Mostrando postagens com marcador ego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ego. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de junho de 2026

QUANDO A CONTA CHEGA...

    Ouvi um relato, de um conhecido, segundo ele seu último relacionamento não deu certo devido ao passado da mulher com quem se envolveu.

    Eu até achei que esse seria um relacionamento sério, duradouro, havia aquele encantamento que todos querem, e que algumas pessoas veem como se fosse uma miragem.

      Estava de passagem aqui pela região onde estou vivendo atualemente, e me convidou para almoçar hoje, já que passaria por aqui, e olha, o papo rendeu, almoçamos, depois paramos em uma loja de conveniência muito boa que há aqui na cidade, e ficamos lá tomando um cafée conversando, e as horas voaram, e com elas veio uma história que é tão recorrente, tão comum, que chega a espantar.

      Eu a conheci à alguns anos, simpática, educada, delicada, bonita, um pacote aparentemente completo, mas depois conforme ele foi me contando, o pacote era realmente completo, como o de um carro de locadora que rodou muito. (Desculpem a comparação, mas entenderão)



        E pelo jeito ele acabou comprando esse veículo de locadora, com painel adulterado, aparentemente bem cuidado, mas debaixo do que brilhava...              .

         Quando eu digo que esse mundo é pequeno, aliás menor do que se pode imaginar,e que a teoria dos seis graus de separação, já podem ser quatro ou menos com o advento das redes sociais, algumas pessoas riem,outras ignoram, mas de repente quatro degraus acima na mesma escada rolante que você, pode estar alguém que te viu chegar com alguém que a cada quatro degraus encontra alguém com quem dividiu a cama.

         Isso... simplificando.

         Ele me contou que ela aos poucos foi abrindo o jogo, agia como se determinadas situações fossem normais, corriqueiras, deixava escapar certos trejeitos, falas, e ações que causavam estranheza a ela, mas que ele começou a reparar, e ficou com aquela sensação de que ela estava forçando a si mesma, a manter uma personagem. 

          Ele sentia medo e temia perguntar, querer saber demais e acabar ouvindo algo que não seria legal ouvir, o velho "o que você viveu antes não me interessa", e todos sabemos que isso é mentira, ou medo mesmo de precisar aceitar a reciprocidade na hora de fornecer informações.

              Explico, entendi na hora e perguntei a ele se não seria mais ou menos como admitir  que namorou muito, (tempo e não quantidade ), e ouvir do outro lado que também "namorou" muito (quantidade e não... tempo).

                 É... infelizmente era esse o sentimento mesmo.

                 E um belo dia, a teoria do seis graus de separação que hoje são no mínimo quatro, se fez valer, e numa roda de amigos, num encontro, ouviu um nomeconhecido, deslizou curioso, recostou-se perto sem intervir ou mostrar-se, e ficou ouvindo, reconheceu detalhes, e logo o nome foi repetido novamente na roda. Ali dentre os que ouviam as histórias, alguém com um pouco mais de intimidade, ele acenou, chamou e questionou, explicou o porquê e deixou claro que nada sairia dali, e que ele precisava saber o teor do papo envolvendo a pessoa com quem ele estava, ainda perguntou se o cara gostaria de ficar "vendido" assim também.



                 Os olhos marejados entregaram o arrependimento dubio hoje, não sabendo se foi por ter feito papel de trouxa sem saber, ou por saber e não poder mais ficar com esse alguém.

                   É um sentimento cruel, é como decidir se amputa um membro para seguir em frente, ou se convive com a membro doendo, incomodando, sem saber se não estará gangrenado adiante, aumentendo o prejuízo.

                     Pedimos outro café, uns pães de queijo, respiramos, e refeito do choque recorrente, seguimos no papo, ele descobriu que foi apresentado a vários parceiros sexuais dela, que apertou a mão de colegas de trabalho dela com quem transava de vez em quando, percebeu que aqueles amigos ou conhecidos que acenaram para ela no bar, na balada, "respeitosamente" de longe, foram parceiros de cama dela também, inclusive alguns que ele sabia serem casados a anos.



                        Ele descreveu o estomago embrulhado, a sensação de ter sido esfaqueado repetidamente ainda que isso tudo tenha ocorrido antes dele, e mais adiante, ela disse para ele não terem sido importantes, que não significaram nada.



                         Neste ponto, diante da necessidade dela de provar ser uma pessoa que vale à pena, ele disse, "tudo bem, quer enterrar esse assunto aqui ? Me passe o seu telefone, e vamos ver o tipo de papo que rola com este que não significaram nada, que ficaram no passado, para ver se está cultivando ainda ou não, principalmente se ainda mantém papo que não gostaria que eu tivesse com outas mulheres se fosse o contrário... ".

