou melhor, tolerância zero com muitas coisas, mas sempre deixo claro, sou socialmente sincero, e nunca politicamente correto.

           Mas vamos ao "relacionamento de segunda".



           Quantas vezes você se deparou com aquelas postagens de pessoas que terminam o relacionamento  no final de semana, e despejam postagens de dor de cotovelo, aquelas do tipo "não deu valor perdeu", " a fila anda", "só vou dar valor à quem merece", e por aí vai... ( não sendo machista, pois quem me conhece sabe que não sou, devemos admitir isso é comum em relação as mulheres).

             A grande maioria das postagens vem de mulheres (fato), mas existem claro os homens que ficam enaltecendo a liberdade de tomar cerveja com os amigos, ou que ficam curtindo aquelas páginas "fakes" de garotas em poses sensuais (ridículo para não dizer... digno de pena).

              Voltando ao "término da relação"... começam as postagens que descrevi acima, depois as fotos da barriga de tanquinho, fotos com as amigas, fotos com o copo na mão...
com o passar dos dias, o teor das postagens muda.

               Na segunda começa como descrevi... , na terça feira, vem as fotos da barriga de tanquinho, na quarta surgem as frases de decepção com o amor..., na quinta declarações de que é para casar, na sexta agradece o apoio de quem curtiu ou disse " você merece coisa melhor"... no sábado vem as postagens de... "mudança", no domingo muda o status para algo do tipo... "feliz".
                 E na segunda seguinte recoloca todas as fotos com o(a)ex... faz juras de amor eterno ( de novo ) , e na terça recomeça o ciclo... vicioso de exercitar esta falta de amor próprio.

                Se a relação é baseada neste "vai e vem", sempre termina de duas maneiras... uma gravidez "indesejada" (sei...), ou um grande stress que resulta naquele ódio desmedido,e aí este casalzinho que não sabia se desocupava a moita ou não, fica as voltas com o mal estar de ter envolvido família, amigos, e claro fica sem moral alguma, pois ninguém mais leva à sério.

                 Eu sei que existe aquela frase piegas..."o amor é cego", mas não precisa ser surdo, mudo e burro também certo ?

                  O amor que não pode ser cego, é o amor próprio.

                   Já sei... você se reconheceu nesta situação, e mal chegou na metade do texto  já amaldiçoava minha genitora,
                  Sinal de que pisei no calo... desculpe.

                  Ou melhor, nada de desculpas... afinal quem age assim se consome sozinho(a), e se não pára e pensa, acaba se encontrando aqui neste texto,  que espero não seja visto como uma crítica, mas sim um... "cutucão'.

                     Quem age assim abre mão de algo que poderia atrair talvez alguém mais interessante, ou que simplesmente acabasse com a sina do amor de segunda, quem sabe ?
     
                      Até porque... quem não sabe sair do amor de segunda, é tratado como alguém de terceira,e que merece um amor de quinta... parafraseando e misturando tudo, traduzo como... "perde o valor".


                      Se... nunca há continuidade, se existem estes intervalos, pare e pense...  pois se não foi você que provocou estes intervalos, a possibilidade de ser cômodo para a outra pessoa é muito grande, de repente, você é a opção na falta de coisa melhor.

                        Já vi vários casais que viveram esta realidade, e sempre terminou na gravidez "indesejada", nas brigas e na separação e na esmagadora maioria dos casos, cada um vive hoje com outra pessoa, alguns constituíram família, estão felizes e realizados, sabe porquê ?

                           Pelo simples fato de compreenderem que mereciam um amor de primeira.

                           E você ?

               

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Humor... amor... caráter, cativante, surpreendente.

     E a vida nos traz surpresas, gratas surpresas, e aí fica um pouco mais fácil para ter a certeza de que ainda existem mulheres e homens de verdade, e que não é impossível deparar-se com alguém assim.

      Sabe aquele dia despretencioso, quando você encontra com alguém que não via à algum tempo? Praticamente um "esbarrão" ao acaso mesmo ( sim dependendo da situação existe o... acaso).
       Foi o que aconteceu comigo, encontrei uma amiga que não via à algum tempo, uns quatro ou cinco anos acredito eu, ela está noiva, mudando para a casa do noivo... enfim uma história normal como muitas outras certo?
       Conversa vai, conversa vem, paramos para tomar algo, estávamos próximos do "Fran's", então sentamos e o tempo voou. 
        Ela é uma mulher muito bonita, daquelas que realmente páram o trânsito, trabalhou como modelo de revistas, sendo fotografada, foi hostess em casa noturna badalada em sampa, enfim, o que geralmente permeia a vida de alguém assim. Uma mulher linda, inteligente, fez faculdade comigo, sempre correta.

