Ouvi um relato, de um conhecido, segundo ele seu último relacionamento não deu certo devido ao passado da mulher com quem se envolveu.
Eu até achei que esse seria um relacionamento sério, duradouro, havia aquele encantamento que todos querem, e que algumas pessoas veem como se fosse uma miragem.
Estava de passagem aqui pela região onde estou vivendo atualemente, e me convidou para almoçar hoje, já que passaria por aqui, e olha, o papo rendeu, almoçamos, depois paramos em uma loja de conveniência muito boa que há aqui na cidade, e ficamos lá tomando um cafée conversando, e as horas voaram, e com elas veio uma história que é tão recorrente, tão comum, que chega a espantar.
Eu a conheci à alguns anos, simpática, educada, delicada, bonita, um pacote aparentemente completo, mas depois conforme ele foi me contando, o pacote era realmente completo, como o de um carro de locadora que rodou muito. (Desculpem a comparação, mas entenderão)
E pelo jeito ele acabou comprando esse veículo de locadora, com painel adulterado, aparentemente bem cuidado, mas debaixo do que brilhava... .
Quando eu digo que esse mundo é pequeno, aliás menor do que se pode imaginar,e que a teoria dos seis graus de separação, já podem ser quatro ou menos com o advento das redes sociais, algumas pessoas riem,outras ignoram, mas de repente quatro degraus acima na mesma escada rolante que você, pode estar alguém que te viu chegar com alguém que a cada quatro degraus encontra alguém com quem dividiu a cama.
Isso... simplificando.
Ele me contou que ela aos poucos foi abrindo o jogo, agia como se determinadas situações fossem normais, corriqueiras, deixava escapar certos trejeitos, falas, e ações que causavam estranheza a ela, mas que ele começou a reparar, e ficou com aquela sensação de que ela estava forçando a si mesma, a manter uma personagem.
Ele sentia medo e temia perguntar, querer saber demais e acabar ouvindo algo que não seria legal ouvir, o velho "o que você viveu antes não me interessa", e todos sabemos que isso é mentira, ou medo mesmo de precisar aceitar a reciprocidade na hora de fornecer informações.
Explico, entendi na hora e perguntei a ele se não seria mais ou menos como admitir que namorou muito, (tempo e não quantidade ), e ouvir do outro lado que também "namorou" muito (quantidade e não... tempo).
É... infelizmente era esse o sentimento mesmo.
E um belo dia, a teoria do seis graus de separação que hoje são no mínimo quatro, se fez valer, e numa roda de amigos, num encontro, ouviu um nomeconhecido, deslizou curioso, recostou-se perto sem intervir ou mostrar-se, e ficou ouvindo, reconheceu detalhes, e logo o nome foi repetido novamente na roda. Ali dentre os que ouviam as histórias, alguém com um pouco mais de intimidade, ele acenou, chamou e questionou, explicou o porquê e deixou claro que nada sairia dali, e que ele precisava saber o teor do papo envolvendo a pessoa com quem ele estava, ainda perguntou se o cara gostaria de ficar "vendido" assim também.
Os olhos marejados entregaram o arrependimento dubio hoje, não sabendo se foi por ter feito papel de trouxa sem saber, ou por saber e não poder mais ficar com esse alguém.
É um sentimento cruel, é como decidir se amputa um membro para seguir em frente, ou se convive com a membro doendo, incomodando, sem saber se não estará gangrenado adiante, aumentendo o prejuízo.
Pedimos outro café, uns pães de queijo, respiramos, e refeito do choque recorrente, seguimos no papo, ele descobriu que foi apresentado a vários parceiros sexuais dela, que apertou a mão de colegas de trabalho dela com quem transava de vez em quando, percebeu que aqueles amigos ou conhecidos que acenaram para ela no bar, na balada, "respeitosamente" de longe, foram parceiros de cama dela também, inclusive alguns que ele sabia serem casados a anos.
Ele descreveu o estomago embrulhado, a sensação de ter sido esfaqueado repetidamente ainda que isso tudo tenha ocorrido antes dele, e mais adiante, ela disse para ele não terem sido importantes, que não significaram nada.
Neste ponto, diante da necessidade dela de provar ser uma pessoa que vale à pena, ele disse, "tudo bem, quer enterrar esse assunto aqui ? Me passe o seu telefone, e vamos ver o tipo de papo que rola com este que não significaram nada, que ficaram no passado, para ver se está cultivando ainda ou não, principalmente se ainda mantém papo que não gostaria que eu tivesse com outas mulheres se fosse o contrário... ".
Nesse momento, eu apertei a mão dele o cumprimentando, foi genial.
Ele disse que ela começou a subir o tom de voz, chorou, e criou mil e uma situações onde ele seria um monstro, ou que ela teria relevado em nome da relação, ou seja, um mar de chantagem emocional barata, e no fim, recusou-se a entregar o celular, a mostrar o conteúdo porque se ele não confiava nela, não daria certo.