                        Nesse momento, eu apertei a mão dele o cumprimentando, foi genial.

                        Ele disse que ela começou a subir o tom de voz, chorou, e criou mil e uma situações onde ele seria um monstro, ou que ela teria relevado em nome da relação, ou seja, um mar de chantagem emocional barata, e no fim, recusou-se a entregar o celular, a mostrar o conteúdo porque se ele não confiava nela, não daria certo.

                         E ele tirou palavras da minha boca, foi extremamente assertivo e equilibrado quando pesou tudo na balança em segundos, e viu-se diante das seguintes ideias à respeito.

                             " Téo ( muitos me chamam assim ), na hora ela segurava o celular como se fosse morrer se deixasse ele cair ou sair das mãos dela, ela até tremia, esbarrava nas coisas, não sabia se levantava ou sentava, nessa hora eu pensei que ela estava tentando vitimizar-se demais, misturando tudo,querendo mostrar que eu perderia uma mulher como ela, que era imaturidade preocupar-se com quem ficou no passado, e que ela nem falava com eles, que ela precisava desse voto de confiança para manter a relação, depois de olhos marejados, falou dos planos que tinha para os dois... depois voltou a esbravejar, e deu um ultimado dizendo que se quisesse poderia pegar o celular dela e ver tudo, mas que acabaria ali... e enfatizando que nem mantinha mais contato com eles, que nem falava mais com eles. "

                  Ambos nesse momento concordamos que a atitude dela foi de total desespero, fazendo-a a gir como adolescente, de maneira infantil, com uma psicilogia reversa que ela achou que funcionaria.

                          Ele disse que ela poderia ficar com o telefone e os contatinhos dela, sem problema, mas que para ele não seriva mais.

                    Foi difícil eu sei, ele começou a evitar determinados lugares,pessoas, começou a sair sozinho, e a frequentar lugares fora do meio que ambos conheciam, não por vergonha de ter sido aquele que ficou com o que sobrou ( sim é esse mesmo o sentimento ), mas a vida e os menos de seis graus de separação, parecem ser sadicos demais, e de repente você começa a esbarrar em pessoas em comum, que não sabendo desta coincidência, colocam na mesma mesa em que você está, imagens, sons e histórias, algumas até resvalam no seu passado, quando descrevem algo que a pessoa fez enquanto estava com fulano, que mal sabem está li na mesma mesa.

                               É dificil colocar como "livramento", pois o livramento significa alivio, e não mais uma ferroada nas costas.

                      Mas a vida é uma caixinha de surpresas ( como diria Joseph Klimber... rir alivia), e um belo dia ela chega e conversa como se não houvesse passado um certo tempo, e muita milhagem à mais. Educado ele cumprimentou sem toque, apenas um "oi" diante das pessoas que estavam no entorno, e voltou-se para outra roda de conversa ( ela infantilmente e soberba como sempre, fez o mesmo mas sendo mais efusiva para as companhias masculinas ao redor, ou seja... foi mesmo livramento ).

                          E claro, a vida traz como a maré, os dejetos,residuos, os sinais do naufrágio, e os deposita aos seus pés, afinal nesse mar onde todos nadam, você não nada mais. Um casal na roda em que ele estava comentou entre eles mas sem esconder dos outros, e a conversa caiu na roda... " Não é a amiga daquela fulana ? ".             

                               E veio a falação, ele ficou quieto, cara de paisagem, e neste momento ele saiu dali após ouvir os "relatos" (fofocas), realmente sentindo que agora o livramento veio, pois ele realmente não serviria para ela, uma vez que ela buscava o pior, o sujo, o roto, o errado, o tranqueira... e ele não era nada disso por isso não vingou.

                                  Notei nele algo que eu já senti, independente do que possa ter ocorrido, ninguém merece afundar-se com os piores tipos, até porque desejar isso te coloca no mesmo patamar que eles, e você não está mais ali, por não ser como eles.

                                 Ele disse, magoado, que sabe que ela na verdade foi fraca, quando acreditava que era o "mulherão" que todos querem, e que jamais veria ou aceitaria que era desejada, que era assediada porque a viam como "fácil", e que a sua fama corria de boca em boca, pelo que sentiu um dia por ela, teve vontade de alertá-la, mas o amor próprio ( graças a Deus ele resgatou )o deteve, ela foi lição, e jamais deveria ser missão, eis a verdade.