          O noivo dela, eu também conheço, e o mais engraçado é que normalmente se espera que alguém com este biotipo, esteja seguindo a maioria, mas o noivo dela é um cara muito legal, e que foge totalmente ao que se esperaria de um"par ideal" para ela.
          Alguns podem torcer o nariz e ainda imaginar "ah o cara deve ter dinheiro, carrão, deve ter muita bala na agulha", é aí que o julgamento errôneo se faz presente.
          É um cara totalmente normal, corre atrás do que quer, não tem o carrão que imaginaram, nem a bala na agulha que seria de se esperar, mas ele tem algo que ela reconheceu e que a torna mais encantadora ainda, pois a transforma em uma mulher de verdade.
            Durante nossa conversa ela disse... "Nunca havia conversado muito com ele, ele é meio quietão você sabe, mas ele tem um bom humor muito legal, ele é educado, nunca chegou entrando de sola, fazendo gracinha... sempre me respeitou, e um dia saímos para jantar e tal... e aí conversa vai, vinho vem... eu falei pra ele... adoro seu senso de humor".
              Ela me disse que ficou um silêncio no ar ele respondeu ( pelo que conheço dele o vinho ajudou a liberar ), "Ah... obrigado por elogiar meu humor, mas meu amor é melhor".
               Começaram  a namorar.
               E o que deixou esta minha amiga, mais encantadora ainda e me fêz ver que estava diante de uma mulher de verdade, foi a maneira como ela descreveu a relação.
                Descreveu... com paixão e admiração pelo homem que ele é, algo que qualquer homem de verdade gostaria de ouvir da mulher que ama, e que certamente qualquer mulher gostaria de ouvir do homem que ama.

                Ela falou da lealdade, do bom humor, da maneira cuidadosa como lidava com ela, do respeito, do carinho, de como a incluia em todos os aspectos da vida social dela, do apoio nos projetos pessoais dela, da força que ele dava par que ela perseguisse seus sonhos... e que ela fazia questão de retribuir tudo isso, pois sempre se deparou com pessoas fúteis, pessoas que não passavam da superfície, que viviam da aparência da... ostentação. ( creio ser esta a melhor palavra)

                  E aí me lembrei de "mulheres" que dão valor ao carro do ano, a aparência, ao "tanquinho", até ao famigerado "camarote", e que depois reclamam, choramingam no ombro alheio, ou despejam postagem de do de cotovelo ou de indiretas nas redes sociais. As mesmas que postam frases de efeito que deixam no ar que elas são para casar, e em seguida postam algo que demonstra total futilidade ou que estão bem longe do ideal para o casório. ( e isto aplica-se tanto aos homens quanto as mulheres que fique bem claro)

                    Engraçado... mas de repente "choca" mais encontrar alguém assim, tão próximo alguém que foge dos padrões errados dos dias atuais, mas que na verdade, vive pelo padrões certos, vive além da superfície.

                     É, e eu tive a certeza de que a beleza estonteante dela estava vindo de dentro, e que o magnetismo era só um reflexo do que ela exalava, e que parece tão rao hoje em dia...   caráter. Esse é o perfume inebriante da mulher de verdade, e que tenho certeza, é reconhecido por estas quando encontram um homem de verdade.




                  Mosca branca...

 ir além da superfície, não é impossível.

sexta-feira, 21 de março de 2014

FECHADO PARA BALANÇO ?

     Fechado para balanço... será esse o termo correto?

     Em uma conversa regada à um bom vinho com uma amiga ( amiga apenas ,diga-se de passagem namorada de um amigo meu que não bebe vinho mas que estava presente ) ouvi a pergunta cada vez mais recorrente, já falei à respeito aqui anteriormente, mas agora parece que existe uma campanha sobre o tema.

      Conversa vai, conversa vem, e eis que surge a pergunta; "Téo, nós sabemos que você já teve seus rolos por aí, que você é bem discreto, não faz propaganda se sai com alguém, mas não sente falta de namorar mesmo? De alguém para dividir o tempo, as coisas?".

        Hum... pergunta interessante... mais um gole de vinho, e lá vamos nós... de novo. ( E o olhar  curioso e inquiridor do casal de amigos, mais dela, ele sorriu e fez aquela cara de... "ah se vira, mulher quer saber tudo")
         Neste momento sempre me vem à mente o que é rotineiro neste tipo de situação, alguma amiga dela que ela acha que teria um "Santo" compatível com o meu.

           Então, vamos responder por partes  a pergunta.