E ele tirou palavras da minha boca, foi extremamente assertivo e equilibrado quando pesou tudo na balança em segundos, e viu-se diante das seguintes ideias à respeito.
" Téo ( muitos me chamam assim ), na hora ela segurava o celular como se fosse morrer se deixasse ele cair ou sair das mãos dela, ela até tremia, esbarrava nas coisas, não sabia se levantava ou sentava, nessa hora eu pensei que ela estava tentando vitimizar-se demais, misturando tudo,querendo mostrar que eu perderia uma mulher como ela, que era imaturidade preocupar-se com quem ficou no passado, e que ela nem falava com eles, que ela precisava desse voto de confiança para manter a relação, depois de olhos marejados, falou dos planos que tinha para os dois... depois voltou a esbravejar, e deu um ultimado dizendo que se quisesse poderia pegar o celular dela e ver tudo, mas que acabaria ali... e enfatizando que nem mantinha mais contato com eles, que nem falava mais com eles. "
Ambos nesse momento concordamos que a atitude dela foi de total desespero, fazendo-a a gir como adolescente, de maneira infantil, com uma psicilogia reversa que ela achou que funcionaria.
Ele disse que ela poderia ficar com o telefone e os contatinhos dela, sem problema, mas que para ele não seriva mais.
Foi difícil eu sei, ele começou a evitar determinados lugares,pessoas, começou a sair sozinho, e a frequentar lugares fora do meio que ambos conheciam, não por vergonha de ter sido aquele que ficou com o que sobrou ( sim é esse mesmo o sentimento ), mas a vida e os menos de seis graus de separação, parecem ser sadicos demais, e de repente você começa a esbarrar em pessoas em comum, que não sabendo desta coincidência, colocam na mesma mesa em que você está, imagens, sons e histórias, algumas até resvalam no seu passado, quando descrevem algo que a pessoa fez enquanto estava com fulano, que mal sabem está li na mesma mesa.
É dificil colocar como "livramento", pois o livramento significa alivio, e não mais uma ferroada nas costas.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas ( como diria Joseph Klimber... rir alivia), e um belo dia ela chega e conversa como se não houvesse passado um certo tempo, e muita milhagem à mais. Educado ele cumprimentou sem toque, apenas um "oi" diante das pessoas que estavam no entorno, e voltou-se para outra roda de conversa ( ela infantilmente e soberba como sempre, fez o mesmo mas sendo mais efusiva para as companhias masculinas ao redor, ou seja... foi mesmo livramento ).
E claro, a vida traz como a maré, os dejetos,residuos, os sinais do naufrágio, e os deposita aos seus pés, afinal nesse mar onde todos nadam, você não nada mais. Um casal na roda em que ele estava comentou entre eles mas sem esconder dos outros, e a conversa caiu na roda... " Não é a amiga daquela fulana ? ".
E veio a falação, ele ficou quieto, cara de paisagem, e neste momento ele saiu dali após ouvir os "relatos" (fofocas), realmente sentindo que agora o livramento veio, pois ele realmente não serviria para ela, uma vez que ela buscava o pior, o sujo, o roto, o errado, o tranqueira... e ele não era nada disso por isso não vingou.
Notei nele algo que eu já senti, independente do que possa ter ocorrido, ninguém merece afundar-se com os piores tipos, até porque desejar isso te coloca no mesmo patamar que eles, e você não está mais ali, por não ser como eles.
Ele disse, magoado, que sabe que ela na verdade foi fraca, quando acreditava que era o "mulherão" que todos querem, e que jamais veria ou aceitaria que era desejada, que era assediada porque a viam como "fácil", e que a sua fama corria de boca em boca, pelo que sentiu um dia por ela, teve vontade de alertá-la, mas o amor próprio ( graças a Deus ele resgatou )o deteve, ela foi lição, e jamais deveria ser missão, eis a verdade.
Você não salva quem não quer ser salvo, você não estende a mão a quem fingiu não te ver afundando, você não insiste em tirar da lama, quem tem ogulho em chafurdar nela, em colocar uma roupa limpa de vez em quando,e mergulhar nela.
Lembre-se ficar tentando empurrar para a superficie quem insiste em ficar no fundo, te mantém lá embaixo, no fundo.
Preservei nomes, lugares, datas, e situações análogas, mas quem nunca viu isso ? E quem nunca viu uma pessoa que caiu nisso por falta de maturidade ? Por servidão ao ego ?
Eu sou homem, e digo, infelizmente vejo muitas mulheres caindo nesse joguinho do ego, acreditando que o empoderamento é isso, e aguardando o olhar de aprovação de pessoas que no final das contas, estão na platéia para ver sangue e não romance, ou seja, aquilo que conhecem bem devido a própria índole, dizem que querem te ver bem, mas desde que não tão bem quanto elas.




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário faz parte da evolução de todos nós, critique, brigue comigo, concorde, discorde, estou aqui para aprender...