                      Você não salva quem não quer ser salvo, você não estende a mão a quem fingiu não te ver afundando, você não insiste em tirar da lama, quem tem ogulho em chafurdar nela, em colocar uma roupa limpa de vez em quando,e mergulhar nela.

                        Lembre-se ficar tentando empurrar para a superficie quem insiste em ficar no fundo, te mantém lá embaixo, no fundo.

                        Preservei nomes, lugares, datas, e situações análogas, mas quem nunca viu isso ? E quem nunca viu uma pessoa que caiu nisso por falta de maturidade  ? Por servidão ao ego ?

                            Eu sou homem, e digo, infelizmente vejo muitas mulheres caindo nesse joguinho do ego, acreditando que o empoderamento é isso, e aguardando o olhar de aprovação de pessoas que no final das contas, estão na platéia para ver sangue e não romance, ou seja, aquilo que conhecem bem devido a própria índole, dizem que querem te ver bem, mas desde que não tão bem quanto elas. 

                       

terça-feira, 21 de abril de 2015

QUAL O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DO... CARÁTER ? QUAL A SUA... APARÊNCIA ?

    Certo... agora muitos irão pensar... "ele bebeu e sentou à frente do computador".

     Não...  nada de bebida e teclado, não preciso do vinho para fazer jus ao ditado popular "IN VINO VERITAS".( A verdade está no vinho, ou seja... o vinho entra a verdade sai )

     Mas o título me veio à mente após conversar com um casal amigo na noite passada, disse a eles que este assunto daria muito pano para a manga, e que já fora "atacado" por pessoas que conheço, pelo simples fato de alguns não compreenderem que não recriminava o culto ao corpo, mas sim a maneira como as pessoas estavam vendo quem era adepto desta prática ( em qualquer nível ), e quem não era.

     Criaram uma... "peneira". ( alguns, que fique bem claro )

     Pois bem, conversa vai, conversa vem...  e sai um comentário à respeito de alguém que estava sempre reclamando dos relacionamentos, de como na hora da relação apresentar certa maturidade, a futilidade se fazia presente... e por aí vai.

     Mas... eis que surge o porquê de tudo isso, um amigo em comum, reclamava que faltavam mulheres com maturidade, ou com certos valores, era tudo muito superficial.
    Certo... mas como este nosso amigo estava escolhendo suas parceiras ? ( direi que é um sujeito muito legal, um pouco mais novo do que eu, que já viveu um casamento, tem filhos, mas que entrou nessa de culto ao corpo, e levou junto o olhar maduro que deveria ter à respeito das relações )
    Me lembro de ter visto o mesmo sendo apresentado a mulheres muito inteligentes, com uma maturidade acima da média para a idade elas ( que fique claro, maturidade independe da idade ), algumas anos mais novas do que ele, e ainda que  bonitas, interessantes, para ele não se enquadravam naquilo que esperava ver...   uma "panicat" ( para ilustrar o que ele projetou como ideal ), ou seja, antes da conversa , de conhecer a pessoa, ele avaliava sua presença física no local, e como bem sabemos, nem sempre a perfeição externa faz jus a interna.  (ou vice versa... não sejamos hipócritas )

      E na mesma proporção... uma amiga em comum reclamava do mesmo, eram homens... que dividiam a atenção que ela esperava, com o espelho, as roupas, a academia, não sabiam conciliar tudo isso.

      Certo.... antes de ser "linchado" por alguns, vamos lá, melhor explicar o rumo que a conversa tomou, pois sei que aqueles que conheço e cuja maturidade admiro, compreenderão.

     Cuidar do corpo, cultuá-lo, venerar esta máquina que nos leva e traz, que nos permite  viver sensações e momentos incríveis, é mais do que saudável, é sim uma ótima pedida ( afinal este corpo, esta máquina que ganhamos de presente para viver a vida merece cuidados ).
" VOCÊ PODE DETERMINAR O CARÁTER PELA APARÊNCIA ?"