           Rolos ? Claro, quem não teve ? Afinal, estamos em movimento constante, e acabamos por esbarrar em pessoas interessantes, em pessoas que chamam nossa atenção, no meu caso, que me chame a atenção  por suas atitudes, pelo caráter, pelos valores.
             Isso não é ser seletivo... isso é valorizar meu tempo,e o da pessoa em questão, sair com alguém por sair, para fazer número, não faz parte do que eu sinto ser o certo, acho que é uma questão de respeito também com a pessoa, pois não vou perder o tempo dela, e espero que isso seja recíproco.

            Quanto à ser... "discreto", eu acho que estar com alguém, sair com alguém, não deve ser um evento, ainda mais se for um primeiro encontro,e ainda que seja o único, ou o primeiro e último como queiram, deve ser marcante par ambos se for bom, e se for marcado pelo jogo limpo e pelo respeito, não tem como não ser bom, que fique ao menos uma amizade ou uma boa lembrança, por isso, propaganda por sair com alguém, não faz parte do que eu acredito ser uma das bases do respeito. Além disso, é um encontro para aquele olho no olho, para ver... para sentir. É para ir além da superfície.

                 A parte do "sentir falta de namorar, de estar com alguém para dividir o tempo", eu não posso ser hipócrita e dizer que não sinto falta, que não gostaria, mas eu preciso ser realista, eu preciso ser verdadeiro comigo mesmo. Não sou mais um garoto, um moleque que quer sair "ficando" com todo mundo, ou fazendo número, quantidade significa solidão, qualidade significa que eu sei o valor do meu tempo e do tempo dos outros. Tenho filhos, tenho uma história, tenho as minhas responsabilidades e tudo isso faz parte de mim, então não posso me preocupar em ter o ego massgeado.
                     E um dos filtros mais interessantes que eu tenho em minha vida, são meus filhos, que sem saber, afastam as pessoas imaturas, aquelas que pensam que estar com um homem que já tem filhos, significa ser "mãe", e garanto que fica longe disso, afinal mãe eles já tem, mas é questão de maturidade mesmo ( maturidade, que independe de idade fique bem claro isso), pois até para aproximar alguém deles, eu levaria muito, mas muito tempo mesmo, e para mim este é um dos diferenciais em alguém, como disse antes, não admito perder meu tempo, nem o de ninguém.
                 
                  Eu sempre digo que não procuro por alguém, não procuro alguém em especial, mas eu deixo os encontros acontecerem, deixo a vida trazer estas pessoas com quem já tive contato, que conheci, que fizeram ou que ainda fazem parte da minha vida. 
                   Eu sempre digo que nada é por acaso, que o acaso é resultado do descaso, que devemos prestar atenção aos sinais, e eu sei que muitas vezes ignorei os sinais, afinal, quem nunca os ignorou? É a velha questão da zona de conforto.

Porquê acelerar as coisas?
Deixe acontecer naturalmente.


                  Não estou fechado para balanço... mas eu acho que está mais para uma "auditoria", sabem como é, nesta vida somos todos aprendizes, estagiários, e as vezes é preciso uma auditoria para ver o que o estágiário tem feito na vida, o emprego mais complicado que há, onde precisamos matar um leão por dia.

                  Encontrar alguém, já falei à respeito, e só posso dizer o seguinte, não sei se já encontrei, se vou encontrar, nem sei se os sinais já surgiram ou não, só sei que com os "indícios" do dia a dia, dos encontros e desencontros, o melhor é deixar acontecer naturalmente.
                  E quando eu me interesso... eu deixo claro, eu não deixo de olhar além da superfície mesmo.

                  Depois desta resposta... acharam melhor abrir outro vinho... e eu também.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DEVANEIOS DE QUEM NUNCA FOI SANTO...

TERCEIRAS INTENÇÕES...

As primeiras vencidas na aproximação...
as segundas... caminhando para as terceiras.

O olho no olho...
a respiração ofegante...
palmas das mãos suando...
calafrios.

Certezas de que pode ser o momento...
incertezas de que tudo saia a contento...
o capricho com o vinho...
e o preparo do alimento.

A mesa posta...
a vontade no olhar exposta...
aquela mordida nos lábios como resposta...
aquele breve instante que antecede o beijo.

O acordar entre lençóis bagunçados...
os corpos nus lado a lado...
o odor do sexo gostoso no ar...
o corpo agradecendo a noite, o relaxar.


A animação logo pela manhã...
começar tudo de novo...
não preocupar-se com a tentação...
de logo cedo novamente... morder esta maçã.

Não há pecado maior...
do que não ceder as tentações...
afinal como valorizaríamos o bem, se não conhecessemos o mal?

Em todo caso... se no final não for a pessoa certa ao lado, que fiquem ao menos os bons momentos à serem lembrados.

E se for... além dos bons momentos, ficam ali os dois entrelaçados.


Terceiras intenções... ? Estou cheio delas... ;)

Téo Marques.