    Mas...      transformar isso em um filtro para determinar que tipo de pessoa seria a "ideal" para um relacionamento, bem, que me desculpem mas não pode realmente dar certo concordam ?
    Em um dos meus textos, relatei uma conversa com um casal amigo meu, que surpreendeu à todos quando assumiu o relacionamento, ele um cara comum, totalmente fora dos padrões vendidos pela mídia, não é nenhum milionário, muito pelo contrário, é um sujeito pé no chão, que "rala", corre atrás, mas de um caráter excepcional, aquele tipo de pessoa de quem não se houve falar mal, E ela já trabalhou em feiras e e eventos como modelo, o tipo de mulher que realmente pára o trânsito, mas de uma humildade, uma simpatia e uma simplicidade que destoam daquilo que os olhos veem ( e que a ditadura da aparência que a sociedade impõe espera ).
    E... estão juntos, felizes,e à meu ver, se merecem mesmo, pois são cúmplices, parceiros, viram um no outro muito mais do que havia na superfície, foram além. 
    Amigas em comum a questionaram várias vezes à respeito, riram pelas costas ( quem não conhece isso ?), sempre evitando reconhecer algo que é obvio mas que a falta de maturidade não permite admitir. Ela encontrou alguém de verdade, que vale à pena, que tem algo muito bem definido, forte, sólido, "hipertrofiado"... o caráter.
    Altura, idade, peso...  tudo isso perde a importância quando a pessoa abre a boca e te encanta, completa seus pensamentos, frases, te compreende e te vê de maneira sincera, verdadeira. ( quem reconhece isso encontra algo pleno )

    Na mesma medida conheço homens e mulheres que passam pelo mesmo.

"É O CARÁTER QUE DETERMINA O VALOR DA EMBALAGEM, É UMA LINHA TÊNUE QUE SEPARA QUEM TEM MATURIDADE, DE QUEM NÃO TEM ".
(Qual das duas metades tem o caráter... certo ?)



    Mas não serei hipócrita de dizer que um corpo bem trabalhado, que uma mulher que sabe se cuidar, que "pare o trânsito" não seja algo bonito de se ver, que não massageie o ego de qualquer um, e creio que isso serve tanto para homens quanto para mulheres concordam ?

    Só que toda esta embalagem deve trazer algo mais, deve ter conteúdo, por isso sempre digo que devemos ir além da superfície quando conhecemos alguém, ouvir, observar, respeitar o ponto de vista da pessoa, admirar alguém que saiba conversar à respeito de vários assuntos, dar o peso que merecem os valores familiares, e sentir a presença de três exercícios extenuantes que o ser humano deve praticar, mas que muitos não tem preparo para tanto...  a humildade, a sinceridade e o caráter.

      Afinal... você pode dizer que aquela pessoa "sarada", que chama a atenção pela beleza, pela presença física, possa por estes atributos ser o ideal para conviver ?
      Na mesma medida... você pode dizer que aquela pessoa comum, que não se destaca na multidão, não seja alguém com quem valha à pena dividir sua vida ?
          O que importa realmente... é que a pessoa saiba equilibrar tudo, o cuidar-se, o amar-se, com o cuidar e o amar o outro, ter a sensibilidade para reconhecer isso.
      Seguir o que a sociedade espera... seguir aquilo que é esteticamente aceito pela sociedade, garante que você estará no caminho certo ?
            Antes de julgara a aparência... vá além da superfície, você pode se surpreender, em todos os sentidos, de todas as maneiras, o importante é o que a pessoa traz por dentro, é o que fica quando o exterior deixar de contar.

       Admiro mesmo as pessoas que conheço e que equilibram tudo isso...   pois sei que estão além da superfície, muito além.

      Isso... é ir além da superfície, a maturidade faz entender que é melhor ter o ego massageado por estar acompanhado(a) de uma pessoa incrível, interessante, inteligente, que se destaque pelo que "é" , e não pelo que "tem", ou seja... alguém que se destaque pelo que é como pessoa, e não pelo que tem em qualquer sentido diante da sociedade.

      E claro não posso ser leviano à ponto de dizer que encontrar alguém que reúna tudo isso seja impossível, existe sim, conheço pessoas assim, as tenho em meus círculo de amizades, em meu roll de amigos na rede social e me orgulho disso pois são pessoas que estão além da superfície. 

     Vamos cultuar o corpo, a mente, mas vamos exercitar aquilo que realmente faz diferença, a humildade, a sinceridade, o jogo limpo, o companheirismo, a cumplicidade, a compreensão, são estes exercícios que destacam alguém na multidão, que valorizam qualquer embalagem. E são reconhecidamente os exercícios mais extenuantes e difíceis, são estes que deixam claro quem tem preparo ou não para te acompanhar.

     E a vida exige preparo... são subidas e descidas íngremes, obstáculos, longos caminhos e uma jornada que deve ser compartilhada com alguém que soma, principalmente no âmbito emocional, caso contrário... vira peso morto.

     Como eu sempre digo... ( tá eu sei que é chato ouvir este meu bordão sempre mas afinal, será que não se encaixa ?)

     " NADA É POR ACASO, O ACASO É RESULTADO DO SEU DESCASO, PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS"(T.MARQUES)